Jornal dos Desportos

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Macovi revalida ttulos nacionais

Gauncio Hamelay no Lubango - 13 de Maio, 2019

Fortes emoes contagiaram os atletas no Lubango

Fotografia: Vigas da Purificao | Edies Novembro

A Escola Macovi Sport Clube mantém o domínio do xadrez nos escalões de formações no país. O clube de Marceliano Correia Victoro revalidou os títulos de campeões nacionais nas categorias de juvenis e de juniores nos eventos disputados de 6 a 10 do corrente, na cidade do Lubango, província da Huíla. Márcio Filipe, Ferraz André e Olga Costa são os obreiros da consagração.

Márcio Filipe é campeão nacional de Sub-20. Em nove jornadas, o macovista obteve sete pontos, secundado por Ricardo Joelson e Amaro Lutuima (colega de equipa) com sete e 6,5 pontos. À espreita do pódio esteve José Borges, também da Macovi, com 6,5 pontos na quarta posição.

Em Sub-20 feminino, Luzia Pires destronou a Mestre Fide Edinásia Júnior. A  atleta do 1º de Agosto somou 8,5 pontos na liderança e ostenta o título de campeã nacional. Joana Constantino e Edinásia Júnior, ambas da Macovi, quedaram-se na segunda e terceira posições com 8,5 e 6,5 pontos. Sandra Justino, da Macovi, ficou em quarto lugar com 5 pontos.

Categoria Sub-16          

Ferraz André, da Macovi, não teve adversários. Em nove jogos, apenas empatou um. O campeão nacional obteve 8,5 pontos. Elisandro Fernando (Interclube do Namibe - 6,5), Grimaldo dos Santos (Macovi - 6,5) e Jaime Sonhy (Ditrov Caop B - 6,5) quedaram-se em lugares subsequentes.

Em feminino, Olga da Costa, levou a Macovi ao lugar mais alto do pódio com oito pontos. Taiane António (Escola René Castilho do Cunene - 14 anos de idade) quedou-se na segunda posição com sete pontos. Jemima Paulo (Ditrov Casa da Juventude de Luanda) fechou o pódio com 6,5 pontos. Edivânia Martins (colega de Jemima) espreitou o pódio na quarta posição com seis pontos.

Participaram dos campeonatos nacionais 94 jogadores. O maior número jogou a prova dos Sub-16, que registou 43 participantes masculinos em representação de seis províncias, mormente, Luanda, Cunene, Huíla, Benguela, Cuanza Sul e Namíbe. Os eventos foram disputados no sistema suíço a nove jornadas.Elisandro Fernando, xadrezista do Interclube do Namíbe, em Sub-16, foi considerado pelo comité organizador Jogador Revelação.

Formação de mestres  

A boa prestação dos atletas nas selecções nacionais de xadrez é o objectivo da Escola Macovi Sport Clube. Para o efeito, a direcção liderada por Marceliano Correia Victor vai continuar a apostar em treinamento rigoroso para se multiplicar o número de atletas com títulos de Mestres. A garantia é do secretário geral da agremiação, José João.Em declarações ao Jornal dos Desportos, o dirigente referiu que "com o fim dos campeonatos nacionais, o ciclo de preparação volta ao zero".

"Temos de continuar a trabalhar para que a prestação dos nossos atletas nas selecções nacionais sejam de qualidade elevada. Pretendemos aumentar o número de mestres e só com treinamento rigoroso e da nossa força colectiva se pode alcançá-lo", disse.José João destacou que "a Macovi é uma escola de formação de mestres". Por conseguinte, "os nomes da instituição e do país devem continuar a fazer eco nos campeonatos internacionais".

Em 20 anos de existência, a Escola Macovi conta com 300 xadrezistas. A formação começa aos cinco anos de idade, segundo o secretário-geral."Formamos dos cinco aos 18 anos de idade. A força e a dedicação da escola têm o epicentro no presidente e nos patrocinadores que evidenciam esforços para a continuidade do Projecto. Sem os quais seria impossível formar cada vez mais jogadores e fazê-los mestres de xadrez”, sublinhou José João.


