Jornal dos Desportos

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Lewis Hamilton garante "Pole Position" em Monza

06 de Setembro, 2015

Lewis Hamilton vai sair à frente no Grande Prémio de Itália

Fotografia: AFP

Com 100% de aproveitamento após liderar todas as sessões de treinos, Lewis Hamilton vai largar hoje , às 13h00, na pole position do GP da Itália. O britânico superou o companheiro Nico Rosberg pela 11º vez em 12 provas e se colocou em boa posição para defender a vantagem de 28 pontos na temporada.

O alemão, com motor desfasado em relação ao líder do campeonato, teve de se contentar com o quarto lugar.

Kimi Raikkonen colocou a Ferrari em segundo, seguido do companheiro Sebastian Vettel. Entre os brasileiros, Felipe Massa foi o quinto, logo à frente de Valtteri Bottas, e Felipe Nasr novamente foi superado pelo companheiro Marcus Ericsson, ficando na 12ª colocação.

O treino começou com uma má notícia para Rosberg, que teve de reverter o seu motor para a especificação anterior devido a uma anomalia observada no terceiro treino livre. Enquanto isso, Hamilton seguiu com a nova unidade de potência, que estreou neste final de semana, apenas com a equipa de fábrica da Mercedes.

Após as primeiras tentativas do Q1, Hamilton colocou 0s3 em Rosberg, com Bottas aparecendo em terceiro e Massa, em quinto, mesclando as Ferrari de Vettel (quarto) e Raikkonen (sexto).

Já Nasr se colocou em 13º, enquanto Verstappen e Ricciardo, com problemas ainda não tinham entrado na pista. O holandês acabou entrando apenas para checar os sistemas, mas perdeu a carenagem ainda na terceira curva.

Os pilotos ainda voltariam ao circuito com os pneus macios. Raikkonen pulou para terceiro e as Force India se colocaram em quarto e quinto, superando as Williams. Na ponta de baixo da tabela, acabaram eliminadas as McLaren de Button e Alonso e as Manor de Stevens e Merhi, além de Verstappen.

Os adeptos da Ferrari ficaram animados após a primeira tentativa do Q2, quando Raikkonen e Vettel se colocaram em segundo e terceiro, superando Rosberg, mas não Hamilton. Massa e Bottas fizeram o quinto e sexto tempos provisórios, enquanto Nasr fez o 11º.
A Red Bull de Daniel Ricciardo sequer participou da segunda parte do treino. Daniil Kvyat e Carlos Sainz, que serão punidos por trocas de motores, ficaram com os piores tempos da sessão.

Nas segundas tentativas, decisivas para os pilotos que estavam embolados perto da décima posição, Nasr travou na segunda variante e não conseguiu melhorar o seu tempo, ficando em 12º no grid, enquanto o companheiro Marcus Ericsson entrou no top 10. Pastor Maldonado, 11º, também ficou de fora da parte final do treino.

Nas primeiras tentativas da parte final, Rosberg não foi bem e fez apenas o quinto tempo, atrás de Hamilton, Vettel, Raikkonen e Massa. Na volta para os boxes, Hulkenberg perdeu potência em sua Force India e causou uma bandeira amarela bem na entrada do pit lane, atrasando o retorno dos demais à pista.

Nas segundas voltas rápidas, nem todos os pilotos conseguiram melhorar. Melhor para Raikkonen, que superou Vettel e ficou com o segundo lugar no grid.

Massa, que andara na frente de Bottas pela maior parte do treino classificatório, confirmou a posição à frente do companheiro, mas não fez o suficiente para superar Rosberg, que pulou de quinto para quarto. Perez, Grosjean, Hulkenberg e Ericsson completaram o top 10.


Dinâmica
McLaren confirma troca de motor


Pela segunda corrida seguida, a McLaren contará com novos componentes na unidade de potência da Honda. Às vésperas do GP da Itália de Fórmula 1, em Monza, a equipa anunciou nova troca no seu motor, o que vai render mais punições ao espanhol Fernando Alonso e ao britânico Jenson Button.

O piloto britânico perderá cinco posições na grelha de partida hoje, enquanto o bicampeão da F1 sofrerá baixa de 10 colocações. O número diferente se deve a diferentes componentes que foram trocados em cada unidade de potência.

Na etapa passada, na Bélgica, eles já haviam enfrentado punições por causa de mudanças no motor. Ao todo, a dupla perdeu junta 105 posições. Largaram nas últimas posições e cumpriram toda a sanção em Spa.

A utilização do nono motor da temporada em Monza - o regulamento permite apenas cinco unidades ao longo de todo o campeonato - é uma decisão estratégica da McLaren. Ciente de que terá poucas chances no veloz circuito italiano, a equipe quer trocar todos os componentes possíveis agora para cumprir as punições neste fim de semana.

