Jornal dos Desportos

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Lewis Hamilton beira de dois novos recordes

Altino Vieira Dias - 27 de Julho, 2019

Lewis Hamilton o mais bem-sucedido piloto britnico da Frmula 1 de sempre frente de lendas como Jackie Stwart e Nigel Mansell

Fotografia: AFP

Lewis Hamilton, da Mercedes, continua a esmagar recordes na Fórmula 1. A sua sexta vitória no seu Grande Prémio caseiro, em Silverstone, fez dele o mais bem-sucedido no seu evento em casa, eclipsando os lendários Jim Clark e Alain Prost. Hamilton já é o mais bem-sucedido piloto britânico da Fórmula 1 de sempre, à frente de lendas como Jackie Stwart, Graham Hill, Jim Clark, Nigel Mansell e outros. 

Com a sua 80ª vitória, agora está a 11 do maior recordista de vitórias de todos os tempos, o lendário piloto alemão Michael Schumacher, feito este anteriormente considerado inquebrável. Lewis Hamilton tem igualmente 28 vitória acima do também alemão Sebastian Vettel, que a par dele é um caça recordes.Porém, apesar de estarmos apenas na metade do campeonato, Lewis Hamilton parece estar a caminho do seu sexto título mundial de Fórmula 1. 

A actual hiper-estrela da Fórmula 1 está em maré de sucesso. Aos 34 anos de idade, continua a arrasar com a sua velocidade à campeão calculista, perfeitamente misturada com confiança e inteligência. Hamilton procurou e encontrou os ingredientes certos para fazer resultar o que tanto a Mercedes tem alcançado.

A onda de sucesso de Lewis Hamilton em 2019 continua em alta. O britânico implora quase sempre à equipa para aumentar a sua fasquia em relação às adversárias. Por isso, amanhã, a corrida será nas terras do ícone Michael Schumacher, na Alemanha, onde ele e “Schumi” são os maiores vencedores do GP local. 

Aí, Hamilton pode voltar a bater mais dois recordes: o de maior vencedor do GP da Alemanha (deixando para trás Schumacher com quatro vitórias) e o seu recorde de “pole” mas poderá contar com a forte oposição dos pilotos Sebastian Vettel (que corre em casa e que só não venceu a corrida do ano passado por um “falha estúpida”), Max Verstappen, Charles Leclerc e Valtteri Bottas seu colega de equipa. 

Este último já afirmou, que Hamilton não é imbatível, mas o certo mesmo é que Bottas apenas conseguiu mostrar forças nas quatro primeiras corridas do campeonato, daí para diante  sucumbiu perante Lewis Hamilton.

Para os amantes da teoria da conspiração, Hamilton e Bottas estão a viver uma “guerra fria”, que só está pelas trocas de “mimos” nas suas entrevistas e não em pista, como acontecia com Hamilton e Nico Rosberg, quando ambos corriam pela Mercedes. 

Para eles, a relação entre os pilotos já não é das melhores. É só olharmos para os dizeres de ambos no GP passado: Bottas atribui a vitória de Hamilton ao Safety Car. O finlandês disse que estava a controlar a vantagem para Hamilton, mas o carro de segurança inviabilizou a sua estratégia. Já o piloto inglês, insistiu que o Safety Car não lhe deu a vitória, já que a sua estratégia nas boxes era de apenas uma paragem e a de Bottas duas. 

Bottas afirmou em tempos, que Hamilton não é imbatível e este, por seu turno, já deixou claro que tem sido menos agressivo com Bottas, por ser seu colega e que se fosse piloto de uma outra equipa ele iria correr os riscos necessários. 

Isto pode ser o início de uma fantástica rivalidade de respeito. Obviamente, eles querem vencer um ao outro, o que é normal neste desporto. Será que amanhã, Bottas conseguirá bater Hamilton e reduzir a vantagem que o piloto inglês leva sobre ele? A ver vamos.

Se por um lado Hamilton e Bottas, ambos da Mercedes, podem estar a viver uma”guerra fria”, por outro lado, o holandês Max Verstappen, da Red Bull Racing, e o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, parecem começar uma “paz armada” ou uma “amizade improvável”, que teve início no Grande Prémio da Áustria, em Spielberg, e a sua continuidade na Grã-Bretanha, em Silvertone, com ultrapassagens de suster a respiração e forçadas saídas de pistas. Se as coisas continuarem assim, daqui para diante, o foco das corridas da presente temporada estará em Max  e Charles. 

De resto amanhã, neste GP que acontece na Alemanha, voltaremos às emoções com a disputa da 11ª ronda do campeonato com 67 voltas, 17 curvas, percurso de 4574 km, total 306.458 km, zonas de DRS, para vermos quem sairá do lugar mais alto, depois do acenar da bandeira xadrez em Hockenheimring.