Jornal dos Desportos

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Lorenzo negoceia mudança de membros

02 de Junho, 2016

Espanhol discute quais integrantes da sua actual equipa o vão seguir na Ducati

Fotografia: AFP

O tricampeão da MotoGP vai deixar a casa de Iwata no fim do ano e assinou um contrato de dois anos com a fábrica de Borgo Panigale. Jorge Lorenzo desconhece quais os membros da sua equipa de engenheiros vão segui-lo na Ducati. A direcção aceitou novos integrantes, mas não quer dispensar muitos membros da actual equipa.

Desde a mudança de Valentino Rossi de Honda para a Yamaha, a tendência na MotoGP é que os pilotos de ponta levem junto alguns ou até mesmo todos os membros das suas equipas. Em 2004, o número 46 levou consigo Jeremy Burgess, assim como alguns outros integrantes.Depois, o lendário chefe de equipa e todos os outros engenheiros e mecânicos acompanharam Valentino Rossi a Ducati e, na sequência, de volta à Yamaha.Actualmente, a equipa de Jorge Lorenzo é formada por Ramón Forcada, o chefe da equipa; Wilco Zeelenberg, analista de performance; Davide Marelli, técnico de dados; e os mecânicos Ian Gilpin, Javier Ullate, Juri Pellegrini e Juan LLansa.

“No momento, vamos começar a falar com alguns membros da equipa; não estamos com pressa. Na Yamaha, a atmosfera da equipa é muito boa”, disse Lorenzo. O novo piloto da Ducati esclareceu que “os membros que trabalham na Yamaha estão numa equipa que lhes dá tranquilidade e segurança para fazerem o serviço. Então, é difícil para eles”, avaliou. Jorge Lorenzo comparou a sua realidade e a de companheiros de equipa.

“No meu caso, é mais fácil, neste ponto da minha carreira, fazer a mudança de ir para outra equipa, outra fábrica como a Ducati. Entendo que, talvez, para alguns deles o risco seja muito grande”, ponderou.Em jeito de aviso, disse: "De qualquer forma, se possível, gostaria de manter um pequeno número deles".O director desportivo da Ducati, Paolo Ciabatti, já afirmou que Jorge Lorenzo pode trazer alguns dos seus técnicos e engenheiros, mas deixou claro que a casa de Bolonha não quer perder muitas pessoas que “conhecem muito bem o método de trabalho da Ducati”.

Ciente da posição da Ducati, Jorge reconhece que deve contar com uma equipa mista em 2017.“Do lado da Ducati, não creio que me vão dar a oportunidade de levar 100 por cento da minha equipa; também querem manter parte da equipa de casa, deste ano, para reforçarem a minha no ano que vem", reconheceu.