Jornal dos Desportos

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Lotus Renault endividada

09 de Agosto, 2013

A Lotus Renault está a ser fortemente condicionada por uma situação financeira

Fotografia: AFP

A Lotus Renault está a ser fortemente condicionada por uma situação financeira desesperante que contrasta com o campo desportivo, no qual o piloto Kimi Räikkönen ocupa o segundo lugar da classificação, a 38 pontos de Sebastian Vettel (Red Bull-Renault).

Duas publicações alemãs - site “motorsport-total.com” e revista “Auto Motor und Sport” - dão conta da crise que afecta a equipa sediada em Enstone, que a impede de introduzir mais modificações no carro até final da temporada, além das que já estão agendadas há algum tempo.

Além do efeito que esta situação pode ter em pista, há ainda o processo de renovação de contrato com Räikkönen, que é afectado. O finlandês tem propostas da Red Bull-Renault e Ferrari para 2014.

O proprietário da equipa, o grupo Genii, anunciou em Junho que tinha vendido 65 por cento das acções a um consórcio denominado Infinity Racing, negócio que afinal não está concluído.


Bolton quer repetir tripla vitória

Jenson Button vive nesta época uma reealidade bem diferente em relação à do ano passado. Sem sequer subir ao pódio durante o ano, o piloto podia queixar-se da McLaren, mas, ao contrário, ele ainda se diz motivado, mostra que entende o momento menos bom da equipa e acredita numa recuperação.

"A coisa estranha é que, mesmo sendo esta época difícil, ainda estou muito animado para cada corrida. Ainda acho que podemos fazer um grande trabalho. Não perdi o entusiasmo mesmo nessa situação difícil, o que me fez perceber que amo esse desporto", afirmou.

Button é o nono colocado este ano, com 39 pontos, tendo como melhor resultado um quinto lugar, alcançado no GP da China. Em 2012, contando com o mesmo número de corridas, o piloto tinha sido campeão na Austrália e terminado em segundo lugar na China.

Button, que acredita numa reacção, ressaltou que há uma emoção diferente por parte da equipa quando eles apresentarem melhorias na competição. "Quando subirmos ao degrau mais alto do pódio, acho que toda a equipa não só vai ficar aliviada, mas também vai haver muita animação, adrenalina e emoção por todo o trabalho duro que fizemos juntos."

Apesar do optimismo, o piloto de 33 anos manteve os pés no chão e soube reconhecer que, mesmo com uma reacção, competir com Red Bull, Ferrari e Mercedes é uma tarefa muito difícil por causa do avanço no desenvolvimento dessas equipas.

"Cometemos um erro no design e no desenvolvimento do carro no Inverno. Mas já mudámos muitas coisas. É incrível o quão rápido nos adaptámos e mudámos a aerodinâmica, o fluxo de ar. O problema agora é que estamos muito atrás dos líderes em termos de desenvolvimento", concluiu.