Jornal dos Desportos

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Lotus procura entender queda de ritmo

11 de Junho, 2015

Lotus somou sete pontos no GP do Canadá

Fotografia: AFP

A Lotus somou sete pontos no GP do Canadá e alcançou a sua melhor performance em 2015, até agora, com Pastor Maldonado e Romain Grosjean a alcançarem o top-10. Mas Alan Permane, chefe de operações de pista da equipa,  mostrou-se decepcionado com a queda de ritmo do E23 em relação ao que foi exibido no treino .

O fim de semana do GP do Canadá teve como um dos grandes destaques a Lotus. Em todos os treinos livres e também na sessão classificatória, Romain Grosjean e Pastor Maldonado estiveram entre os primeiros colocados, como a terceira força do grid, atrás apenas da Mercedes e da Ferrari.

A equipa aurinegra de Enstone dividiu a terceira fila no domingo em Montreal, mas não conseguiu manter o ritmo exibido durante a corrida. Ainda assim, Maldonado chegou aos seus primeiros pontos no ano ao terminar em sétimo, enquanto Grosjean, depois de ter sido punido, cruzou a linha de chegada em décimo.

Foi o melhor desempenho em termos de resultados da Lotus em 2015. Ainda que Alan Permane, chefe de operações de pista da equipa, tenha considerado que a evolução exibida no Circuito Gilles Villeneuve foi encorajadora, restou uma ponta de decepção pela queda do desempenho do E23 em ritmo de corrida.

“É quase o oposto do normal”, lamentou o engenheiro em entrevista à revista britânica Autosport. “Estávamos um pouco surpresos por ver  quão perto estávamos na fase da classificação, para ser honesto. Sinceramente, não sei. Esperava estar um pouco mais próximo na corrida, mas isso ficou evidente muito cedo. Não foi nada a ver no sentido de poupar travões ou pneus ou qualquer coisa do tipo. Não tentamos economizar combustível, sinceramente”, comentou.

“Foi difícil entender o motivo pelo qual fomos relativamente melhores na classificação do que na corrida, mas temos de prestar atenção e melhorar isso. Pode estar muito bem porque aqui nós conseguimos tirar o melhor dos pneus em uma volta lançada. Provavelmente jamais chegaremos ao fundo na questão, mas ao menos vamos tentar entender”, disse Permane, ao dar a entender que o baixo desgaste dos pneus macios e supermacios pode ter contribuído para a queda de rendimento na corrida.

“A degradação foi muito baixa, e se este é um dos nossos pontos fortes,  focando  depois nos nossos pneus numa corrida de baixo desgaste, então isso não nos favorece”, afirmou.

Por outro lado, o engenheiro  mostrou-se satisfeito por conseguir diminuir a lacuna para as equipas do topo da F1, ainda que na corrida a Lotus não tenha chegado a ameaçar Ferrari e tampouco a Williams, como foi no treino classificatório. “Nós estávamos muito mais perto da Ferrari do que tem sido nos últimos tempos e o mesmo para a Williams, e isso, com o mesmo motor. Então isso é encorajador. Temos melhorado em relação a eles e vamos seguir trabalhar nisso”, concluiu.