Jornal dos Desportos

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Lel falha prova em Lisboa

08 de Março, 2013

A corrida de Lisboa tem a presença de meios-fundistas de renome no atletismo mundial

Fotografia: AFP

A Meia-Maratona de Lisboa, prova anual que reúne alguns “pesos-pesados” mundiais, perde, este ano, um corredor de renome, mas mantém o nível competitivo, dado o número de corredores estrangeiros inscritos, alguns com altas performances. A organização da corrida, cuja 23ª edição se realiza a 24 de Março, anunciou na quarta-feira a substituição do queniano Martin Lel pelo etíope Ibrahim Jeilan, na lista dos inscritos de elite. Lel, triplo campeão da “meia” de Lisboa em 2003, 2006 e 2009 e um dos melhores maratonistas da actualidade, está ausente por razões pessoais, mas a organização avança com outro trunfo, confirmando o campeão mundial de 10.000 metros de 2011.

Jeilan, de 23 anos, foi o surpreendente vencedor em 2011, tendo também no seu palmarés uma medalha de prata nos Jogos Africanos e uma medalha de ouro como júnior, em 10.000 metros, e outra no corta-mato, também de juniores. Com Jeilan, a corrida do próximo dia 24 promete ser de domínio intenso dos etíopes - também participam na partida Sileshi Sihine, vice-campeão olímpico de 10.000 metros em 2004 e 2008 e cinco vezes vice-campeão mundial de 5.000 metros, 10.000 metros e corta-mato entre 2005 e 2007, Imane Merga, campeão mundial de corta-mato em 2011 e bronze nos 10.000 metros no Mundial ganho por Jeilan, e Lelisa Desisa, que se estreou na maratona em Janeiro, no Dubai, com excepcionais 2:04.45 horas, melhor marca do ano e 11ª de sempre.

No sector feminino, a grande figura é Edna Kiplagat, queniana, campeã mundial da maratona (2011). A referir ainda, entre as várias atletas previstas, outra queniana, Rita Jeptoo, e a russa Gulnara Galkina, esta campeã olímpica de 3.000 metros obstáculos em Pequim 2008. “O nível competitivo está assegurado e estou esperançado de que um deles possa bater ou pelo aproximar-se do recorde do mundo”, diz Carlos Móia, organizador da corrida, que relembra o prémio, para femininos e masculinos, de 50 mil euros para os atletas que melhorem a marca da prova portuguesa. A pouco mais de duas semanas da prova, o máximo de inscrições está quase alcançado, com 34 mil registadas e apenas cerca de 1.500 ainda disponíveis.


Tia Hellebaut
termina carreira

A belga Tia Hellebaut, campeã do salto em altura nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, colocou ponto final na carreira, aos 35 anos, anunciou na quarta-feira a atleta, em conferência de imprensa. O oitavo lugar na final dos Europeus de pista coberta, que terminaram no domingo, em Gotemburgo (Suécia), levou Hellebaut a acreditar que já não dispõe de “mais energias” para se manter a um elevado nível desportivo. A belga, que se tinha sagrado campeã da Europa do salto em altura em 2006, em Gotemburgo, já tinha interrompido a carreira por dois longos períodos, em 2008, pouco tempo depois de conquistar a medalha de ouro olímpica, e em 2010, devido ao nascimento dos seus dois filhos.