CONSAGRAÇÃO
Campeões consideram difícil a conquist
a

Os campeões nacionais nas categorias de juvenis e de juniores consideraram difícil a conquista dos títulos dos campeonatos nacionais decorridos no pavilhão multiuso da Nossa Senhora do Monte, na cidade do Lubango, província da Huíla.A campeão nacional feminina de Sub-20, Luzia Pires, disse que "foi um campeonato muito competitivo", pois as adversárias apresentaram "níveis alto". A atleta do 1º de Agosto revelou que enfrentou dificuldades para vencer Ednásia Júnior e Joana Constantino, ambas da Escola Macovi.

"Ela é uma atleta da selecção nacional e foi difícil vencê-la, à semelhança da sua colega Joana Constantino. Empatámos, mas pretendia vencer. Espero ganhar mais vezes os campeonatos. Só vão esperar boas coisas de mim", garantiu.Com humildade, Luzia Pires disse que foi possível conquistar o campeonato. Agora, a atleta do clube militar tem outras metas definidas: "Nas competições africanas, tracei como objectivo tornar-me Mestre Internacional".

Luzia Pires reconhece que o nível competitivo do xadrez feminino em Angola está em crescimento. As meninas estão a dar o melhor de si para o bem comum."Assim como eu, há meninas a competir em níveis elevado a medida que os anos passam. As novas atletas, que descobriram o amor pelo xadrez, estão muito competitivas", avaliou.A Candidata a Mestre Olga da Costa, da Escola Macovi Sport Clube e da categoria Sub-16, afirmou que as adversárias tiveram um desempenho acima da média. O destaque recai a Taiane Renelsa António, da Escola Rene Castilho do Cunene.

"Foi que mais trabalho me deu. Ela tinha um ataque fulminante e joguei muito abaixo. Num determinado momento, pensei que perderia o jogo. Aproveitei um erro cometido e ganhei-a no final. Essa foi a vitória que me permitiu revalidar o título", frisou.Olga da Costa prometeu vencer mais campeonatos e alcançar o título de Grande Mestre, a maior ambição.Ferraz André, da Escola Macovi Sport Clube, manifestou a satisfação por ostentar primeira vez o título de campeão nacional de Sub-16. O atleta admitiu que não foi fácil conquistar o troféu.“Não foi fácil, mas também não foi tão difícil.

 Apenas tive dois jogadores que tentaram complicar-me. Os níveis técnico e competitivo evidenciados por atletas de outras províncias foram bons. Estão num nível aceitável. Vou continuar a trabalhar arduamente até atingir o título de mestre”, apontou. Estão num nível aceitável. Vou continuar a trabalhar arduamente até atingir o título de mestre”, apontou.O campeão nacional de Sub-20, Márcio Filipe disse que foi muito difícil alcançar o título do campeonato. Antes de terminarem os jogos da nona e última jornada, desconhecia-se o vencedor.  

“Consegui ganhar o último jogo. Venci o atleta que estava na liderança. Graças à vitória do Candidato a Mestre e meu colega de equipa, Amaro Lutuima, sobre o segundo classificado consegui ostentar o título de campeão”, reconheceu. O campeão garante continuar a trabalhar cada vez mais para se apresentar bem no "Nacional Absoluto", bem como ganhar o Africano de juniores e ostentar o título de Mestre Internacional. 
      
REVELAÇÃO
FAX valoriza juvenis e juniores

As provas dos escalões de juvenis e de juniores são as competições mais importantes do calendário nacional da Federação Angolana de Xadrez por constituírem os celeiros do desporto-ciência. A afirmação é do Secretário-Geral da instituição, Manuel Pedro.O dirigente reconheceu que o nível técnico da competição ultrapassou as expectativas da organização. É o indicador da boa representação de Angola no continente africano, no qual amealha grande número de medalhas que o torna "o papão dos escalões de formação".

