Jornal dos Desportos

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Modalidades

Macovi pode falhar provas nacionais

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 12 de Fevereiro, 2015

Responsável máximo da Escola Macovi esteve de visita à cidade do Lubango onde constatou o desenvolvimento da disciplina

Fotografia: j

A Escola Macovi Sport Club de Luanda pode no decurso deste ano ficar ausente das provas nacionais sob a égide da Federação Angolana de Xadrez, devido a falta de organização administrativa da entidade que rege a modalidade no país.   O alerta é do presidente da Escola Macovi Sport Club de Luanda, Marcelino Correia Victor “Mbeco”, que trabalhou durante o fim-de-semana na cidade do Lubango onde constatou o desenvolvimento do xadrez da sua filial Macovi Huíla.

 “Se não houver organização a nível da Federação Angolana de Xadrez a escola Macovi este ano não participa em nenhuma competição nacional. Por isso,   a nossa participação em provas nacionais vai depender muito do nível organizativo e administrativo da federação.Se não houver isso, nós simplesmente fazemos torneios internos com as nossas filiais. É uma pena, mas temos de estar mais organizados. Então tem de ser a partir da federação”, anunciou o presidente.

 Marcelino Correia Victor “Mbeco” afirmou em entrevista exclusiva ao Jornal dos Desportos que a Federação Angolana de Xadrez tem de se organizar em termos administrativos. Apontou que a questão administrativa e a  ligação entre associações provinciais, clubes e o órgão que rege a modalidade no país "está muito mal".  O dirigente da Escola Macovi Sport Club de Luanda acrescentou que a federação deve melhorar em relação as fichas de inscrições.

 “Temos de reflectir bem se vale a pena participar em provas organizadas pelo órgão reitor da modalidade no país. A federação tem de se organizar administrativamente. Há a necessidade de se rever a nível das fichas de inscrição dos atletas porque muita coisa vai mal na federação”, disse. Marcelino Correia Victor “Mbeco” defendeu a realização de visitas de constatação por parte da federação nas províncias para saber quem faz ou desenvolve o xadrez.

 Revelou existirem províncias que não desenvolvem o "desporto ciência", mas quando a federação realiza a sua assembleias-gerais vão votar e continuam a estragar o trabalho de outras províncias.O presidente da Macovi garantiu que se tudo correr bem e a federação se organizar o objectivo da escola é conquistar troféus em todas as provas dos escalões de formação onde entrar para competir.  Disse que como há previsão de a província da Huíla acolher uma prova nacional na categoria de juniores, se tudo correr conforme nosso propósito a nível da federação, "a escola Macovi vai poder aparecer no máximo da sua força".

Massificação
Números satisfazem
presidente  do clube


Mais de 600 xadrezistas com idades compreendidas entre os quatro e os 16 anos movimentam a Escola Macovi Sport Club de Luanda em cinco províncias do país, disse no Lubango, o seu presidente Marcelino Correia Victor “Mbeco”. “Neste preciso momento temos uma média de 600 xadrezistas nas províncias de Luanda, Malanje, Uíge, Huíla e Lunda Sul a trabalhar nos escalões de formação com idades entre os quatro e os 16 anos”, confirmou. Esclareceu que depois de os jovens completarem 18 anos passam para o outro escalão. Marcelino Correia Victor “Mbeco”, citou como exemplo as Mestres Internacionais Esperança Caxita que aos 16 anos é a melhor xadrezista a nível de África, e a bicampeã africana, Maria Domingos.

“Mbeco” referiu que outras modalidades, sobretudo karaté-Dó, ciclismo de estrada e o futsal no escalão de formação são também praticadas no clube. Sustentou que a direcção do clube tudo tem feito para que essas modalidades se mantenham em franco desenvolvimento. Acrescentou que a par disso, também a escola tem realizado actividades recreativas de bairro com realce para torneios de futsal de todas as idades nos escalões de sub-10, 12, 14 (juvenis, juniores e seniores).
“Estamos a desenvolver essas actividades, tudo na base do projecto de ajudar as comunidades”, realçou.  G.H

Aposta
Núcleo da Huíla beneficia de material


 O Núcleo da Escola Macovi da Huíla beneficiou de quatro tabuleiros completos com as respectivas peças, um tabuleiro mural, bem como algumas t-shirts da marca Escola Macovi Sport Club. A oferta foi feita no último domingo pelo presidente da Escola Macovi Sport Club de Luanda, Marcelino Correia Victor “Mbeco”, que esteve de visita àquela parcela do território  nacional. O dirigente disse que a sua deslocação à Huíla teve como objectivo principal constatar   a realidade do xadrez na sua filial e dar alguns subsídios para que as coisas melhorem dia após dia e a Macovi seja cada vez mais forte nesta modalidade.

 Reconheceu que na Huíla têm despontado muitos talentos a nível nacional, fruto do trabalho que está a ser feito, mas que urge   fazer-se mais. “Agora estamos a falhar um pouco na parte administrativa a nível local”, alertou.Adiantou que a parte administrativa local tem de pedir apoios a nível de alguns empresários para que possam apoiar também o projecto. Marcelino Correia Victor “Mbeco” salientou que com  pouco consegue desenvolver o projecto, porém não consegue desdobrar-se para todas as filiais.  No concernente ao apoio técnico,   “Mbeco” prometeu envidar esforços no sentido de fazer chegar o material às  filiais.  Disse que a Macovi central tem apoiado várias vezes alguns atletas dos Núcleos da Macovi quando viajam para Luanda em competição sobretudo o apoio financeiro, alojamento e transporte.

Oferta
Juca Fernandes aplaude iniciativa


O presidente da Associação Provincial dos Desportos Individuais da Huíla, Juca Fernandes, afirmou no Lubango que a oferta de material serve de incentivo para se continuar a trabalhar no aumento do número de crianças ávidas de aprender o ABC de xadrez.“É mais um incentivo. Como sabe uma das grandes dificuldades é mesmo o material. E este material que chegou vai nos incentivar um pouco mais no sentido de aumentarmos o número de crianças ou captação de outros talentos”, reconheceu.

 Juca Fernandes disse ser triste trazer um número consideravel de crianças dentro de uma sala e ficarem a espera que outros acabem de jogar para poderem utilizar o mesmo material. Com o número de tabuleiros já existente, destacou o responsavel, o que foi acrescentado vai permitir que haja maior agressividade no processo de massificação que está a ser levado a efeito.

Juca Fernandes informou que a associaçao tem estado a trabalhar com um treinador de nacionalidade cubana. Por isso, com o material beneficiado vai engrandecer o grupo e criar mais incentivos.“Mbeco” adiantou que a nível da associação criaram-se algumas linhas de força para o presente ano, que passam por solicitar à classe empresarial local mais apoios e patrocínios para as modalidades individuais.

 O Núcleo da Escola Macovi Sport da Huíla movimenta dez xadrezistas. O dirigente prometeu trabalhar para engrandecer outros grupos com destaque para o Ferroviário da Huíla (com maior número de atletas), Clube Desportivo da Huíla (com dois atletas) e o Sporting Clube do Lubango (com dois xadrezistas).