Jornal dos Desportos

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Lochte ignorado por Phelps

05 de Outubro, 2016

Nadador norte-americano inventou ter sido assalto nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

Fotografia: AFP

O caso de Ryan Lochte, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, passa por desdobramentos. Na segunda-feira, foi a vez do nadador norte-americano que é detentor de seis ouros olímpicos, declarar que não recebeu apoio do ídolo e ex-companheiro de equipa Michael Phelps, em entrevista ao portal USA Today.

De acordo com o nadador, ele tentou o contacto com o multicampeão e recordista após o ocorrido no Rio, quando Lochte inventou ter sido assaltado à mão armada, na capital fluminense, mas acabou por ser alvo de investigação da polícia carioca. Porém, o contacto estabelecido não foi o esperado. “Acredito que ele mandou-me uma mensagem a dizer: ‘Claro, estou aqui para ajudar’.

Mas ele não me ligou. Fiquei a pensar; ‘será que  podia ligar-me, avisa-me, preciso de ajuda’, mas isso não aconteceu”, disparou o nadador.

Apesar da declaração, Lochte afirmou que não tem ressentimentos de Phelps. “Para mim, o próprio pessoal é que pode tê-lo alertado para que não associar-se a mim. Ele é ocupado, tem a sua própria vida, tem um filho. Acho que deve ser difícil”, disse.

Além do desencontro com o ex-nadador, Ryan explicou que não saiu de casa, em Charlotte, na Carolina do Norte, durante seis dias.
 O atleta americano passou por um período de reclusão, após regressar ao país, com o fim dos Jogos Olímpicos.

“Não pus o pé fora de casa, nem para agarrar a correspondência, porque tinha câmeras dos noticiários. Nunca vi antes, tantas carros de televisões estacionadas, em frente à minha casa. Repórteres a correr, tocar a campainha, na expectativa que eu abrisse a porta. Foi insano”, completou.

O nadador norte-americano, Ryan Lochte, 12 vezes medalhista olímpico, fica dez meses sem competir, pelo escândalo que protagonizou nos Jogos do Rio de Janeiro, por inventar ter sido vítima de um assalto. A sanção imposta pelo Comité Olímpico dos Estados Unidos (USOC, na sigla em inglês) e pela federação de natação USA Swimming, impede a Lochte de competir no Campeonato

Mundial de Natação, que  vão decorrer em Budapeste em Julho de 2017. Segundo o jornal 'USA Today', os outros nadadores norte-americanos envolvidos no incidente do Rio, James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger, também vão ser sancionados, mas  com castigos menores do que o aplicado a Lochte.

Segundo o portal TMZ.com, que avançou a notícia, as sanções para Feigen, Bentz e Conger não excedem quatro meses fora das piscinas.