Jornal dos Desportos

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Lewis Hamilton recusa relaxar

25 de Setembro, 2014

Piloto britânico pode inscrever o seu nome como o primeiro vencedor de Fórmula 1 no circuito russo nas terras balneares de Sochi

Fotografia: AFP

O inglês Lewis Hamilton garante que não se sente aliviado por ter assumido a liderança do campeonato mundial de F1 com a sua vitória, no último domingo, no Grande Prémio de Singapura.

O piloto da Mercedes superou os 22 pontos que tinha de atraso para Nico Rosberg. Com o triunfo, aumentou três de diferença sobre o alemão, que abandonou a prova. O campeão de 2008 não vê razões para relaxar.

“Nesse momento, não estou aqui sentado a pensar que estou aliviado. Durante todo o ano, tive essa diferença e tive de correr  e recuperar o atraso. Então tudo se foi embora de novo. Portanto, sei o que pode acontecer”, falou.

Lewis Hamilton assegurou que chegou a Singapura a pensar na superação dos sete pontos (a diferença entre os dois primeiros colocados de uma corrida). No final, a intenção foi compensada em 25 pontos.

"As coisas mudaram um pouco, mas na minha mente ainda quero conseguir os sete pontos da próxima vez. E essa é a mentalidade que tenho”, prosseguiu.

Com um gesto de indiferença, Lewis Hamilton disse que "talvez seja o início", mas o momento não é algo que pensa, porque pode perder a diferença.

"Olhe para Nico! Tem tido bons resultados e apenas um abandono muda as coisas. Então, realmente, não olho para o momento", disse.
Para salvaguardar a intenção de chegar ao título, Lewis Hamilton disse: "Só tem de se correr uma corrida de cada vez".
A receita do sucesso é a humildade. "Não se sabe o que está para vir. Sinto-me feliz, estou de volta ao meu melhor, ao fazer poles e maximizar as corridas”, concluiu.

CIRCUITO SOCHI


O Circuito de Sochi, palco do primeiro Grande Prémio da Rússia de Fórmula 1, foi oficialmente inaugurado no último final de semana. A principal surpresa da cerimónia foi protagonizada pelo piloto Daniil Kvyat, de 20 anos, que, mesmo ausente, deu nome a um sector da bancada do mais novo traçado da F1.

O evento de inauguração contou com diversas autoridades locais. O primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, estava entre os presentes. Vitaly Petrov, ex-piloto de Renault, Lotus e Caterham, além de primeiro corredor russo de F1, também compareceu.
"Estou feliz por termos oficialmente aberta a primeira pista de Fórmula 1 da Rússia. Muito em breve, o nosso país vai receber o seu primeiro Grande Prémio  de Fórmula ", disse Sergey Vorobyev, promotor da prova.

Momentos depois, o promotor anunciou a homenagem a Daniil Kvyat, piloto da Toro Rosso, que dá nome a uma das bancadas.
"Gostava de aproveitar esta oportunidade para convidar todos, que aproveitem a incrível atmosfera do fim de semana da Fórmula 1 e, mais importante, apoiem o  piloto russo, Daniil Kvyat, que dá nome à nossa tribuna T4. Venham e apoiem este jovem e talentoso piloto, e passem um grande final de semana no estilo da F1", concluiu.

O circuito foi construído na região que sedeou parte das estruturas da competição dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014. Tem 5.853 metros de comprimento e 18 curvas. O Grande Prémio da Rússia de F1 vai ser disputado entre os dias dez e 12 de Outubro.

FERRARI
Fernando Alonso livre do pagamento da rescisão


Fernando Alonso e a Ferrari não falam a mesma língua há tempos. O espanhol manifestou o seu descontentamento com o rendimento do carro na presente época. Caso queira deixar a equipa, Alonso não vai precisar de pagar multa de rescisão. A informação é do jornal "Marca".

Para um eventual desligamento da Ferrari, o piloto espanhol tinha de acertar um valor que não é de grande impacto, de acordo com a publicação. Alonso possui o maior salário entre os pilotos da Fórmula 1 e tem vínculo com a Ferrari até o fim de 2015. A equipa italiana faz campanha irregular na época 2014. os seus dois pilotos, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso, ainda não venceram no corrente ano.
Alonso é o quarto classificado na Mundial de Pilotos e Raikkonen é o 11º. A Ferrari é a quarta no Mundial de Construtores.

A divulgação da notícia de ausência de multa no contrato de Alonso ocorre num período de especulações. O nome de Fernando Alonso é ventilado na Red Bull e na Mercedes. O piloto número um da Red Bull, Sebastian Vettel, tem contrato até ao fim de 2015.

Na Mercedes, Hamilton tem vínculo até ao fim de 2015, enquanto Nico Rosberg assinou recentemente por "vários anos" (a equipa não informou a data final), mas acredita-se que seja até 2017.


KIMI RAIKKONEN
Pressão aerodinâmica
cria prejuízo à Ferarri


Kimi Raikkonen assegurou que o modelo F14T tem um sério problema de perda de pressão aerodinâmica, quando se posiciona atrás de outros carros na luta pelas posições nas provas.

O campeão mundial de 2007 destaca que, apesar de ter mais velocidade que os adversários, não era capaz de ultrapassá-los na pista de Marina Bay, palco do GP de Singapura.

“Durante a maior parte da corrida, fiquei preso atrás da Williams, principalmente de Massa, e de Bottas, no final. Tinha um pouco mais de velocidade do que eles, mas não consegui passar”, disse.

Raikkonen disse que  andar atrás de alguém afecta bastante.
"Quando se aproxima, perde toda a pressão aerodinâmica e acaba com os pneus. Primeiramente, não se consegue chegar perto o suficiente para tentar atacar, depois perde-se os pneus. É muito decepcionante", disse.

O finlandês ressaltou que em condições de corrida, é muito importante ter pista limpa.
"No passado, vimos a nossa velocidade, mas quando se fica preso atrás de alguém  a corrida  acabou”, acrescentou.
Kimi Raikkonen destaca que a velocidade do carro da Williams nas rectas complicou qualquer possibilidade de aspirar a algo melhor.
“É difícil ultrapassar. Aproximei-me deles algumas vezes, mas perdi a aderência na saída das curvas”, comentou.

KARTING
Filho de Schumacher
sonha ser campeão


Michael Schumacher continua com a sua lenta e angustiante recuperação do acidente de esqui que o deixou tetraplégico. Um familiar mantém os seus passos e está atrás de um volante a acelerar no asfalto.

Mick Junior, o seu segundo filho, foi recentemente vice-campeão europeu de kart e não vai contentar-se com pouco: o sonho é ser campeão onde o seu pai foi hepta, a Fórmula 1, de acordo com a imprensa italiana.

Schumacher sempre privou os seus filhos do contacto com a imprensa, a ponto de Mick não usar o nome do pai e sim inscrever-se nas competições com o "Júnior" em destaque. Antes, usou o sobrenome da mãe, Betsch. Mas o garoto de 15 anos falou ao jornal italiano "Gazzetta dello Sport" e contou os seus desejos como piloto.

No fim de semana, fui o segundo classificado numa prova em Aunay-les-Bois, na França, repetindo o vice do europeu da categoria.
"Estou obviamente orgulhoso  destas conquistas. A minha ambição é tornar-me  campeão do mundo. Portanto, este é apenas o começo do meu trabalho", disse Mick ao jornal.

De acordo com a "Gazzetta", ele foi visto a chorar nos bastidores, ao falar com Peter Kaiser, um velho amigo do pai.