Jornal dos Desportos

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Lorenzo comanda testes em Sepang

03 de Fevereiro, 2016

Jorge Lorenzo começou época de 2016 na liderança.

Fotografia: AFP

À semelhança do topo de 2015, Jorge Lorenzo começou a nova época de 2016 na liderança. O campeão em título dominou o primeiro dia de testes no circuito de Sepang, na Malásia, e encerrou o dia com 1s033 de vantagem sobre Valentino Rossi, o segundo classificado. Dani Pedrosa completou o pódio do dia.

No primeiro treino, os pilotos foram brindados com um dia de sol, o que facilitou o começo do trabalho ainda nas primeiras horas de pista livre. O único debutante foi Tito Rabat que não tardou em ir para a pista e foi o primeiro a deixar as boxes.

Loris Baz também não demorou a sair, mas o aniversariante do dia, não foi muito longe. Um problema técnico forçou-o a voltar para a garagem. No início da sessão, Bradley Smith assumiu o topo da tabela 0s2 à frente de Rossi. Yonny Hernández vinha na sequência, acompanhado por Pol Espargaró, Tito Rabat, Aleix Espargaró, Cal Crutchlow, Baz e Andrea Iannone.

Pouco depois, Héctor Barberá apareceu no comando, mas foi removido da liderança por Dani Pedrosa. A Honda levou para a pista malaia duas versões de motores para serem comparadas pelos seus pilotos.

Ainda no início da manhã, Scott Redding mexeu na tabela e saltou para o segundo lugar, mas caiu para terceiro pouco tempo depois com Danilo Petrucci a tomar a liderança de Pedrosa por 0s142.

No fim da primeira hora de teste, Rossi saltou para a liderança ao cravar 2min02s654. Petrucci vinha em segundo, à frente de Pedrosa, Redding, Lorenzo, Hernández, Barberá, Crutchlow, Smith e Márquez. No espaço de 1h30 após a abertura da pista, Lorenzo saltou para a liderança e abriu uma vantagem de 0s6 sobre Márquez que apareceu em segundo. Pedrosa e Rossi fechavam o top-4,  algum tempo depois Petrucci destronou o número 99 por 0s003.

O ponto negativo do teste aconteceu quando Eugene Laverty ficou com o acelerador travado pela segunda vez e caiu na curva 4. Há suspeitas do norte -irlandês de fracturar a mão direita.

Na abertura da hora final, Jorge Lorenzo estava de volta ao comando ao sustentar a marca de 2min06s684, com 1s melhor do que Pedrosa. Entretanto, Petrucci vinha atrás seguido de Iannone, Márquez, Redding, Rossi e Aleix Espargaró.

Pouco antes de começar a chover para antecipar o fim das actividades na pista, Rossi anotou 2min01s717 e passou para a segunda posição, 1s033 atrás do companheiro de Yamaha e 0s063 à frente de Pedrosa.

Com 2min01s811, Petrucci garantiu a quarta posição, à frente de Iannone. Quanto a Barberá conseguiu o sexto registo, seguido de Márquez, Redding, Aleix e Cal Crutchlow.

Com 1s961 atrás do líder, Maverick Viñales completou o primeiro dia em Sepang com o 11º tempo, seguido de Pol Espargaró e Andrea Dovizioso.

CAMPEÃO ELOGIA
PNEUS MICHELIN

O piloto da Yamaha completou 37 voltas, a melhor em 2min00s684. Lorenzo mostrou-se satisfeito com a boa impressão que causaram os pneus Michelin e avaliou que a nova electrónica padronizada adaptou-se muito bem à nova borracha.

“Estou muito feliz e surpreso com o feeling que tive com os pneus Michelin. Os tempos de volta foram relativamente fáceis de atingir e toda a vez que entrávamos no pit - lane melhorávamos alguma coisa na moto, para entender melhor a electrónica e ela adaptou-se muito bem aos pneus Michelin”, disse Lorenzo”, disse.

Num breve comentário, o campeão ressaltou: "Estou muito feliz com a mudança, porque Sepang para mim, é sempre difícil”.  Apesar do bom desempenho, Jorge Lorenzo contou que não estava muito bem fisicamente, uma vez que dormiu pouco e está a tomar antibióticos por conta de uma dor de garganta.

“Dormi duas horas por causa do fuso horário e estou com dor de garganta, que me obriga a  tomar antibióticos. A minha condição física não é perfeita, mas para pilotar duas ou três voltas, posso fazer isso perfeitamente. Se estivesse mais em forma, podia fazer stints mais longos”, contou", concluiu.

TESTE INICIAL
Rossi elogia nova electrónica


Valentino Rossi completou o primeiro dia da série inicial de testes da pré-época da MotoGP na segunda posição. O italiano cravou 2min01s717 na sua melhor volta e ficou a 1s033 de Jorge Lorenzo, o líder dos trabalhos. Após a sessão, Rossi reconheceu que o atraso é “grande demais”, mas lembrou que foi o primeiro dia de trabalho na pista de Sepang.

