Jornal dos Desportos

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Modalidades

Luanda "surripia" hegemonia Hula

17 de Outubro, 2013

A hegemonia do atletismo huilano no pas decaiu nos ltimos anos com o aparecimento das equipas de outras partes do pas

Fotografia: Jornal dos Desportos

A hegemonia do atletismo huilano no país decaiu nos últimos anos com o aparecimento das equipas de outras partes do país. A presença de atletas em representação de clubes “forasteiros” está na base da perda em todos os sectores da modalidade. O coordenador técnico da Associação provincial de Atletismo da Huíla, Augusto Diogo “Seco”, preocupado, quer inverter o quadro.

Para colmatar a carência de especialistas, a direcção da Associação aposta na formação de atletas no sentido de colocar a Huíla no lugar que lhe é devido no mosaico desportivo nacional.

“O atletismo é dominado por atletas locais em representação das equipas de Luanda. Com a implementação da formação de novos talentos estamos a tentar tirar a má imagem com a implementação da formação para encontrarmos substitutos de João Carvalho, Eugénio Katombi, Arnaldo Katchihunha, Vingunga, Ana Isabel, Lázaro João, entre outros fundistas que representaram o país em altas competições internacionais”, disse.

A execução do programa de massificação é feita nos Núcleos do Interclube, Benfica do Lubango e Clube Desportivo da Huíla (CDH). Os restantes clubes como Ntyamba Sport e Ferroviário da Huila vão contribuir no processo tão logo superem as suas dificuldades.
 
SECTOR FEMININO
O coordenador técnico da Associação de atletismo da Huíla, Augusto Diogo “Seco” garantiu, que 80 por cento dos atletas integrados no processo de massificação são do sector feminino. O técnico prognosticou que o resultado da massificação vai conhecer os efeitos dentro de três ou quatro anos.

No entanto, apela à paciência aos amantes do atletismo.
“Para alcançarmos bons resultados na formação, temos de ter uma planificação correcta para que esses talentos não se percam tão cedo, não venham a desviar-se para outros caminhos. Muitas meninas começam a treinar e desistem em pouco tempo. Apelo aos responsáveis de departamentos dos clubes a máxima atenção no acompanhamento dos técnicos ligados à formação da classe feminina”, apelou Augusto Diogo “Seco”.
GAUDÊNCIO HAMELAY |  NO LUBANGO

ESPECIALISTAS
Interclube na Huíla aposta na formação

A direcção do Interclube Século XXI pretende apostar na formação de atletas de outras especialidades de atletismo na província da Huíla para concretizar o seu projecto. Para a materialização, coordenador técnico e o responsável de departamento para o atletismo, Augusto Seco trabalha na cidade de Lubango com o futuro técnico, José Leôncio.

O também coordenador técnico da Associação de Atletismo da Huila e treinador do Núcleo do Interclube na Huila, Augusto Seco, disse ao Jornal dos Desportos que a província é uma potência nas especialidades de fundo e meio fundo e “chegou a hora de apostar na formação de especialistas de lançamentos, saltos, barreiras e velocidade”.
O responsável admitiu que formar atletas nessas especialidades é uma “tarefa difícil no Sul do país devido à falta de materiais, mormente, barreiras, pesos, discos, dardos e manguitos”.

“A Huíla dispõe de matéria humana mais do que suficiente, mas não tem o mais importante”, disse.
Para inverter a carência, o treinador augura que o clube da Polícia Nacional coloque à disposição todo o equipamento indispensável à formação dos atletas, “para que Angola comece a inscrever campeões africanos e mundiais”.
GAUDÊNCIO HAMELAY | NO LUBANGO


ATLETISMO
AMA pretende investigar
agência antidoping jamaicana


A Agência Mundial Antidoping (AMA) pretende investigar a Agência Antidoping jamaicana, após acusações da subdirectora Renee Anne Shirley de que controlos antes dos Jogos Olímpicos de Londres deixaram de ser feitos.

A AMA reconheceu que a Agência jamaicana (JADCO) ignorou os controlos durante os "cinco a seis meses" anteriores a Londres 2012, jogos em que a equipa obteve 12 medalhas, incluindo as três de ouro de Usain Bolt.

"A Jamaica está no nosso radar. A AMA está muito preocupada e abriu uma investigação. É um assunto da máxima prioridade", disse o director-geral da agência, David Howman. Os investigadores da AMA querem fazer uma "visita extraordinária" à Jamaica antes do final do ano, para averiguar o sucedido. A IAAF relativizou o assunto da falta de controlos, porque os seus médicos controlaram os atletas jamaicanos de elite, em especial Bolt, que teve que passar por uma dezena de controlos antes dos Jogos de Londres.

O recordista mundial dos 100 e 200 metros já falou sobre o assunto, referindo que é "engraçado" ouvir dizer que vão excluir a Jamaica dos Jogos, ironizando que "era interessante ver isso".