Jornal dos Desportos

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Lorenzo fala da Fórmula 1

04 de Dezembro, 2016

Normalmente pilotos de moto conseguem ser rápidos quando entram num carro mas o próximo nível é ficar todo o tempo nessa alta temperatura sem perder a concentração

Fotografia: AFP

O potente motor de um carro de Fórmula 1 parece não ter assustado o tricampeão mundial da Moto GP, Jorge Lorenzo. Após dirigir um modelo Mercedes de 2014 em Outubro, o espanhol afirmou que não foi tão difícil quanto ele pensava.

“Esperava que fosse mais difícil porque eu já tinha dirigido um carro da F2 dois dias antes, em Snetterton (Reino Unido), e as máquinas da F2 são muito complicadas de se dirigir”, afirmou o piloto segundo o site Autosport.

Lorenzo pilotou um Mercedes após testar o simulador da equipa alemã. “Quando eu tentei o simulador na fábrica da Mercedes eu pensei ‘nossa, isso é muito mais fácil, talvez a realidade seja mais complicada’, mas não foi”, acrescentou.

Segundo o campeão em 2010, 2012 e 2015, os especialistas da Mercedes precisaram colocá-lo em situação de pista molhada para aumentar a dificuldade do teste. “Eu estava muito rápido desde o começo. Eu imaginava que seria muito fácil de perder o controle nas curvas, mas a aderência era muito grande e foi muito fácil ser rápido”, falou Lorenzo.

O espanhol, contudo, reconheceu as dificuldades da categoria. “É relativamente fácil fazer uma volta rápida com pneus novos, o difícil é ficar uma hora e meia no mesmo ritmo. Normalmente pilotos de moto conseguem ser rápidos quando entram num carro, mas o próximo nível é ficar todo o tempo nessa alta temperatura sem perder a concentração”, confessou.

Outra dificuldade apontada por Lorenzo foi a complexidade mecânica da Fórmula 1. “São 30 ou 40 botões. Eu só usei dois ou três, mas saber como usar todos eles em uma longa corrida é uma das coisas mais difíceis se comparado com os carros antigos”, completou Lorenzo.