“Durante a disputa dos 'nacionais', vimos jovens estreantes com um nível aceitável. Apresentaram exibições muito fortes em quase todas as jornadas", avaliou.Manuel Pedro sustentou que "os atletas estreantes ombrearam no mesmo nível com jogadores conceituados na classificação geral final". O resultado de "jogadores sem experiências nas competições nacionais" faz aferir que "o nível é aceitável".

Os campeonatos nacionais apuraram os atletas representantes do país nas competições internacionais, mormente, os Africanos, a decorrerem este ano no Zimbabwe e na Namíbia. O objectivo de Angola é manter os títulos continentais e a hegemonia nas categorias de juniores."Nos últimos seis anos, Angola conquistou de forma alternada os títulos africanos de juniores masculino e feminino.

 Ostentam os títulos de Mestres Internacionais por ganharem três vezes as competições continentais. Agora, ostentam também as normas de Grandes Mestres por ganharem três vezes os mesmos campeonatos", explicou.Após a homologação dos campeonatos nacionais, a Direcção Técnica da Federação Angolana vai anunciar os convocados para as selecções nacionais.
      
RECONHECIMENTO
Direcção enaltece dedicação de atletas

O secretário-geral da Escola Macovi Sport Clube, José João, enalteceu os esforços empreendidos pelos xadrezistas para revalidar os títulos nacionais nos campeonatos de  juvenis (masculino e feminino) e o de juniores masculino. Satisfeito com os resultados, disse que foi uma participação "super fantástica" e felicitou os jogadores pelos êxitos. 

Revelou que os jogadores da Macovi Sport Clube trabalham muito para manterem sempre os níveis altos. Em cada campeonato, entram simplesmente com um único objectivo: vencer. “No ano passado, conseguimos vencer todas as provas. Este ano, falhámos o campeonato nacional júnior feminino. Com muito trabalho, vencemos os outros três. Então, só tenho de me sentir bastante feliz”, enalteceu. 

O dirigente agradeceu a todos aqueles que apoiam o clube com destaque para os patrocinadores e o presidente do clube. “Agradecemos a todos os nossos patrocinadores e ao presidente de direcção por este título.É graças ao presidente Correia Victor "Mbeco", que mesmo incomodado, faz um grande esforço para manter a Escola Macovi de pé, com força e cada vez mais credível. Só temos de agradecer a todo mundo. Aos patrocinadores, o nosso muito obrigado e continuem connosco. Continuamos aqui a fazer o nosso trabalho  e a somar mais títulos”, regozijou. 

José João admitiu ter encontrado muitas dificuldades ao longo da competição. Todo o clube participante tem como estratégia criar bastantes dificuldades aos adversários. Por este motivo, apontou, não deixaram de fazer isso. “Apesar disso, a Macovi é uma escola que trabalha bastante e esforça-se muito. Conseguimos ultrapassar os adversários que deram o máximo de si. A Macovi sempre saiu melhor e estou muito feliz”, salientou.  

Tecnicamente, a competição esteve com um nível bom, segundo José João. O dirigente louvou o surgimento de novas escolas de xadrez que emprestaram outro alento à prova. “O nível organizacional recebe a nota 50, em 100 possíveis. Geralmente, quando se trata de campeonatos de juvenis e juniores, as províncias devem ver a nível organizacional como vão receber as caravanas.

 Digo isso, porque saímos das nossas localidades para o palco da competição de modo a encontrar o apoio das estruturas locais. Infelizmente, chegamos e o clube pagou o alojamento e a alimentação. Isso fica meio difícil suportar a situação", criticou.José João aconselha as associações provinciais a entregarem-se mais um pouco nos eventos da classes de formação por se tratar de crianças que precisam de apoios
"Para fazerem uma boa competição, as nossas crianças precisam de estar bem", reiterou.