Assim, terá motor zerado para o GP da Singapura, no qual a McLaren acredita que terá maior probabilidade de buscar bom resultado, por causa das características do traçado. A próxima etapa da F1 será disputada daqui a duas semanas, no dia 20.

A busca por um resultado melhor em Singapura também motivou as mudanças na Red Bull. Sem condições de alcançar o potente motor Mercedes em Monza, a equipa embalada pela criticada Renault quer trocar todos os componentes na Itália para não levar nenhuma punição para a próxima corrida.

A decisão vai causar perda de 10 posições ao russo Daniil Kvyat. O australiano Daniel Ricciardo vai largar do fundo do pelotão por causa da punição de 25 posições.

"Sabemos que vamos sofrer bastante aqui neste circuito de alta velocidade. Então faz sentido levar todas as punições aqui por usarmos o sexto motor. Assim, estaremos prontos para dar o nosso melhor na próxima prova. Já usamos toda a quilometragem dos motores anteriores e teríamos que levar essa punição em algum momento do ano. Este é o melhor lugar para isso", afirmou o chefe de equipe da Red Bull, Christian Horner.

Equipa satélite da Red Bull, a Toro Rosso vai usar estratégia semelhante no fim de semana. Por isso trocou o motor do espanhol Carlos Sainz Jr. Ele perderá dez posições. "Espero recuperar algumas colocações durante a corrida, como Max [Verstappen, companheiro na equipa) fez em Spa", disse o piloto, referindo-se à etapa belga, disputada há duas semanas.


Próxima época
Bernie Ecclestone mexe no calendário


Dono dos direitos comerciais da Fórmula 1, o britânico Bernie Ecclestone antecipou, na última sexta-feira, que a temporada 2016 da Fórmula 1 será encerrada no dia 4 ou 11 de Dezembro, e não mais a 27 de Novembro.

A medida atende a uma solicitação das equipas as quais entendiam que o calendário estava muito apertado para o ano que vem, com 21 corridas divididas em apenas oito meses.

O calendário 2016 estava mais curto por causa de uma mudança de data do GP da Austrália. Tradicional por abrir a temporada, a corrida na Oceania passou de Fevereiro para o dia 3 de Abril.

Ecclestone atendeu também a um pedido dos organizadores da prova em Singapura e realojou o GP da Malásia, que aconteceu em Março neste ano, para o ponto final do campeonato.

Anteriormente as etapas de Singapura e Malásia deveriam ser realizadas nos dias 18 e 25 de Setembro, mas devido à proximidade geográfica dos dois países, o chefe  da F1 admitiu que um evento poderia atrapalhar o outro. Dessa forma, a prova em Kuala Lumpur será a penúltima do campeonato, antecedendo à corrida em Abu Dhabi.

“Estamos a colocar a Malásia para mais tarde, em Dezembro, distante da corrida em Singapura. Os malaios foram felizes, mas os singapurianos não, então decidimos fazer isso. Neste estágio, eu não acho que vamos precisar mudar qualquer coisa”, disse Ecclestone à revista britânica Autosport.


Para equipas
Pirelli envia
comunicado


A novela com os pneus Pirelli parece nunca ter fim, e ganhou agora um novo capítulo. Ontem, a fornecedora única da F1 enviou um comunicado para as equipas que elas não podem permitir que a pressão inicial dos propulsores caia abaixo do mínimo após os carros deixarem os pits para o GP da Itália.

 A empresa está com claras suspeitas de que as equipas encontraram maneiras de burlar as especificações indicadas, assim que os carros deixam as boxes, aumentando assim a sua performance na pista.

Sobre o comunicado, Mario Isola, gerente de corrida da Pirelli, afirmou que caso o que tenha sido prescrito não seja obedecido, a fornecedora tomará atitudes, sempre com o apoio da FIA. “Nossas prescrições sobre a pressão mínima inicial são baseadas nas pressões durante a corrida, que são maiores que as do começo”, disse.

 “Esses são os valores que temos visto, e precisamos que vocês respeitem isso para que os pneus trabalhem de forma segura. Caso descubramos, durante qualquer sessão, que a pressão estabilizada é igual ou menor que as iniciais, iremos dar um limite de pressão inicial maior para a equipe, com o apoio da FIA”, encerrou.

 Uma maneira de derrubar a pressão na pista são as altas temperaturas dos pneus térmicos. Porém, a Pirelli afirmou que também monitora isso. “Pedimos também que respeitem a temperatura máxima dos cobertores, pois pediremos para a FIA fazer checagens aleatórias para ver os valores”, explicou.

A relação da Pirelli com as equipas e pilotos da F1 está estremecida, principalmente após a corrida em Spa-Francorchamps. Na época, Nico Rosberg e Sebastian vettel sofreram estouros de seus pneus. O alemão chegou a criticar a empresa, e a Associação dos Pilotos cobrou "máxima atenção" da fornecedora.