Jornal dos Desportos

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Lewis Hamilton vence em Sochi

30 de Setembro, 2019

Hamilton fortaleceu mais ainda o seu estatuto de maior vencedor somando a sua quarta vitria nas terras dos Czares

Fotografia: DR

Ontem, o maior país do mundo, ou seja a Rússia, foi o palco do “passeio” pelo mundo da alta velocidade sobre quatro rodas. Quando tudo indicava, que a Ferrari sairia de Sochi nos lugares mais altos do pódio, a Mercedes deu à volta por cima com uma estratégia espectacular nas boxes, aproveitando a entrada do “Safety Car” virtual para mandar entrar os seus pilotos nas boxes, que saíram à frente do piloto da Ferrari.   
Há uma velha máxima que diz o seguinte: “depois da tempestade, vem a bonança”. Esta  aplicou-se muitíssimo bem ao Grande Prémio da Rússia. A Mercedes venceu a corrida depois de um terrível início da pausa de Verão, onde não tinha vencido nenhuma até chegar em Sochi. Com esta vitória, a Mercedes provou pelo sexto ano consecutivo que ainda é a equipa a abater na Rússia, já que em seis Grandes Prémios venceu seis corridas, ficando assim com um registo vitorioso de 100 por cento. Lewis Hamilton fortaleceu mais ainda o seu estatuto de maior vencedor somando a sua quarta vitória nas terras dos Czares e está bem encaminhado para o seu sexto título mundial.   
O alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, teve um bom arranque no inicio da corrida e ultrapassou o inglês Lewis, da Mercedes, e o seu colega na Ferrari, o monegasco Charles Leclerc. Na parte de trás, é que as coisas não correram bem: o francês Romain Grosjean, da Haas, e o australiano Daniel Ricciardo, da Renault, tocaram-se causando a desistência de Grosjean e mais tarde de Ricciardo. A corrida foi a mais animada do campeonato, mas teve alguns momentos de extrema emoção como as disputas entre o tailandês Alex Albon, da Red Bull Racing, com  o francês Pierre Gasly, da Toro Rosso; entre este o seu colega russo Daniil Kvyat; e a deste último com o finlandês Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo. A parte mais tensa da corrida foi a disputa pelo primeiro lugar entre Hamilton e Bottas (ambos da Mercedes) e Leclerc, da Ferrari, e as suas estratégias nas boxes.
Os pontos críticos da corrida foram as desistências do francês Romain Grosjean, da Haas, do australiano Daniel Ricciardo, da Renault, do inglês George Russel e o polaco Robert Kubica, ambos da Williams, e o duro golpe de teatro do alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, que teve problemas de fiabilidade logo depois de ter saído das boxes, sendo esta a desistência de maior destaque.
O Grande Prémio da Rússia ficou com a seguinte classificação: primeiro Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, ambos da Mercedes; seguido de Charles Leclerc (Ferrari), Max Verstappen e Alex Albon (ambos da Red Bull Racing), Carlos Sainz (Mclaren), Kevin Magnussen (Haas Racing), Sergio Pérez (Point), Lando Norris (McLaren) e Nico Hulkenberg (Renault) a fechar o topo dez. Na classificação do campeonato, em  primeiro Lewis Hamilton com 322 pontos, Valterri Bottas (149), Charles Leclerc (215), Max Verstappen (212), Sebastian Vettel (194), Pierre GasLy (69), Carlos Sainz (68), Alex Albon (42), Daniel Ricciardo (34) e Niico Hulkenberg (34).
A próxima corrida será o Grande Prémio do Japão. Localizado em Suzuka, com um percurso de 5.807 km (3.607mi), total de 307.471 km e 18 curvas. Desde a era dos motores híbridos, a Mercedes ainda não perdeu uma corrida em Grandes Prémios nipónicos, pois Lewis Hamilton venceu em 2014, 2015, 2017 e 2018 e Nico Rosberg em 2016. Há várias questões na mesa, entre elas podemos citar algumas:  conseguirá a Mercedes voltar à carga em Suzuka? Que Ferrari teremos em Suzuka? Conseguirá Charles Leclerc manter a mesma performance da Bélgica, Itália, Singapura e Rússia no Japão? A ver vamos.