Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

LeBron busca o céu

08 de Novembro, 2016

Poste do Cleveland apresenta índices que o podem tornar no maior cestinha da história da NBA

Fotografia: AFP

LeBron James consta entre os dez maiores cestinhas da história da NBA. O astro do Cleveland Cavaliers precisou marcar apenas dois pontos contra o Philadelphia 76ers para superar Hakeem Olajuwon e entrar no ‘top 10' da lista de maiores pontuadores da história da liga. Com os 25 pontos anotados diante dos 76ers, Lebron James ingressou no selecto grupo ‘dos cestinhas'.

Com o efeito conseguido, uma questão surge: até onde pode chegar o jogador?
Uma projecção da ESPN norte-americana aponta que LeBron James pode chegar ao topo da lista. Para isso, teria de jogar até os 40 anos de idade. Em outras palavras, LeBron seria, de acordo com a projecção, o maior cestinha da história da NBA na época 2024-2025 - mais precisamente em Novembro de 2024.

O número um da lista hoje é Kareem Abdul-Jabbar, com 38.387 pontos. Na sequência aparecem Karl Malone (36.928 pontos) e Kobe Bryant (33.643 pontos). As contas partem do pressuposto de que LeBron teria uma média de 77 jogos por época. Cada campeonato tem 82 partidas e a tendência é que passe a jogar menos vezes com o passar do tempo.

A projecção, porém, considera bem a diminuição do tempo de quadra com o passar do tempo. Para isso, se baseia na quantidade de minutos que Karl Malone, Moses Malone e Tim Duncan tiveram com a mesma idade que LeBron vai ter daqui para frente. E com menos tempo em quadra, menos pontos faria por época.

Nas contas, LeBron terminaria esta época já como o sétimo da história, ultrapassando Elvin Hayes, Moses Malone e Shaquille O'Neal. Em 2018, atingiria 30 mil pontos na carreira e deixaria Dirk Nowitski também para trás. Em 2019, seria a vez de passar nomes importantíssimos: Wilt Chamberlain e Michael Jordan. Kobe Bryant seria alcançado em 2020, Karl Malone em 2023 e finalmente Kareem Abdul-Jabbar em 2024.

Como dito, a própria projecção admite que não vai ser tão fácil que isso aconteça. Tanto é que percentualmente, a oportunidade de LeBron ser o maior da história seria de 39 por cento. O que é quase certo é que vai estar no top-3. Afinal, a probabilidade de isso acontecer já está em 97 por cento. Isso tudo, se nenhuma lesão o afectar.

A CANDIDATA DE LEBRON
Hoje é dia de eleições presidenciais norte-americanas. A dois dias, a campanha de Hillary Clinton ganhou um reforço de peso, no comício de Cleveland, principal cidade do Estado de Ohio: LeBron James, astro dos Cavaliers, fez o discurso de abertura para a democrata antes de sua fala para os seus apoiantes no Auditório Público de Cleveland.

Ao lado do companheiro de Cavs J.R. Smith, LeBron não poupou elogios à candidata, que pode tornar-se a primeira mulher a presidir os Estados Unidos da América. O ídolo também convocou a cidade para comparecer à votação hoje. O voto nos EUA é opcional.

"A razão que estou aqui para Hillary é pelo que ela acredita. Cresci no subúrbio e conheci a noção de que o nosso voto não importa. Mas importa, na verdade. Temos de ir e garantir o nosso voto. Esta mulher, ao meu lado, tem o melhor futuro para o mundo", falou LeBron. O astro também aproveitou para falar da sua fundação de ajuda a crianças carentes.

"Com a minha fundação, dar às crianças a noção de que alguém se importa com elas, com o que elas sonham, que alguém como eu, J.R. (Smith) e a presidente Hillary Clinton podemos fazer seus sonhos se realizarem, é muito importante para mim", disse James, enfatizando a palavra "presidente" ao referir-se à sua candidata.

As eleições norte-americanas acontecem oficialmente hoje. Na recta final, tanto Hillary Clinton quanto Donald Trump buscaram votos em Estados tidos como cruciais, os chamados "swing states", que costumam oscilar entre democratas e republicanos e podem decidir o resultado das eleições. Além de Ohio, Flórida e Carolina do Norte são alguns desses Estados.

