Jornal dos Desportos

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Lorenzo lidera dobra dinha

18 de Maio, 2015

O espanhol Jorge Lorenzo venceu o Grande Prémio de França de MotoGP

Fotografia: AFP

O espanhol Jorge Lorenzo venceu o Grande Prémio de França de MotoGP, disputado ontem, no circuito de Bugatti, em Le Mans, numa dobradinha da Yamaha. Lorenzo foi seguido de perto pelo italiano Valentino Rossi, que esteve a 3,820s do campeão e de Andrea Dovizioso, da Ducati Team, +12,380s mais lento que o campeão. A vitória coroa o espanhol e a Yamaha, que já tinha ganho o Grande Prémio de Espanha.

Posicionado em terceiro lugar da grelha, Jorge Lorenzo, assumiu rapidamente a liderança, que tinha sido de Marc Márquez. O piloto da Yahama chegou a ser perseguido por Andrea Dovizioso durante algumas voltas, mas de seguida construiu uma vantagem suficiente para liderar com tranquilidade.

O campeão do Mundo, Marc Márquezm, da Repsol Honda, terminou a +19,890s do vencedor, mas depois de travar uma forte oposição de Andrea Iannone, da Ducati Team, que foi quinto a 20,237s. Bradley Smith, da Monster Yamaha Tech3, foi sexto a 21,145s.

Valentino Rossi conseguiu o sétimo lugar no treino classificativo, porém, teve bom rendimento na corrida francesa. O heptacampeão superou o espanhol Marc Márquez, o britânico Bradley Smith, o italiano Andrea Iannone e Andrea Dovizioso para chegar até a vice -liderança.

O experiente competidor italiano cravou a melhor volta da corrida e procurou aproximar-se do companheiro Jorge Lorenzo, sem sucesso. Andrea Dovizioso completou o grupo dos três mais rápidos em Le Mans, seguido por Marc Marquez, campeão nas últimas duas épocas.

Pol Espargaró, Yonny Hernández (Pramac Racing), Maverick Viñales (Suzuki Team Ecstar) e Danilo Petrucci (Pramac Racing) completaram o Top 10.
O espanhol Dani Pedrosa, de volta às pistas depois de um intervalo de seis semanas para operar o braço, caiu na segunda volta. Pedrosa regressou à prova, mas teve de se contentar com a 16ª posição à frente apenas de Alex de Angelis, de San Marino, e Marco Melandri, da Itália.

Com 102 pontos ganhos após as cinco primeiras etapas da época, Valentino Rossi continua a liderar o campeonato mundial da MotoGP. Jorge Lorenzo tem 87 pontos, quatro a mais que o italiano Andrea Dovizioso.

O Grande Prémio da Itália está marcado para o dia 31 de Maio no Circuito de Mugello.

CELEBRAÇÃO
DA VITÓRIA

Jorge Lorenzo conseguiu fechar o final de semana com chave de ouro. Após largar na terceira posição no Grande Prémio de França, o piloto conseguiu tomar a liderança, sumir na visão dos adversários e conquistar a vitória em Le Mans.

No treino classificativo, o piloto admitiu ter cometido um erro, que provavelmente lhe custou a pole-position. Porém, isso não foi problema para o titular da Yamaha, que nas voltas iniciais assumiu o primeiro lugar e abriu mais de 1s de vantagem para o segundo classificado.

Lorenzo, obviamente, comemorou o bom resultado, mas afirmou que Valentino Rossi foi um grande factor para ir até ao limite com a moto.

“Tive um bom início de corrida, pude passar Dovizioso por fora e com isso,  mantive-me na liderança desde o início. Tive sempre algo em torno de 1s de vantagem em relação a Andrea, mas logo chegou Rossi, o que obrigou-me a pressionar mais, apesar de ter alguns problemas com o pneu dianteiro. Apesar de tudo, o pneu aguentou até ao fim e pude conquistar outra vitória, o que é muito bom para o campeonato; estou muito satisfeito”, afirmou.

O espanhol declarou, que a volta de aquecimento antes da corrida tinha sido complicada, mas no fim a moto alinhou e pode até sonhar com um título em 2015.

“Vi-me muito bem nas últimas provas, porque no warm-up tinha sido muito difícil, mas sabia que poderia estar à frente com pneu da corrida”, disse.

O piloto espanhol assegura que o motociclismo é um desporto “muito mental”, mas a moto e outros muitos aspectos também influem. “É preciso ter todos os aspectos no lugar para ter bons resultados e foi isso que aconteceu nas últimas duas corridas quando pude pilotar como realmente sei”, disse.

Para Jorge Lorenzo, ele e Rossi podem ser campeões com a Yamaha. “É preciso aproveitar a oportunidade, porque a Honda não tem uma moto superior”, encerrou.