Jornal dos Desportos

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Modalidades

Luanda projecta reanimar a associao

Hlder Jeremias - 29 de Dezembro, 2018

Falta de condies econmicas est na base da inoperncia do tnis em Luanda

Fotografia: DR

O secretário-geral da direcção cessante, da Associação Provincial de Ténis de Luanda, Plínio Pedro, disse ontem na capital do país, que os efectivos da instituição estão empenhados na resolução dos trâmites para à realização da assembleia-geral extraordinária em Janeiro de 2019, com vista a definirem os corpos sociais que vão dirigir os destinos da modalidade até ao fim do presente ciclo olímpico.
A época desportiva 2018, de acordo com declarações de Plínio Pedro ao Jornal dos Desportos, foi extremamente negativa, dado que não foi possível darem passos em prol da pretendida renovação dos corpos sociais para o quadriénio 2016/2020, de maneira que Luanda  viu-se privada da realização das respectivas actividades desportivas.
O responsável revelou, que ainda não existe um candidato para assumir a direcção da Associação, que pressupõe um atraso em relação aos procedimentos, mas garantiu que os membros da direcção cessante estão dispostos a proceder algumas alterações do ponto de vista orgânico, no sentido de revitalizar o ténis provincial , até que o ciclo olímpico chegue ao seu fim.
Plínio Pedro lamentou, que os atletas luandenses atravessem um momento difícil, uma vez que só com competições regulares é que podem alavancar os níveis técnicos e colocar à prova nas suas potencialidades, mas aconselha a manterem-se determinados até que o actual quadro seja alterado.
No dizer do técnico, a falta de condições económicas está na base da inoperância do ténis em Luanda, dado que nos três últimos anos as instituições e personalidades colectivas que sempre apoiaram a modalidade das raquetes e dos courts, ficaram afectadas pela crise financeira que assola o país, ninguém se prontificava a canalizar recursos para a causa desportiva.
“ O que acontece com as demais modalidades, o ténis não foge à regra, ou seja, a falta de recursos financeiros continua a emperrar a materialização dos projectos gizados no âmbito da massificação desportiva. Todavia, podemos notar alguns indícios de melhorias, que nos permitem perspectivar o retorno da normalidade ao nível de Luanda”, augurou Plínio Pedro.
A direcção cessante da FAT era dirigida por Jofre Van - Dúnem, cujas novas funções no aparelho governativo impedem a sua continuidade à frente dos destinos da modalidade, ao passo que Carlos Sumbula era  presidente da mesa da assembleia -geral.
A terminar, Plínio Pedro recordou o facto de ter dirigido os atletas EriKson Morais e Fernando André, no “Africano” de Botswana, em que os dois atletas obtiveram o terceiro lugar, depois de na edição anterior Angola terminar na segunda posição.