PELA 1ª VEZ EM TRÊS ANOS
LA Lakers somam mais vitórias


O Los Angeles Lakers venceu o Phoenix Suns pelo placar de 119 a 108, em casa, em partida da época regular da NBA. O extremo-base Nick Young foi o cestinha da equipa da Califórnia com 22 pontos no Staples Center.

Dessa forma, os Lakers alcançam uma marca que não conseguiam desde 6 de Dezembro de 2013: ter mais vitórias do que derrotas. Actualmente, a agremiação soma quatro triunfos em sete partidas disputadas. Na ocasião, somou dez resultados positivos e nove negativos.

Na época passada, a equipa de Los Angeles só conseguiu a quarta vitória em 15 de Dezembro, depois de 25 confrontos. Ainda pela equipa vencedora, Julius Randle e Jordan Clarkson anotaram 18 pontos cada. Pela equipa do Arizona, o exremo-base porto-riquenho Devin Booker foi o cestinha com 39 pontos, a sua melhor marca como profissional. TJ Warren marcou 22 pontos, três a mais do que Eric Bledsoe.

OUTROS JOGOS
O Sacramento Kings venceu, fora de casa, o Toronto Raptors pelo placar de 96 a 91. Rudy Gay e DeMarcus Cousins marcaram juntos 45 pontos para os Kings e foram os cestinhas da equipa. O primeiro anotou 23 pontos e o segundo, 22.

O base Kyle Lowry conseguiu um duplo-duplo de 15 pontos, dez assistências, mas não conseguiu impedir a segunda derrota dos Raptors (4-2), a segunda em casa.O extremo Harrison Barnes converteu 34 pontos, a sua melhor marca como profissional, e liderou o ataque do Dallas Mavericks, que derrotou no prolongamento o Milwaukee Bucks por 86 a 75, em casa, e conseguiu a sua primeira vitória da época em seis confrontos.

Os Bucks, que somaram apenas um ponto no tempo complementar, sofreu o terceiro revés em sete jogos. Noutra partida da noite, o Denver Nuggets venceu por 123 a 107 o Boston Celtics, que perdeu a sua segunda partida consecutiva e tem um histórico de três resultados positivos e três negativos.

Por sua vez, os visitantes, com a vitória, agora somam uma campanha idêntica ao seu adversário.

Emmanuel Mundiay, pelos Nuggets, e Isaiah Thomas, pelos Celtics, anotaram 30 pontos cada e terminaram como cestinhas.

CARREIRA
A estrela da actualidade em ascensão

No final do ano, LeBron James completa 32 anos de idade. Na NBA desde que tinha 19, o astro do Cleveland Cavaliers  (26.969 pontos) já é colocado, por vários especialistas, como um dos cinco maiores jogadores de todos os tempos. LeBron já levou três títulos da liga. Na última época, garantiu o primeiro para os Cavaliers, agremiação do seu Estado natal, Ohio. Além disso, esteve nas últimas seis finais: são sete no total.

Vencedor de quatro prémios de MVP, "The King" redefiniu a ideia de um jogador versátil. Com 2,03m de altura e mais de 110kg, é comum vê-lo a actuar como o base principal em Cleveland. O mesmo ocorria nos tempos de Miami Heat. LeBron James já participou de doze All-Star Games e, em 2008, foi o cestinha da liga ao ter média de 30 pontos por partida.

A carreira de James ainda está longe de acabar. Com uma equipa forte em Cleveland, deve continuar a "mandar" na Conferência Leste. Só o tempo vai ser capaz de responder o nível que o camisa 23 ainda vai alcançar. Hakeem Olajuwon (26.946 pontos) Hakeem "The Dream" Olajuwon. O nigeriano fecha o top 11 de pontuadores, mas os seus feitos vão muito além disso. O poste, criador da jogada que ficou conhecida como "Dream Shake", chegou a ser escolhido por Michael Jordan como o "homem grande" mais habilidoso de todos os tempos.

Decisivo no ataque, teve média de 21.1 pontos por jogo na carreira, Olajuwon colaborou muito na defesa do Houston Rockets bicampeão da NBA em 1994 e 1995, anos em que os Bulls "perderam" Jordan para o basebol. O camisa 34 foi MVP na época regular do seu primeiro título e levou o prémio de melhor jogador das duas finais que participou. Hakeem teve duelos lendários com Karl Malone, Patrick Ewing, David Robinson, Shaquille O'Neal, Dikembe Mutombo e Dennis Rodman.

