Jornal dos Desportos

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Lanamento de peso bate recorde em hora

07 de Outubro, 2019

Norte-americano superou Tomas Walsh por um centmetro

Fotografia: Dr

Os Mundiais de atletismo de Doha continuam a somar grandes resultados e uma das melhores provas foi a final do lançamento do peso, que sábado último proporcionou a terceira, quarta e quinta marcas de sempre. A espectacularidade está na forma como se decidiu o troféu. O campeão de há dois anos, Tomás Walsh, da Nova Zelândia, caiu para terceiro lugar por um centímetro apenas dos norte-americanos Joe Kovacs (campeão de 2015) e Ryan Crouser. O campeão de 2019 estabeleceu a marca de 22,91m e o vice-campeão, 22,90m.
A emoção contagiante atingiu o ápice nos últimos lançamentos. Tomas Walsh parecia ter tudo controlado. Os seus 22,90 metros, com que liderava, eram a melhor marca desde 1990. Perdeu o título. E só não ficou com a medalha de prata, após o recurso ao segundo melhor lançamento.
No triplo feminino, a venezuelana Yulimar Rojas voltou a aproximar-se do recorde do Mundo, com um salto de 15,37 metros e resolveu bem a questão do ouro. A jamaicana Shanieka Ricketts foi a segunda classificada com 14,92 metros e a colombiana Caterine Ibarguen terminou na terceira posição com 14,73 metros. Essa classificação foi a réplica tendencial do ano.
As condições de excelência na pista, cientificamente climatizada para ter a temperatura ideal, estão a render grandes marcas em todos os sectores, desde a velocidade até ao meio-fundo, como foi hoje o caso dos 1.500 metros femininos.
A holandesa Sifan Hassan sobreviveu incólume à expulsão do seu treinador, o norte-americano Alberto Salazar, e tornou-se a primeira atleta a fazer a dobradinha em 1.500 e 10.000 metros.
Nos 1.500 metros, ninguém resistiu ao seu ataque final, a volta e meia do fim, para ganhar em 3min51s95, recorde da Europa e a sexta melhor marca de sempre. Melhor do que ela, só a etíope Genzebe Dibaba e quatro chinesa, da década de 90.
Sifan Hassan arrastou Faith Kipyegon, que era a campeã, para um recorde do Quénia, com 3min54s22, e Gudaf Tsegay, da Etiópia, para 3min54s38.
Nove atletas baixaram dos quatro minutos, uma colecção de grandes marcas que também deu para recordes das Américas e do Canadá.Nos 5.000 metros, a queniana Helen Obiri, campeã em 2017 e a melhor do ano, confirmou o favoritismo e venceu com 14min26s72 à frente da compatriota Margaret Chelimo Kipkenboi (14min27s49). Na natural ausência de Hassan, as honras da Europa foram defendidas pela alemã Konstanze Klosterhalfen, bronze com 14min28s43.
Sete das 10 atletas em pista fizeram recorde pessoal e aproveitaram bem o \'ritmo infernal\' imposto pelas três que estiveram sempre na liderança do grupo.
A estafeta norte-americana de 4x100 metros era de luxo com Chistian Coleman, Justin Gatlin, Michael Rogers e Noah Lyles, e, naturalmente, venceu, em 37s10, com a segunda marca de sempre, apenas atrás da Jamaica de Usain Bolt.
Uma final fabulosa com recorde da Europa e a terceira marca de sempre para a prata da Grã-Bretanha (37s36) e recorde asiático e quarta marca de sempre para o bronze do Japão (37s43).
Em quarto, o Brasil também bateu o recorde continental e subiu a oitavo de sempre.
Menos impressionante, em termos de resultados, foi a estafeta feminina, que consagrou a Jamaica, de Shelly-Anne Fraser-Pryce (41s44). Prata para a Grã-Bretanha, de Dinah Asher-Smith (41s85) e bronze para os Estados Unidos (42s10).