Jornal dos Desportos

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Lotus adopta medidas para o controlo de gastos

05 de Maio, 2015

A Lotus finalmente conseguiu dar a volta por cima, do ponto de vista financeiro

Fotografia: AFP

A Lotus finalmente conseguiu dar a volta por cima, do ponto de vista financeiro, pouco mais de um ano depois de ter introduzido medidas severas para o controlo de gastos. E quem garantiu foi o director -executivo da equipa inglesa, Matthew Carter.

Em 2013, a esquadra de Enstone sofreu uma perda de 64 milhões euros, isso levantou muitas dúvidas sobre o futuro da equipa, no desporto. Porém, após à chegada de Carter em Janeiro do ano passado, a história mudou. O executivo passou a lidar mais directamente com os custos e os recursos humanos. E de acordo com reportagem da revista inglesa Autosport, a Lotus deve fechar o balanço das contas de 2014 com um saldo positivo, o que significa dizer que a equipa deve apresentar pela primeira vez em dois anos, bons números, apesar da perda na mudança de motores.

“Eu cheguei e tinha um enorme déficit em termos de receita e despesa”, disse Carter em entrevista à publicação britânica. “Nós tivemos de cortar custos de forma radical, demitimos funcionários e reduzimos tudo que foi possível, e isso funcionou”, completou o dirigente.

O executivo entende, agora, depois das medidas correctivas tomadas depois de um 2014 difícil, em termos de competitividade, os resultados estão a aparecer na pista e não apenas por conta da mudança no fornecimento de motores.

A equipa trocou as unidades da Renault pelos serviços da Mercedes.

“Na realidade, nós fomos longe demais no ano passado. Nós cortamos muita gente. Nós éramos poucos em 2014, não tínhamos um engenheiro-chefe. Nós tivemos de fazer tudo nos sectores de aerodinâmica e design, mas depois tivemos de recolocar as pessoas durante a pré-temporada”, explicou Carter.

“Provavelmente, perdemos um pouco o caminho entre 2011 e 2013, mas agora estamos a mudar um pouco o sistema de trabalho, contratamos  bons jovens engenheiros e especialistas em aerodinâmica. Do meu ponto de vista, eles custam menos e é possível, então, lidar melhor com o controlo dos custos”, acrescentou o executivo.