Jornal dos Desportos

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Modalidades

Manuel Padro defende melhoria dos regulamentos

GAUDNCIO HAMELAY | NO LUBANGO - 01 de Setembro, 2018

O dirigente manifestou-se satisfeito, pelo facto da tradicional corrida dos 200 km da Hula

Fotografia: Dombele Bernardo | Edies Novembro

A melhoria nos regulamentos competitivos, segurança e a relação Federação e as Associações são entre vários aspectos defendidos no Lubango pelo vice-presidente para Comunicação e Marketing da Federação Angolana de Desportos Motorizados (FADM), Manuel Padrão Júnior.
O dirigente manifestou-se satisfeito, pelo facto da tradicional corrida dos 200 km da Huíla, em automobilismo e motociclismo disputada no Lubango, no âmbito das Festas de Nª Sr.ª do Monte, padroeira da Cidade, terem decorrido sem sobressaltos e com uma moldura humana excepcional.  Do ponto de vista desportivo, indicou o dirigente federativo, os automóveis e motos em diversas categorias correram muito bem, o que é regozijante para todos quando não se registam incidentes graves. Porém, urge melhorar alguns aspectos, tanto organizativos, regulamento, segurança e de competição.
  “Ficamos todos satisfeitos, porque a prova correu muito bem, a moldura humana foi excepcional. Do ponto de vista desportivo, as máquinas e motos correram muito bem. Estamos todos de parabéns. Porém, temos de melhorar alguns aspectos, tanto organizativos, como de competição. Não podemos perder, e isso, não pode acontecer, o que é entusiasmo de todos os agentes que participam no desporto motorizado. O que eu quero dizer com isso, é que atingimos um determinado patamar, mas temos de melhorar. Temos de dar um salto. Não podemos ficar contentes, só com o que vimos hoje (domingo)”, defendeu.
 O vice-presidente para Comunicação e Marketing da Federação Angolana de Desportos Motorizados, citou que a Federação depende muito dos clubes, enquanto os pilotos e as equipas da sponsorização.
 “Mas os patrocinadores, também para investirem, têm de ter retorno. Então, todos nós, em conjunto, temos de melhorar os aspectos competitivos para que depois os patrocinadores sintam firmeza e consigam o retorno dos investimentos que fazem”, sustentou.
 O responsável pela área de Comunicação e Marketing da FADM, deu a conhecer que faltam 4 provas para o término do Campeonato Angolano de Velocidade (CAV). Acrescentou que o Grande Prémio do Huambo, vai realizar-se dentro de 15 dias.

Revelação
Desporto motorizado pode contribuir para turismo nacional

 A aposta no desporto motorizado vai também contribuir para o desenvolvimento do turismo no país, é um dos sectores que o Executivo destacou no Lubango, o vice-presidente para Comunicação e Marketing da Federação Angolana de Desportos Motorizados (FADM).
 Manuel Padrão Júnior ressaltou, que o turismo constitui uma grande questão a levar em consideração no desporto motorizado, por ser uma das modalidades em que se tem prestado pouca atenção, mas que arrasta muita gente.
 Acrescentou, a título de exemplo, basta ver o que acontece no mundo inteiro, em que milhares de turistas se deslocam para assistir nos países que acolhem as provas de F1, Grandes Prémios de Motos, entre outros eventos.
 Apontou, que em Angola, apesar da modalidade arrastar multidões de gentes de diversas provinciais, para assistir a tradicional corrida dos 200 km da Huíla, em automobilismo e motociclismo, rallys, motocross, karting, entre outros eventos, ainda não se aposta no turismo, vertente que pode ajudar na arrecadação de receitas para o Estado.
 “O desporto motorizado, de facto, é das poucas competições que ainda não é vista para contribuir no turismo angolano,  basta ver o que acontece no mundo inteiro. A aposta no desporto motorizado vai também contribuir para o que é um dos sectores que o Executivo determinou, que seja um dos factores do desenvolvimento do nosso país, um desafio do sector do turismo que movimenta muita moldura humana. Todavia, é preciso criar políticas que contribuam nas diferentes ofertas turística-desportiva”, salientou.
 Frisou, que no turismo desportivo, as pessoas viajam não só para conhecer sítios diferentes, ou para terem oportunidades de descanso, mas cada vez mais existe a procura de novas experiências e vivências. “Para tal, é necessário que se aposte no turismo desportivo”, rematou.