Jornal dos Desportos

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Modalidades

Malásia renuncia contrato com F1

22 de Novembro, 2016

Ia 'agitar' as coisas, com os carros mais leves e mais rápidos

Fotografia: AFP

O futuro do GP da Malásia foi posto em dúvida no mês passado, depois de uma reunião entre  accionistas de Sepang e o Ministério das Finanças, após baixas vendas de ingressos e poucos números de audiência na TV, da história do evento. O ministro da Juventude e Desportos da Malásia, Khairy Jamaluddin, disse que o GP é muito caro e que o país deve concentrar-se somente na corrida de MotoGP.

Sepang tem acordo para sediar o GP de F1, por mais dois anos, mas o ministro de turismo e cultura Nazri Abdul Aziz disse ontem, que o contrato não ia ser renovado."O acordo actual é de 2016 a 2018. Assim, uma vez que termine, não será renovado", disse Aziz à media local."O comparecimento à F1 está a cair e estamos a gastar 97 milhões de dólares por ano". Os custos da F1 aumentaram 10 vezes, em comparação  à primeira vez que foi realizada." A notícia vem depois de Bernie Ecclestone falar que Singapura também quer desistir da corrida de Fórmula 1.

Ecclestone sugere
dois grandes prémios

Enquanto isso, o director - executivo da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, defendeu no  domingo, a divisão dos grandes prémios em duas corridas, para tornar "mais atractiva" a prova- rainha do desporto automóvel. Numa entrevista ao jornal inglês Sunday Times, publicada na segunda-feira, Ecclestone  acredita que duas corridas de 40 minutos, em cada grande prémio, com um intervalo que permita aos pilotos concederem entrevistas, ia cativar maiores audiências, patrocinadores e publicidade.

O britânico, de 86 anos, mostrou  dúvidas sobre a receptividade do actual 'patrão' da Fórmula 1, o magnata norte-americano John Malone, que comprou recentemente os direitos do Campeonato do Mundo. "As pessoas têm períodos de atenção mais curtos, e muitas modalidades estão a procurar fórmulas que reduzam o tempo dos jogos ou competições", justificou Ecclestone.

Para sustentar a sua ideia, o responsável deu o exemplo do recente Grande Prémio do Brasil, cujas audiências dispararam em virtude da corrida ter sido interrompida devido aos acidentes, e à forte chuva que caiu no circuito de Interlagos, em São Paulo. "As audiências subiram no Brasil. Com a chuva e os acidentes, tivemos uma corrida longa, que acabou por ser na prática duas partidas, devido às bandeiras vermelhas", lembrou.

Neste sentido, Ecclestone desafiou os responsáveis a reverem o actual conceito de "corrida longa", e a pensarem numa prova com duas corridas de 40 minutos, com um intervalo do mesmo tempo, para permitir "entrevistas aos pilotos e afinações dos monolugares". "Seria muito mais atractivo para os espectadores e para os investidores em publicidade. Todos iam gostar. Ia 'agitar' as coisas, com os carros mais leves e mais rápidos", prognosticou.