Jornal dos Desportos

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Modalidades

Lotus aposta superar a Red Bull

17 de Junho, 2015

Fomos muito bem em Barcelona, com um acerto bastante similar”.

Fotografia: AFP

A convincente performance de Romain Grosjean e Pastor Maldonado no fim de semana do GP do Canadá deixou Nick Chester muito animado. O director -técnico da equipa de Enstone ver potencial para superar a Red Bull e voltar a ser a quarta força da F1. A vantagem da escuderia austríaca para a Lotus é de 31 pontos.

A Lotus mostrou o seu melhor desempenho na temporada 2015 da F1 no GP do Canadá. Ao longo de todo o fim de semana em Montreal, Romain Grosjean e Pastor Maldonado mostraram forte ritmo nos treinos e também na classificação, com a dupla a garantir a terceira fila do grid no Circuito Gilles Villeneuve.

Apesar da queda de rendimento durante a corrida, a equipa de Enstone conseguiu chegar ao fim de uma prova com os seus dois carros na zona de pontuação: Maldonado fechou em sétimo e Grosjean  em décimo. Embalado com a boa performance na América do Norte, a Lotus acredita que tem potencial para bater a Red Bull na luta pelo quarto lugar do Mundial de Construtores.

Após sete corridas já disputadas, a Red Bull soma 54 pontos, tem como ponto alto o GP de Mónaco, onde somou 22 tentos. Entretanto, a equipa tetracampeã do mundo vem de uma corrida muito ruim no Canadá, com apenas dois pontos conquistados. Em contrapartida, a Lotus amealhou o  melhor resultado em Montreal e chegou aos sete, totaliza  23 em 2015, 31 a menos em relação à Red Bull.

Em entrevista ao site da equipa auri negra, Nick Chester, director -técnico da Lotus, acredita que as etapas seguintes do Mundial  podem ser positivas se tiver em conta o desempenho do E23 empurrado pelo motor Mercedes, o mais forte da F1 actual.

 “As próximas corridas apresentam-nos  uma boa oportunidade para avançar alguns degraus. Devemos ser muito fortes na Áustria, Silverstone deve ser bom, se tiver em conta que é também um circuito onde a potência conta muito e vai ser um pouco mais desafiadora com as curvas de alta velocidade. Fomos muito bem em Barcelona, com um acerto bastante similar”.

FACTOS
História regista GP da Áustria

O GP da Áustria realiza a sua 28ª edição no domingo, no Red Bull Ring, em Spielberg. Vários factos curiosos remetem ao evento, como a cabeçada de Nigel Mansell numa passarela em 1987. Mas nenhum marcou tanto quanto em 2002, quando a Ferrari cobriu de vergonha a F1.

Berço dos campeões, Jochen Rindt e Niki Lauda, a Áustria realiza neste fim de semana o seu 28º GP de F1. Nem de longe é um evento tão antigo quanto ao das vizinhas Alemanha e Itália, já em mais de 60 edições de corrida, uma vez que o GP austríaco foi marcado por interrupções desde a sua primeira prova, em 1964. De lá para cá, muitos acontecimentos marcaram a  história,  o mais emblemático de todos o “Dia da Vergonha” em 2002.

O enredo é conhecido e está na retina do fã da F1. Em pleno Dia das Mães, depois de largar na pole e liderar todas as voltas daquele GP da Áustria em 12 de Maio, Rubens Barrichello, tinha tudo para chegar à  segunda vitória na categoria. Mas uma ordem estúpida e desnecessária vinda da Ferrari levou o brasileiro a abrir mão, quase na linha de chegada, da  conquista em Spielberg, deixou lentamente Michael Schumacher passar para vencer. Jamais a F1 presenciou vaia tão ensurdecedora quanto àquela.

Mas a história do GP da Áustria também tem alguns factos positivamente bem marcantes. Além das três conquistas de Alain Prost e as seis da McLaren — a melhor equipa em terras austríacas —, um triunfo brasileiro e a única vitória de uma equipa que hoje brilha nos anais norte-americanos da Indy e Nascar também fazem parte da história do evento.

O GP da Áustria de 1972 era a nona etapa daquela temporada. Emerson Fittipaldi era o líder do Mundial de Pilotos e tinha três vitórias no campeonato, até que abandonou o GP da Alemanha, em Nürburgring. Sua reacção tinha de ser na próxima etapa da disputa, duas semanas depois, em Österreichring, em 13 de Agosto.

E o “Rato” cumpriu bem seu papel. Com o mítico Lotus 72D equipado com motor Ford Cosworth e pneus Firestone, o brasileiro teve um grande domingo. Largou na pole-position e embora tivesse sido superado por Jackie Stewart e Clay Regazzoni, retomou a liderança na volta 24 para não mais perdê-la. Ao fim de 54 voltas, Fittipaldi pode comemorar mais uma vitória em 1972, ficou perto da conquista do seu primeiro título, o que podia ser consumado no GP da Itália, em Monza.

Em 1975, o GP da Áustria foi marcado pela única vitória de Vittorio Brambilla na F1. Mas a corrida teve um capítulo terrível na história com a morte do piloto Mark Donohue, que representava a Penske e tinha vencido as 500 Milhas de Indianápolis em 1972.