Em muitas das vezes, superou os adversários. Em Março de 1990, Olajuwon fez história contra o Milwaukee Bucks. Ficou 40 minutos na quadra, tempo suficiente para marcar 18 pontos, pegar 16 ressaltos, dar 11 tampões e 10 assistências, um dos quatro quadruple-doubles que já aconteceram na NBA.

PERCURSO
Os maiores cestinhas da história

Kareem Abdul-Jabbar (38.387 pontos). Vinte épocas de NBA. 19 participações em All-Star Games. 11 vezes na equipa ideal do ano. Seis prémios de MVP. Hexacampeão. Kareem Abdul-Jabbar revolucionou o basquetebol com a sua presença e capacidade de pontuar dentro do garrafão.

Foram seis épocas com o Milwaukee Bucks, equipa que o seleccionou na primeira posição do Draft de 1969, antes de ficar 14 anos com o Los Angeles Lakers, onde conquistou cinco dos seus seis títulos. Curiosamente, foi o maior pontuador da NBA em apenas duas oportunidades, 1971 e 1972.

Mas os números da sua carreira são assustadores: 38.387 pontos (24,6 por jogo), 17.440 ressaltos (11,2 de média) e 3.189 tampões (2,5 a cada partida).  No seu melhor ano, 1971-72, o poste teve médias de 34.8 pontos, 16.6 ressaltos e 4.6 assistências. Infelizmente, na época, a liga ainda não contablizava a quantidade de tampões que o lendário camisa 33 era capaz de produzir.

Karl Malone (36.928 pontos)
"The Mailman", um dos cinco melhores jogadores da história da NBA sem um título no currículo. Karl Malone, que jogou 19 épocas, teve médias menores aos 20 pontos por jogo em apenas dois anos: quando novato, em 1985-86, e antes de se aposentar nos Lakers, em 2003-04.

A parceria do extremo-poste com John Stockton, o seu base, marcou uma época. A dupla acabava com defesas adversárias. Foi MVP duas vezes, All-Star, 14. Ninguém na história tentou, e fez, mais lances livres que ele. Porém, o camisa 32 teve um grande azar, ser contemporâneo de Michael Jordan - o astro dos Bulls bateu as equipas de Malone nas finais de 1997 e 1998. Pior que isso, é o jogador que mais perdeu na pós-época: 95 partidas.

Kobe Bryant (33.643 pontos)
 Ainda é complicado falar do extremo-base dos Lakers. Seja pela falta que faz ao basquetebol ou pelo pouco tempo da aposentação. Pentacampeão da NBA, é um dos mais injustiçados no quesito prémios individuais: foi eleito MVP apenas uma vez, em 2008. Foi o cestinha do ano em 2006 e 2007. Mesma quantidade de vezes como o melhor jogador das finais, em 2009 e 2010.

Com 18 participações em All-Star Games, Bryant teve uma parte da carreira "escondida" pela parceria que fez com Shaquille O'Neal. Quando o poste deixou Los Angeles, os Lakers passaram alguns anos sem disputar a taça. Com 20 épocas de profissional, Kobe usou um arsenal claramente inspirado em Michael Jordan, que o ajudou a ter a marca assombrosa de 81 pontos contra o Toronto Raptors, em 2006.

Michael Jordan (32.292 pontos)
Michael Jordan é fácil e muito complicado. Foram seis títulos, cinco MVPs, 14 All-Star Games e dono da incrível marca de dez épocas como o maior pontuador da NBA. Enquanto esteve em quadra, foi o maior jogador da história da liga. Revolucionou um desporto. A sua capacidade atlética e dedicação defensiva complementaram perfeitamente as suas habilidades no ataque.

Nos playoffs de 1986, com 23 anos de idade, marcou 63 pontos em pleno Boston Garden. Na época seguinte, teve a melhor média de pontos de toda a sua carreira: 37.1. Depois da grande campanha, em 1986-87, Jordan emendou mais seis anos a marcar mais de 30 pontos por partida. Após seis títulos com os Bulls e a sua segunda aposentação, a idade não atrapalhava.

Voltou a entrar na quadra entre 2001 e 2003, pelo Washington Wizards, e ainda fez mais de 20 pontos a cada vez que jogava.  Foi o primeiro atleta com mais de 40 anos e 43 pontos em um confronto. Tudo isso ajudou Jordan a acabar a carreira com uma média de 30.1.

