Jornal dos Desportos

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Lorenzo compara Ducati à Ferrari

26 de Dezembro, 2016

Face ao veto da Yamaha Lorenzo só testa uma a vez no teste da temporada em Valência

Fotografia: AFP

Piloto da Ducati, em 2017, Jorge Lorenzo chega à equipa italiana com grandes intenções. O tricampeão da MotoGP está em boa posição para fazer um bom trabalho na equipa italiana na próxima temporada.

No entanto, graças a um veto da Yamaha, Lorenzo só pôde testar uma vez sua moto até agora, no teste de fim de temporada em Valência. Ele está ansioso pelo início da pré-temporada de 2017, na Malásia .

"Estou muito animado, porque tive a oportunidade de andar com a minha nova moto em Valência, dois dias depois da corrida. Não posso repetir, até o teste no final de Janeiro. Serão dois meses muito longos", disse Lorenzo ao site Crash.net.

"De qualquer maneira, é bom porque vou ter algum tempo livre e pequenas férias. Não vou aproveitar tanto, porque preciso ficar mais preparado (fisicamente) do que nunca, porque a moto parece ser muito difícil de guiar. Tenho de estar muito preparado.”

Mais adiante acrescentou: "Mas será um desafio muito emocionante, um ano muito emocionante, porque quase ninguém ganhou antes com a Ducati - apenas Casey Stoner. Lutar por isso, será uma boa motivação."

Citando o facto de que apenas cinco pilotos até hoje foram campeões em motos diferentes na história da MotoGP, o espanhol diz estar motivado pelo facto de que foi campeão pela Ducati, pode tornar-se um dos maiores pilotos da história de duas rodas. "Será muito importante, porque apenas cinco pilotos ganharam com duas fábricas diferentes na história, e apenas um com a Ducati", disse o espanhol.

"A Ducati, de certa forma, é como a Ferrari de duas rodas. Tem uma aura mágica, porque o design das motos de rua é fantástico. Ganhar com esta fábrica seria algo especial. Também os fãs da Ducati amam a marca talvez mais do que os pilotos. Isso, não acontece em outras empresas, não é?"
Enquanto isso, o piloto acredita que a MotoGP viva actualmente um dos melhores momentos da sua história. Pontuou nas grande mudanças que a categoria passou para estar nesta posição de destaque ,que se encontra agora.

O espanhol relembrou o momento entre 2008 e 2011 em que a categoria teve 17 motos na grelha e o facto de entre 2012 e 2014 o grid ter contado com presença de fábrica de apenas três montadoras. "É uma época de ouro", disse Lorenzo ao site Crash.net.

"Passamos por momentos difíceis quando tínhamos 17 motos no grid há apenas três ou quatro anos. Mas agora temos 23 motos, provavelmente 18 podem vencer corridas. Vimos isso neste ano, com nove vencedores diferentes. No ano que vem, três fábricas vão ter campeões de MotoGP como pilotos, o que é muito interessante para os espectadores."

No próximo ano, além de Honda, Yamaha, Ducati, Suzuki e Aprilia, o campeonato conta com a  KTM.