“A diferença sobre Jorge Lorenzo é grande demais, mas também é verdade que foi mais forte do que todo o mundo. Foi capaz de ter um ritmo melhor. Por outro lado, a minha posição não é tão ruim e trabalhamos bastante na moto”, disse. Valentino Rossi mostrou-se cheio de esperança, nas próximas sessões de trabalho. Para o italiano, "é só o primeiro dia e a contagem total vai ser no final do terceiro". A equipa tem "muita coisa para fazer".

Segundo classificado no Mundial de 2015, Valentino Rossi destacou a evolução do novo pacote electrónico da MotoGP, e elogiou a melhoria do composto dianteiro da Michelin.

“Estou bem feliz, porque a electrónica funciona bem. Não estamos ao mesmo nível do ano passado, mas já é bom pilotar a moto e especialmente o pneu dianteiro da Michelin melhorou muito o feeling; quando você pilota a moto é mais similar ao do ano passado”, elogiou.

Para Rossi “esses são dois problemas importantes”. O italiano explicou também que tinha três motos diferentes para trabalhar, mas ainda não completou o trabalho de comparação.

“Tínhamos três motos, mas uma delas era só para fazer algumas voltas, era a moto antiga. Temos duas motos de 2016 e fiz a minha melhor volta na que é mais parecida com o modelo de 2015, é um pouco meio a meio e não tive muito tempo para trabalhar na de 2016”, explicou.

NA MALÁSIA

Laverty classifica sinistro de assustador


Eugene Laverty não teve o melhor dos inícios na pré-época'2016 da MotoGP. Depois de passar os últimos dois meses a recuperar-se de uma fractura no punho esquerdo, o norte -irlandês voltou a lesionar-se por conta de um problema mecânico com a Ducati da Aspar.

Na sua 27ª volta no primeiro dia de testes colectivos na Malásia, Laverty atirou-se para fora da moto após o acelerador ficar aberto por conta de um problema electrónico. Inicialmente, a suspeita era de uma fractura na mão direita, mas os exames de raios -x afastaram a possibilidade.

“Fomos fazer um raios - x e felizmente não há fractura, apenas danos em tecido e ligamentos, o que é um alívio”, declarou.
No seu comentário sobre o acidente, disse que “é simplesmente inacreditável" ter isso no primeiro dia de testes, depois de passar os últimos dois meses a recuperar-se de um fractura no punho.

Depois de ter saltado da moto, Eugene classificou o lance como “assustador” e lembrou que este não foi o único problema do dia em Sepang. “Parece que tivemos um problema mecânico e tive de saltar da moto na travagem da curva quatro. Foi um momento assustador, mas tive bastante sorte. Podia ter sido muito pior”, contou.

A moto foi recto em direcção à barreira de pneus a mais de 100 km/h. "Isso não foi bom de ver; nunca gosto de ver uma moto destruída”, ponderou.
Numa avaliação geral, Eugene Laverty disse que "não foi um bom dia", por terem passado a manhã com alguns problemas electrónicos, o acelerador emperrou aberto e teve "sorte" de não cair também naquela hora.  “Isso fez com que os rapazes tivessem de revisar as coisas e perdemos algum tempo de pista”, disse.

Por conta do acidente, Laverty só conseguiu completar 27 voltas, a melhor em 2min03s565, o que lhe rendeu o 19º tempo. “Agora, tenho de esperar e ver como a mão vai estar. Obviamente, quero voltar o mais cedo possível, mas vamos esperar e ver quando vai ser isso”, finalizou.

PRÉ-ÉPOCA
Pedrosa espera evolução gradual


Dani Pedrosa concluiu o primeiro dia da pré-época da 2015 da MotoGP com o terceiro melhor tempo. O espanhol cravou 2min01s780 na melhor das 34 voltas e ficou a 1s096 de Jorge Lorenzo, o líder das actividades.

Na primeira sessão, a Honda trabalhou para encontrar um caminho com o motor da RC213V, que foi excessivamente agressivo em 2015. A trabalhar com dois propulsores diferentes em Sepang, Pedrosa destacou que está empenhado em transmitir o máximo de informações possível para a fábrica nipónica. “Trabalhamos muito duro em muitas coisas. A parte positiva é que a Honda sabe disso e está a trabalhar em algumas coisas no Japão”, disse Pedrosa.

Num comentário breve revelou que ao usar a sua experiência, está a dar tudo de si "para dar-lhes o máximo de informações possível e avançar em todas as áreas possíveis”. Até hoje, terceiro dia de testes, os pilotos da Honda esperam terminar o teste com um feeling melhor do que quando começaram.

Na temporada de estreia da Michelin, Dani ressaltou que a marca francesa avançou com os compostos, mas ainda é preciso trabalhar para entender-se  bem com os novos calçados. “Também temos de continuar a testar os Michelin e fazer mais quilómetros. A fábrica fez algumas mudanças positivas e temos de trabalhar mais para melhorar o feeling, vamos  trabalhar e evoluir ao longo deste teste. Vimos o Jorge ser muito rápido no primeiro dia, que garante a melhoria gradual da nossa performance", disse.