Jornal dos Desportos

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Manuel António exalta compatriotas

23 de Dezembro, 2014

O corredor angolano, Manuel António, encorajou ontem no Lubango os seus compatriotas participantes na 59ª edição da corrida de fim de ano, a São Silvestre de Luanda, que sai à rua, às 18h00, do último dia do ano, a ter vontade, coragem e determinação para alcançar resultados positivos, durante a prova mais importante do calendário de competições da Federação Angolana de Atletismo.

O meio-fundista, que se encontra no Brasil a beneficiar de uma bolsa de estudo, no âmbito da Solidariedade Olímpica, admitiu que a prova é dura, dado o alto nível competitivo dos atletas estrangeiros, principalmente, quenianos, etíopes e eritreus. Para constarem entre os 29 primeiros classificados, Manuel António disse que a receita dos angolanos passa pela boa preparação para entrar na casa dos 31 minutos. Para além da condição física, disse, “há condições psicológicas que levem a atingir esse tempo”.

“O nosso desporto nacional é feito com muita garra e determinação, apesar da falta de incentivos, o que dificulta correr abaixo dos 30 minutos nos dez quilómetros. Contudo, vamos apoiar os nossos fundistas para que consigam finalizar a prova entre os dez ou 20 primeiros classificados”, disse.
Manuel António apelou aos angolanos participantes da São Silvestre de Luanda a não baixar a guarda, quando se depararem com um adversário numa posição adiantada.

Quem se preza em vencer uma prova, “deve vencer  barreiras psicológicas: a vontade e a coragem sobrepõem-se ao sacrifício de alcançar os intentos”. Quanto ao jogo de equipa que se propala nos últimos anos, Manuel António disse que “muitas vezes não funciona por ser uma prova com muita rapidez à partida”. Os atletas dispersam-se após o tiro de largada e isso dificulta a estratégia de equipa. “Quem tiver velocidade à partida consegue acompanhar os estrangeiros nos primeiros quilómetros, onde são mais fortes e velozes. Não há grupo que consiga ter todos os atletas com o mesmo nível de arranque”, justificou.

ATLETA VAI CORRER
a sua participação na 59ª edição da São Silvestre de Luanda, sem grandes ambições. O atleta de meio fundo almeja melhorar a marca pessoal, uma recomendação do seu treinador.  “É uma força que trago do Brasil. Treinei um pouco especificamente para dez quilómetros, apesar de ser atleta de meio fundo e espero constar entre os 20 primeiros classificados”, disse.
GAUDÊNCIO HAMELAY- LUBANGO