Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Mrcio Barbosa confessa transfuso

17 de Maio, 2014

Mrcio Barbosa o terceiro ciclista portugus a ser apanhado nas malhas do doping

Márcio Barbosa é o terceiro ciclista português a ser apanhado nas malhas do doping através do passaporte biológico, pelo que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa (FPC) suspendeu-o de toda a actividade desportiva por dois anos, pena a vigorar do dia 8 deste mês  ao mesmo dia de 2016.

Paralelamente ao castigo desportivo, ao atleta foi ainda aplicada uma multa de 1.300 euros, decidiu  também o mesmo órgão eliminar todos os resultados desportivos do ciclista desde o dia 1 de Agosto de 2012, data em que começaram a ser detectadas as irregularidades no passaporte biológico.

MEA CULPA
O jornal Record teve acesso ao processo e pôde verificar que Márcio Barbosa, em sede de inquérito, confessou ter tomado eritropoietina (EPO) na preparação da Volta a Portugal de 2012, admitiu  também ter feito uma transfusão de sangue durante a mesma prova, mas em 2013 foi coroado vencedor do prémio da montanha.

O corredor garantiu, porém, que a equipa, LA-Antarte (colegas, técnicos, médico e pessoal de apoio) ignorava as suas práticas.
Seja como for,  “mea culpa” não chega para atenuar a pena aplicada, uma vez que Márcio Barbosa não revelou a quem comprou a EPO, nem quem o ajudou no processo de transfusão sanguínea.

O ciclista, de 28 anos, é o terceiro a ser apanhado no pelotão, depois de Sérgio Ribeiro e António Amorim terem sido os primeiros no ano passado.

CICLISMO
 “Purito” abandona Giro


O ciclista espanhol Joaquim Rodríguez (Katusha) desistiu da Volta a Itália, em que era considerado um dos favoritos, devido a uma fractura de três costelas e um dedo na sequência de uma queda na etapa de quinta-feira.

“Dói deixar o Giro, mas não há outra opção. A estrada estava muito escorregadia e íamos a 60 quilómetros por hora. Bastava tocar no travão para ir ao chão. Mas estes são os riscos que corremos sempre. Estar à frente para lutar pela vitória é o nosso trabalho”, lamentou o segundo classificado da prova em 2012.

Em declarações difundidas pela Katusha, “Purito” não culpa a organização da Volta a Itália nem as estradas locais por ter sido forçado a desistir daquele que era o seu principal objectivo desta temporada.

“Depois do acidente subi para a bicicleta, mais por determinação, mas rapidamente dei-me conta do problema que tinha, porque custava-me respirar”, explicou o catalão, que revelou também que já tinha partido duas costelas na Amstel Gold Race.

“Estou muito decepcionado, especialmente depois do rendimento da equipa na terça-feira em Viggiano. Os nove ciclistas da equipa estavam muito preparados para esta prova”, completou.

Depois de acabar a sexta etapa, o líder da Katusha foi levado ao hospital de Santa Scolastica, de Montecassino, para submeter-se a vários exames, que revelaram a fractura de três costelas e o dedo polegar da mão esquerda.

“Purito” esteve envolvido numa das quedas finais da etapa, que apanhou também o português André Cardoso (Garmin), que em seis etapas já acumula quatro quedas.