Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Lewis Hamilton reconhece pressão

13 de Julho, 2017

As últimas duas corridas da temporada foram complicadas para Lewis Hamilton.

Fotografia: AFP

Lewis Hamilton  mostra estar em alerta, depois de ver a diferença para Sebastian Vettel no Mundial de Pilotos aumentar, pela segunda corrida consecutiva. Nada menos que 20 pontos separam os dois principais postulantes ao título, embora, o britânico lembre que tal diferença pode ser superada numa corrida.

As últimas duas corridas da temporada foram complicadas para Lewis Hamilton. No Azerbaijão, um insólito problema no encosto de cabeça levou-o a fazer um pit-stop não programado,  que acabou por tirar as chances de vitória, na explosiva corrida em Baku.

Duas semanas depois, na Áustria, o tricampeão foi punido por causa da troca de câmbio, perdeu cinco posições na grelha e teve de contentar-se com o quarto lugar. Enquanto isso, Sebastian Vettel, mesmo sem ter vencido, aumentou a diferença de 12 para 20 neste período. Hamilton reconheceu que a pressão cresce, ao passo em que os números aumentam, mas por outro lado, sabe que tudo pode mudar numa corrida.

 “Agora mesmo estou a 20 pontos. Não tenho bola de cristal. Como mudar a situação? Ainda falta um longo caminho a percorrer, e isso pode mudar facilmente, dentro de uma corrida”, comentou o britânico em entrevista  logo após a corrida em Spielberg, onde tentou sem sucesso ultrapassar Daniel Ricciardo, nas últimas voltas.

\"Quanto mais a diferença, mais pressão se acumula, porque a corrida seguinte pode acontecer algo ruim, ou ter um abandono  que é inevitável para muitos de nós”, salientou Lewis, na esperança de que seu grande rival, Vettel, sofra algum abandono, um zero na tabela do Mundial de Pilotos, para descontar a diferença.

 “Tenho a certeza de que pode acontecer algo com ele, certeza  que pode acontecer algo com Kimi, e também da minha parte, já que não sofri (nenhum abandono) neste ano, e geralmente sempre acontece em cada temporada”, salientou.

 Hamilton perdeu a chance de chegar ao tetra em 2016, justamente em razão de um abandono. A falha no motor levou-o a deixar o GP da Malásia, quando liderava a prova, foi decisiva para que Rosberg permanecesse na liderança e conquistasse seu único título mundial.

 No fim de contas, Lewis procura não aquecer tanto a cabeça com a diferença para Vettel, ainda mais, porque ainda faltam 11 corridas para o fim da temporada. Para basear sua confiança, o britânico ressaltou a dinâmica da corrida de domingo, quando conseguiu marcar o máximo que lhe foi possível ao largar em oitavo lugar.

 “A diferença não é grande, mas podia ter ser de 30, 40 pontos. Não sei se foi uma limitação de danos como um todo, ou um sucesso quando  punem e precisa de largar em oitavo ao invés de terceiro, o que é muito diferente. Não é o fim do mundo. Marquei  bons pontos, porque fiz o melhor resultado que podia ter feito”, concluiu o tricampeão.