Wilt Chamberlain (31.419 pontos)
Cem pontos numa partida. épocas com médias superiores aos 40 e 50 pontos por jogo. Os feitos de Wilt Chamberlain dificilmente vão ser igualados. Bicampeão da NBA, quatro vezes eleito o MVP, 13 participações em All-Star Games e sete títulos de cestinha da liga. Chamberlain jogou numa época em que a linha de três pontos não existia. Nos lances livres, o seu aproveitamento é de apenas 51 por cento.

No início dos anos 60, deixou o seu nome marcado na história da liga. Em 1962, quando teve médias de 50.4 pontos e 25.7 ressaltos, Chamberlain marcou 100 pontos sobre o Knicks, enquanto defendia o antigo Philadelphia Warriors. Único atleta a ter médias de 30 e 20 numa época, algo que repetiu sete vezes, Wilt acabou a carreira com os mesmos números monstruosos: 30.1 pontos e 22.9 ressaltos.

Dirk Nowitzki (29.522 pontos)
Muitos consideram o alemão como o melhor jogador estrangeiro a pisar na quadra da NBA. A competição não é fácil, mas a facilidade que o extremo-poste do Dallas Mavericks tem para pontuar é um dos factores que funcionam ao seu favor. Desde 1998-99 na liga, Nowitzki segue fiel ao Dallas Mavericks. Com a equipa do Texas, foi eleito MVP em 2007.

Quatro anos depois, liderou a equipa novamente e passou pelo Miami Heat de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh para conquistar o seu único título. Nowitzki nunca foi o cestinha de uma época da NBA. O alemão sempre mostrou grande consistência: uma média de 20 pontos por jogo e chegou a fazer 26.6, em 2005-06.

Shaquille O'Neal (28.596 pontos)
O poste mais dominante da era moderna da NBA. Força física e grande repertório dentro do garrafão fizeram com que ‘Shaq' acabasse com todos os tipos de marcação que sofria. Tetracampeão, é um dos poucos atletas da história capazes de mandar numa equipa que contava, também, com Kobe Bryant. Eleito MVP em 2000, liderou a NBA em pontos duas vezes, foi o melhor jogador das finais em três oportunidades e participou de quinze All-Star Games.

O'Neal entrou recentemente para o Hall da Fama, teve o número 34 aposentado pelos Lakers e vai ganhar uma estátua ao lado do Staples Center.
Moses Malone (27.409 pontos) Um dos grandes nomes da história da NBA. No ranking de maiores pontuadores, o vencedor de três prémios de MVP garantiu o seu lugar.

NBA
Jogador é expulso
por atirar a bola


O extremo do Indiana Pacers, Paul George, foi excluído da partida, porque estava frustrado com a marcação de falta, por parte da arbitragem, e rematou a bola em direcção à claque. O remate acertou uma garota que estava sentada próximo da quadra. O jogador pediu desculpas na mesma hora, mas não havia mais nada a fazer.

Paul George foi expulso no terceiro quarto do jogo com o Chicago Bulls. O extremo contou que na conversa mantida com a adepta, ouviu que ela estava bem. A garota chegou a sorrir e deu um tapinha nas costas do atleta. Mais tarde, o jogador falou do lance. "Queria chutar a bola contra a esteira, o suporte, eu acho... E, as minhas habilidades com futebol não são tão boas quanto imaginava.

Desculpei-me às pessoas que atingi e estou feliz que a minha equipa teve a capacidade de vencer e não ser culpado pela derrota", disse. O Pacers ganhou com facilidade por 111 - 94. Paul George terminou a partida com 13 pontos, sete ressaltos e três assistências.

LANÇAMENTO
Adepto embolsa
20 mil dólares


Com uma dose de sorte e talento inegável, um adepto saiu do Chesapeake Energy Arena com um cheque de 20 mil dólares norte-americanos. Tony Juarez venceu um concurso de lançamentos do meio da quadra, no intervalo da partida  Oklahoma City Thunder - Minnesota Timberwolves.

O adepto de 22 anos, caprichou no arremesso com uma mão só, e venceu outros participantes do concurso. A claque do Thunder enlouqueceu com a vitória lucrativa de Juarez. No fim das contas, o sortudo ainda festejou o triunfo da sua equipa por 112 - 92. A Liga da NBA é atractiva . Em cada intervalo, para além dos concursos, há música e dança .