Jornal dos Desportos

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Marc Márquez lidera treinos

17 de Outubro, 2015

Marc Márquez destaca velocidade de Jorge Lorenzo nas sessões de treinos livres para o Grande Prémio da Austrália

Fotografia: Kazuhiro Nogi / AFP

Hoje é dia de qualificação da grelha de partida para o Grande Prémio da Austrália, em MotoGP, que se disputa amanhã, no circuito de Phillip Island, em Vitória. A decisão do título da época 2015 coloca Valentino Rossi e Jorge Lorenzo no centro das atenções. Os dois pilotos da Yamaha estão separados por 18 pontos com vantagem para o italiano.

O líder do Mundial de Pilotos deseja terminar a prova à frente de Jorge Lorenzo para cimentar a classificação e aproximar-se ao título. Em meio a desavenças nas relações entre os dois pilotos da Yamaha, a ambição de Rossi vai exigir outros suplementos.

Marc Márquez foi o mais rápido na segunda sessão de treinos livres de ontem e deixou o recado de corrigir o erro do ano passado, quando caiu na última volta. Nos últimos minutos de treinos, o espanhol da Repsol Honda cravou 1min29s383 e atingiu o topo da tabela de tempos.

Na segunda posição ficou Jorge Lorenzo, mais lento que Marc Márquez em 0s050. O número 99 da Yamaha esteve boa parte da sessão de treinos livres como o líder, seguido de perto por Valentino Rossi.

Com pneu macio na traseira, Maverick Viñales registou 0s135 mais lento que Marc Márquez e colocou a Suzuki no terceiro posto de classificação.
Andrea Iannone também apresentou melhoria nos instantes finais e pulou para a quarta posição, seguido por Cal Crutchlow. Dani Pedrosa esteve a 0s493 mais lento que o seu companheiro de equipa Marc Márquez e ficou em sexto.

Danilo Petrucci apareceu em sétimo, à frente de Bradl Smith. Valentino Rossi passou a sessão colado a Jorge Lorenzo, mas terminou em nono lugar, a 0s658 de Marc Márquez.

No top-10, Aleix Espargaró encerrou o pódio com a sua melhor performance, à frente de Jack Miller.

Após os treinos livres, Marc Márquez citou que Jorge Lorenzo é muito rápido.

“Mais uma vez, Jorge é muito rápido, mas estamos a trabalhar bem, temos um bom ritmo e pudemos fazer uma boa volta. O importante é que as mudanças feitas no setup da moto nos permitiram melhorar”, apontou.

O bicampeão mundial mostrou-se satisfeito com trabalho feito com a sua equipa e também com o acerto da RC213V.

“No geral, foi um bom dia. A sessão desta manhã foi um pouco complicada, porque tinha uma chuva fina, mas ainda podíamos ser rápidos. De tarde, trabalhamos bastante no acerto da moto para a corrida, pois vai ser realizada num horário similar, e demos um passo à frente”, avaliou Márquez.


EM PHILLIP ISLAND
Rossi mostra tranquilidade


No primeiro dia de treinos para o Grande Prémio da Austrália de MotoGP, Valentino Rossi mostrou tranquilidade e disse que apenas precisa trabalhar um pouco na YZR-M1. O líder do Mundial completou a sessão na nona posição. O piloto da Yamaha registou ontem a sua melhor volta em 1min30s041 e ficou a 0s652 de Marc Márquez, o mais rápido do dia em Phillip Island.

Apesar do atraso e da diferença para Jorge Lorenzo, que ficou em segundo, Valentino Rossi manifestou a afinação necessária para a YZR-M1.
“O feeling não foi tão mal, especialmente, porque o meu ritmo nesta tarde foi bem bom. Mesmo com um pneu usado, pude fazer bons tempos de volta”, disse Rossi.

O veterano piloto disse que não foi forte o bastante para fazer uma volta rápida com os pneus novos. Contudo, a equipa testou o pneu dianteiro assimétrico que todos usaram e "o feeling não foi tão mal".

Valentino Rossi assegurou que têm de trabalhar um pouco mais na moto e esperar por boas condições hoje.

"Vamos tentar trabalhar para melhorar em alguns pontos e sermos mais fortes", disse.

JORGE RECLAMA
DAS CONDIÇÕES

Em termos de acerto da moto e de ritmo, Jorge Lorenzo está satisfeito. O que deixou o bicampeão insatisfeito no primeiro contacto com a pista de Phillip Island, palco do Grande Prémio da Austrália, foram as condições do traçado do fim de semana.

Jorge Lorenzo liderou o primeiro treino e foi segundo na sessão realizada na parte da tarde, apenas 0s05 mais lento que Marc Márquez.
O vice-líder do campeonato ainda viu o líder, Valentino Rossi, fechar a sessão vespertina apenas na nona posição.

Após o encerramento das actividades no solo australiano, o espanhol falou a respeito das impressões que teve tanto da moto, quanto da pista.
"Tentamos algumas configurações diferentes, mas temos uma boa base, no geral", elogiou.

