Jornal dos Desportos

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Mquinas roncam hoje no Grande Prmio de Itlia

04 de Junho, 2017

Maverick Viales superou a queda sofrida na sexta-feira

Fotografia: AFP

O italiano, que corre o GP da Itália com dores após uma queda enquanto treinava de motocross na última semana, foi o mais rápido no treino livre desta manhã e foi superado por apenas 0s239 pelo parceiro. Rossi, que corre com capacete em homenagem ao ex-jogador Francesco Totti, chegou a cair no final do TL4, mas sem consequências.Andrea Dovizioso colocou a primeira Ducati fechando a primeira fila do grid. Atrás do pilto da moto 04, veio a grande surpresa do treino, Michele Pirro. Wildcard da equipa de fábrica da Ducati, o italiano vai abrir a segunda fila que terá as duas Hondas, com o vice-líder do campeonato, Dani Pedrosa, à frente de Marc Márquez.

Vencedor no último ano, Jorge Lorenzo sairá do sétimo, com Álvaro Bautista em oitavo e Danilo Petrucci, que chegou a liderar a sessão, em nono. A largada para o GP da Itália está programada para as 13h00 tempo de Angola.

Enquanto isso, Jorge Lorenzo, mesmo saindo apenas da terceira fila do grid no GP da Itália que se disputa hoje, Jorge Lorenzo está animado com o rendimento de sua Ducati Desmosedici GP17. Perguntado se ele sente que pode lutar pelo pódio em Mugello saindo de sétimo no grid, Lorenzo disse: "Eu gostaria de mais do que um pódio. Gostaria de fazer uma boa largada e poder ter um ritmo semelhante aos melhores. Se isso me der um pódio, ficarei muito feliz. Se eu não conseguir terminar no pódio, mas estiver muito perto do vencedor, também ficarei feliz.

"Lorenzo é uma das três Ducati de fábrica entre os sete primeiros, com Andrea Dovizioso se juntando à dupla da Yamaha na primeira fila e o wildcard Michele Pirro se qualificando quarto. Terminando a sessão a 0s577 da pole e a 0s317 de Dovizioso, Lorenzo lamentou não ter sido tão rápido quanto aos seus parceiros na classificação.

"Por algum motivo, nesta pista eu nunca fui realmente explosivo para uma volta", disse ele. "Eu me sinto mais confortável do que nunca, mas ainda não foi o suficiente para tirar proveito de todo o potencial.” Há algo ainda que perdemos. Por exemplo, as Yamahas melhoraram um segundo. Só consegui melhorar 0s5 ou 0s6. Essa é a diferença. Em ritmo de corrida não há uma diferença tão grande."

Dovizioso: "Melhor
sensação desde o Catar"

A Ducati vai largará na primeira fila do grid pela primeira vez em 2017. O responsável por isso é Andrea Dovizioso, que sairá em terceiro. "Eu realmente não tive a sensação de fazer um bom tempo de volta e estar na primeira fila. Mas todas as Ducati estão indo muito bem neste fim de semana, então estou feliz com isso. Acho que amanhã a Ducati pode ter um bom resultado.” Rossi lembra Totti e Hayden em capacete para GP da Itália.


CONCORRÊNCIA
Rossi consegue segunda posição


Valentino Rossi conquistou uma grande segunda posição para o GP da Itália de hoje. O piloto, além de contundido, ainda caiu no TL4 antes de se classificar para o Q2 após liderar o TL3 da manhã de ontem. O piloto de 38 anos, que na semana passada passou uma noite no hospital depois de um acidente de motocross, disse que se recuperar da queda para o segundo posto foi um resultado bom.

"De manhã eu tive um bom ritmo com os pneus da corrida, e no final fiz uma boa volta e fiquei no topo. Nesta tarde tive uma boa sensação, mas, infelizmente, no final cometi um erro na Correntaio e saí na sujeira. Felizmente eu danifiquei apenas a segunda moto, ainda tinha a melhor moto pronta. Mas perdi um pouco de sensação. A classificação foi difícil, então este segundo lugar é mais importante do que o normal. De mim para a segunda fila estamos todos muito próximos."

Depois de sofrer com dor no braço na sexta-feira, Rossi disse que já não se sente tão mal, mas fala que a corrida promete ser complicada. "Estou indo melhor a cada dia, estou tendo uma boa recuperação", acrescentou Rossi. "Eu não tenho nenhuma dor quando estou na moto, isso é muito importante.

Eu precisava de mais tempo para me recuperar. Eu acho que amanhã a corrida será mais difícil que o normal, mas espero poder melhorar de hoje para amanhã."

Piloto procede homenagens

Como de costume, Valentino Rossi estreou ontem um novo desenho do seu capacete para o GP da Itália. Desta vez, ele dedicou o design ao amigo falecido Nicky Hayden e ao jogador futebol aposentado recentemente Francesco Totti.

Valentino Rossi, que corre normalmente com seu número 46 ao lado do casco, neste final de semana terá um '469', combinando o seu número com o 69 de Hayden, em homenagem ao norte-americano. O desenho também faz referência a Francesco Totti, recentemente aposentado do futebol aos 40 anos de idade. O italiano na semana passada deu o adeus ao Roma depois de uma carreira de vinte anos.

O capacete traz em cima Valentino com a camisa da Itália com o número 46 com o dizer: "mo je faccio er Cucchiaio", fazendo referência a uma frase histórica pronunciada por Totti na semifinal da Eurocopa de 2000, antes de bater o penalti decisivo de cavadinha contra a Holanda. Também na parte de trás há uma bandeira da Itália com a inscrição: "Um capitão... só há um capitão. A velocidade está aqui, estou feliz por isso e o tempo de volta na classificação confirmou o excelente trabalho que fizemos neste fim de semana. É o melhor fim de semana deste ano para nós. A sensação é a melhor que sinto desde o Catar."


POSIÇÃO
Suzuki desconversa sobre ideia de equipa satélite


Depois de perder Maverick Viñales para a Yamaha no fim do ano passado, a Suzuki vem enfrentando uma temporada difícil em 2017. Com Alex Rins machucado desde a terceira prova do ano e Andrea Iannone apenas em 15º no campeonato, a equipa vai tendo uma campanha abaixo do esperado.

Com as dificuldades, a escuderia de Hamamatsu – que chegou a falar em ter equipas satélite em breve na MotoGP – pode rever os seus planos.

As fabricantes rivais, Aprilia e KTM, também declararam sua intenção de comercializar motos extras no próximo ano, mas o chefe da equipe Suzuki, Davide Brivio, acredita que as hipóteses de mais GSX-RR estarem no grid em 2018 são pequenas.

"A Suzuki é uma empresa muito grande, mas o orçamento que dedica às corridas não é tão alto. Criar uma equipa satélite esgotaria os recursos da equipe de fábrica.Nosso progresso parou um pouco. Digamos que está ‘em espera’. Tememos que perder os recursos que seriam alocados para uma equipe satélite possa nos causar problemas."

Continuando:"Essas duas motos extras seriam de grande ajuda na obtenção de dados. Mas a Suzuki nunca teve uma equipe satélite. Além disso, esta é a primeira vez que a equipe está totalmente em casa."