Jornal dos Desportos

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Modalidades

Manuel Barros Pedro sugere criao de estruturas

16 de Maio, 2017

Manuel Barros Pedro, sugeriu a criao de outras estruturas

Fotografia: Jornal dos Desportos | Edies Novembro

O capitão do Clube de Golfe de Luanda, Manuel Barros Pedro, sugeriu a criação de outras estruturas para juntar-se ao Ministério dos Desportos, no sentido de atingir os objectivos preconizados para a modalidade.

Em declarações à imprensa, à propósito do Campeonato de Golfe que decorre em Luanda, Manuel Barros Pedro, afirmou que a expansão da modalidade não depende só da existência de campos, mas de um trabalho persistente em que todos se envolvam.

Na opinião do golfista, a modalidade não se ia expandir apenas com a existência de mais campos, mas com um trabalho aturado em que todos os ministérios se envolvessem. “ De qualquer maneira, é possível começar com algumas academias”, adiantou.

A instalação de Driving Range na cidade e nas zonas periféricas de Luanda, podia levar o golfe às escolas, no entanto, é uma situação que passa por um trabalho ininterrupto, porque as pessoas não andam em plena cidade com os sacos de golfe às costas, precisam de apoios com viaturas, bolas.

Segundo o golfista, existe um grande problema em relação ao campo do Morro dos Veados, que dista 20 quilómetros do centro da cidade, porque as pessoas têm dificuldades em lá chegar, já que os transportes públicos não funcionam, para além de outras limitações financeiras que os cidadãos têm de frequentar o local.

“Acho que deve haver um trabalho muito sério, com cabeça, tronco e membros, para avançar com um projecto dessa natureza, do tamanho daquele que se pretende face às exigências a nível do nosso continente, em que se integrem  mais mulheres e jovens”, afirmou.

Recordou ainda, que independentemente do golfe ser uma modalidade desportiva, também é terapêutica, porque várias pessoas tem determinadas debilidades físicas que podem ser ultrapassadas a  praticar golfe.

Para além disso, prosseguiu o golfista, existe um outro proveito que as pessoas não se apercebem, pois nas voltas que fazem a andar, podem fazer duas coisas: a primeira, são os passeios, que as pessoas recebem de recomendação médica, devido ao stress da cidade de Luanda.

O segundo facto, é que a jogar  golfe num percurso de 18 buracos, tem como benefício a queima de aproximadamente 1350 calorias, e percorre-se cerca de 12 quilómetros a pé, e isso é benéfico, para qualquer idade e qualquer sociedade.

Manuel Barros não acredita na massificação da modalidade, mas admite que passos concretos para a organização do golfe podem ser dados.
Questionado se o golfe é ou não um desporto caro, o capitão do clube de golfe diz que   só é caro, se depender dos campos e clubes em que as pessoas se propõem ser sócios.

“ No campo de golfe do Morro dos Veados, que é pelado, pode-se praticar e pagar uma cota de 200 dólares, por ano, como sócio. Os  Mangais tem os custos mais elevados,  precisam de manutenção e o sócio precisa ter uma viatura em condições para a sua deslocação, entre outras ofertas”, finalizou.