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Luis Sá Silva tem época tremida no GP3 Serie

19 de Fevereiro, 2015

Luis Sá Silva procura financiamentos nas empresas que apostam no desporto motorizado

Fotografia: Jornal dos Desportos

O piloto angolano, Luis Sá Silva, pode interromper a carreira em função da crise financeira que afecta o país. O principal patrocinador reduziu os custos, o que pode comprometer a presença no GP2, categoria que disputou no ano passado.Para salvaguardar os objectivos pessoais, Luis Sá Silva está em Angola a encetar contactos com os potenciais patrocinadores, numa fase em que as principais categorias já abriram as épocas desportivas, com testes de pré-época.

Em entrevista a Angop, Luis Sá Silva garantiu que não assinou contrato com nenhuma equipa, por não ter recebido orientações dos seus patrocinadores.“Infelizmente, não posso dizer nada sobre a equipa, porque estou em fase de negociações...os meus patrocinadores decidem para onde devo ir, em função dos seus interesses”, ressaltou.Luis Sá Silva realçou, que para além de contactar os familiares e descansar, a sua presença em Angola visa assinar contratos com mais de dois potenciais patrocinadores, a fim de garantir o financiamento.

“O projecto é chegar à Fórmula 1, razão pela qual vim a Angola arranjar mais patrocinadores. É preciso ajudarmo-nos com um pouco de mais apoio, não só do meu patrocinador principal (Sonangol), mas de outras empresas nacionais com capacidade de apostar nesse desporto”, teceu.Luis Sá Silva está a encetar contactos para encontrar-se com o Ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, a fim de manifestar os seus objectivos. A busca de um quinhão no Fundo de Apoio à Juventude e Desportos é um dos motivos do encontro.

Luis Sá Silva desconhece a categoria em que pode correr este ano, caso encontre financiamento. O piloto está em dúvida entre o GP2 e a World Series da Renault3.5.“O objectivo este ano é fazer o GP2, o último passo para quem quer ganhar experiência para a Fórmula 1, ou então correr na World Series da Renault 3.5”, afirmou.

CARTEIRA
Angolano quer
licença do país

Luis Sá Silva manifestou o desejo de correr nas principais categorias automobilísticas mundiais, com licença profissional emitida em Angola, depois da admissão da Federação Angolana dos Desportos Motorizados (FADM) como membro da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em 2014.

O piloto, que correu na GP2 no ano passado, iniciou a carreira profissional em 2006, com a carteira de Macau, país que o acolheu desde a infância para onde foi viver com um tio.A troca da carteira profissional está relacionada com as dificuldades encontradas na hora de hastear a Bandeira de Angola, nas provas em que chega ao pódio. Por não dispor de licença da Federação Angolana dos Desportos Motorizados, a Bandeira Nacional não é permitida.“Comecei a competir em Macau, onde consegui a licença. É a única maneira que tenho de competir no estrangeiro. É importante para Angola e para todos nós, o uso da licença angolana”, esclareceu.

DESPORTO
EM ANGOLA

O desenvolvimento do desporto automóvel em Angola está no “bom caminho”, sobretudo no karting onde evoluem muitos praticantes, com potenciais de se tornarem profissionais, de acordo com Luis Sá Silva.O piloto disse que o trabalho da Federação Angolana dos Desportos Motorizados deve ser incentivado, principalmente os regulamentos das competições.

CURRÍCULO
Luís Sá Silva nasceu em Benguela a 23 de Agosto de 1990. É um dos pilotos a competir ao mais alto nível nas provas automobilísticas mundiais, sobretudo na Europa. No ano passado disputou o campeonato GP3 Series com as cores da equipa Carlim, a mesma que representou em 2013 a GP3.Em 2012, Luis Sá Silva estreou-se na Fórmula 3 Euro Series com a equipa Prema Power Team, vencedora da última edição e do Troféu Internacional da FIA, em 2014. O angolano conduziu um Dallara F312 Mercedes-Benz.Em 2012, Luis Sá Silva foi vice-campeão da Fórmula Abarth Asia. Em 2010, o piloto não participou nas competições oficiais por ter contraído uma lesão. Em 2009, Sá Silva foi vice-campeão da Fórmula Renault 2.0 Ásia.