Jornal dos Desportos

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Lewis quer fazer história na Mercedes

24 de Maio, 2016

Piloto britânico ocupa actualmente a segunda posição do mundial a 43 pontos do líder Nico Rosberg

Fotografia: AFP

Com um contrato milionário assinado até o final de 2018 com a Mercedes, Lewis Hamilton faz questão de declarar a sua admiração pela marca - e diz esperar ter um tratamento semelhante a um dos grandes embaixadores da empresa, o britânico Stirling Moss que, aos 86 anos, ainda está associado aos alemães.

"Olho para minha equipa, a Flecha de Prata, e acho que sou uma parte da história e que isso vai durar muito mais do que meu tempo aqui e quero continuar a fazer parte disso. Quando eu parar de correr, ainda quero fazer parte disso", disse Hamilton à Sky Sports.

"O que amo na Mercedes é ver pessoas como o Stirling Moss - mesmo com a idade que ele tem, ele ainda está com a Mercedes, é uma marca para a vida toda. Eles ficam contigo, cuidam de ti, você vai sempre fazer parte disso. Não me consigo imaginar sem fora disso."

Apesar de estar na equipa oficial da Mercedes na Fórmula 1 desde 2013, Hamilton está associado à marca desde 1998, quando assinou com o programa de desenvolvimento de pilotos da McLaren que, na época, era ligada aos alemães.

Segundo o britânico, que está em segundo lugar no campeonato, a 43 pontos do líder e companheiro de Mercedes Nico Rosberg, essa longevidade da parceria faz com que nem mesmo a possibilidade de pilotar uma Ferrari seja tentadora.

"Sem dúvida, quando eu cresci assistindo à F-1 achava o carro vermelho incrível. Uma Ferrari, seja ela um carro de rua ou de competição, é incrível. Há algo particularmente muito especial com a paixão italiana pela equipa. Mas sou apoiado pela Mercedes desde os meus 13 anos, mais tempo do que outros pilotos da minha idade."

Hamilton, que tem alguns modelos da marca italiana na sua colecção de carros, assegurou que não pensa em "virar a casaca" também na Fórmula 1.
"Honestamente, no momento, não vejo a vaga de Sebastian Vettel na Ferrari e penso: esta vaga deveria ser minha'."

Curiosamente, Rosberg, que também é apoiado pela Mercedes desde os tempos de kart - inclusive, tendo sido companheiro de Hamilton na adolescência - não descartou nos últimos dias a sua ida a Maranello. O contrato do alemão, assim como o do companheiro de Vettel, Kimi Raikkonen, acaba ao final deste ano.

MONTEZEMOLO
FALA DE SCHUMACHER

O ex-presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, deu uma possível pista sobre o estado de saúde de Michael Schumacher, que sofreu um acidente de esqui em Dezembro de 2013.  Montezemolo disse à emissora norte-americana CNN que Schumacher está a reagir. "Estou muito feliz em saber que ele está a reagir", comentou. O ex-presidente, no entanto, não falou especificamente do que se trata essa reacção do alemão. 

Luca di Montezemolo ainda disse que "conta com a força do ex-piloto" para que ele se recupere. "Eu sei o quanto de força que ele. Eu tenho certeza que ele vai sair dessa situação muito difícil", completou.

Desde que Michael Schumacher sofreu o acidente de esqui, o estado de saúde do ex-piloto é um mistério. A família de Schumacher é muito reservada em relação ao assunto e o ex-piloto mora com a família na Suíça, onde recebe tratamento médico.