Lorenzo assegurou que a pista estava "muito escorregadia, muito pior do que há dois anos e no ano passado; também está mais ondulada, mas é o mesmo para todos".

"O nosso ritmo é muito bom, apenas precisamos melhorar um pouco a aceleração e alguns outros detalhes para amanhã", concluiu.


GRELHA DE 2016
Marc VDS contrata Jack Miller


A Marc VDS vai ter duas motos na grelha da MotoGP em 2016 e Jack Miller foi o piloto escolhido para formar dupla com Tito Rabat na empreitada da equipa na próxima época. O australiano, que tem apenas 20 anos, estreou pela LCR em 2015, depois de saltar directo da Moto3 para a classe-rainha do Mundial de Motociclismo. No seu último ano, perdeu o título da Moto3 por apenas dois pontos diante de Álex Márquez após uma batalha que durou todo o ano.

A contratação foi possível após a Marc VDS chegar a um acordo com a Honda para colocar duas motos na pista. Jack Miller vai carregar a tradicional pintura da Marc VDS.

A equipa também é estreante em 2015 e contou com o piloto Scott Redding. A equipa LCR não deseja continuar com duas motos.

“Estou muito entusiasmado com essa possibilidade dada pela Honda e a Marc VDS. Sei que é uma equipa boa, forte e experiente; também pode construir uma boa estrutura para que possa lutar por boas posições no ano que vem. Como já temos um ano de experiência na classe principal, sinto que podemos ganhar com essas experiências e conquistar bons resultados com a Honda”, afirmou Miller.

O chefe da Marc VDS, Michael Bartholemy, comemorou que “finalmente” conseguiu assinar com Miller.

“Queríamo-lo em 2013, porque identificámos nele talento para ter sucesso. Isso não mudou. Este seria um ano difícil de transição para ele, mas, para quem pulou directo da Moto3 para a MotoGP, fez um ano bem sólido até agora. No ano que vem, Jack vai beneficiar de ter a Marc VDS por trás e, com uma moto competitiva, estou confiante de que isso é exactamente o que precisa para mostrar todo o seu potencial”, declarou.


MOTO2
Rins caça tempo
de Sam Lowes


A segunda sessão de treinos livres da Moto2 para o Grande Prémio da Austrália, ficou marcado pela ousadia de Álex Rins nas voltas finais. O espanhol deu 23 voltas e a melhor fez em 1min33s106, numa persistência de resultado em Phillip Island. Com o tempo, baixou para o segundo lugar Sam Lowes que liderou a primeira sessão livre. Tito Rabat sofreu uma queda e há suspeita de lesão no punho direito, o mesmo que havia fracturado recentemente.

As últimas voltas também registaram outros números. Lorenzo Baldassarri anotou 1min33s305 e saltou para a terceira posição à frente de Takaaki Nakagami.

Jonas Folger ficou com o quinto lugar a 0s312 do líder, seguido por Sandro Cortese. Mais abaixo surgiram Tom Luthi e Mika Kallio.

Johann Zarco, campeão antecipado na presente época, fez uma sessão discreta e fechou o dia com 1min33s590, marca que o coloca na nona posição à frente de Hafizh Syahrin.

O TREINO

Sam Lowes começou a sessão na liderança com 1min34s123, mas foi batido por Tom Luthi pouco depois. O britânico respondeu a seguir, igualou a marca do suíço e instalou-se no comando. Takaaki Nakagami vinha em terceiro, à frente de Jonas Folger e Azlan Shah.

Instantes mais tarde, Nakagami acertou a volta em 1min34s010 e assumiu a liderança, com 0s006 de vantagem sobre Sam Lowes, que também tinha melhorado.

Sem muita demora, Sam colocou a casa em ordem e recuperou o comando da sessão, ao abrir 0s129 de vantagem sobre Takaaki. Poucos segundos depois, Folger tomou a frente por 0s012, mas perdeu para Luthi.

Lowes não se intimidou e, na sexta volta da sessão, chegou em 1min33s153, abrindo 0s480 de vantagem sobre Luthi. Folger, Nakagami e Álex Rins completavam o top-5.

Os pilotos foram aos boxes pela primeira vez na sessão. Lowes liderava, com Luthi, Folger, Nakagami, Rins, Zarco, Cortese, Corsi, Siméon e Axel Pons completando o top-10.

Ainda em recuperação de uma cirurgia no braço esquerdo, Tito Rabat perdeu a traseira da Kalex na curva 11 e sofreu um tombo feio. Tito levantou-se, mas a preocupação com o braço recém operado era clara.

De volta à pista, Nakagami subiu para segundo, 0s219 atrás de Lowes. Luthi caiu para terceiro, à frente de Folger e Rins.

Estreante na Moto2 em 2015, Ález Rins saltou para terceiro lugar pouco depois, 0s345 atrás do líder da sessão. 

Depois de uma nova passagem pelos boxes, Folger melhorou a sua marca e subiu para terceiro, 0s034 à frente de Rins. Zarco era o quinto, seguido por Luthi.  A dez minutos para o fim da sessão, a organização do Mundial informou que Rabat tinha sido levado ao centro médico com suspeita de lesão no punho esquerdo.