Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Maria Pedro ensaia protectores

Silva Cacuti - 05 de Março, 2015

Maria Pedro foi operada a face e disputou o “Angola 40 anos” com máscara protectora

Fotografia: José Cola

As frequentes queixas contra os árbitros deveriam ser levadas mais à sério por quem está em poder de decisão na Polícia ou no poder judicial. O conselho é do porta-voz da direcção para o futebol do 1º de Agosto, Carlos Alves, em entrevista ao Jornal dos Desportos. O porta-voz da direcção do futebol militar diz acreditar que há muitos indícios para se iniciar uma investigação séria e capaz de dissipar em definitivo todas as suspeitas de corrupção de que há muito se fala.

O clamor do 1º de Agosto e de outros clubes tem de ser escutado o mais rápido possível senão Carlos Alves mostra-se convicto de que o futebol nacional vai continuar a regredir. "Não nos estamos a queixar por termos perdido, já perdemos jogos e ficamos calados, o que nos preocupa é a verdade desportiva, há equipas que julgam jogar muito mas não jogam nada", garantiu.

Se ninguém quiser avançar com uma investigação, os militares alertam que a situação pode fugir do controlo, pois os danos vão ser irreparáveis.
"Quando acontecerem mortes nos estádios é que as pessoas vão querer agir, não é preciso morrer ninguém para se acabar com o que se tem passado nos nossos campos", avisou.

O 1º de Agosto tem sido punido de maneira sucessiva nos últimos anos por causa dos excessos dos seus adeptos, a equipa tem cumprido jogos à porta fechada, também tem pago multas. Mas quando reclama que está a ser prejudicado pelos árbitros ninguém dá ouvidos aos seus clamores.
"Quando há tumultos num jogo provocados por uma má decisão do árbitro, alguém tem de tomar medidas contra todos os que promovem a alteração da ordem pública", garantiu Carlos Alves.

A maneira como os adeptos militares reagiram no final do embate com o FC Bravos do Maquis convenceram Alves de que as pessoas estão a ficar cansadas de ver situações anormais.

"O que aconteceu no Luena tem de servir de sinal de alerta para as estruturas competentes tomarem as devidas medidas, a Polícia sofreu na pele porque as pessoas queriam ´comer´ o árbitro, que teve de sair no carro dos anti-motins, foi uma confusão à sério, a população ficou revoltada com a Polícia por não lhes deixar chegar ao árbitro", revelou.



ÚLTIMA HORA
João Florêncio
corrige opções


Por não ter sido a primeira opção, na lista de convocadas para a selecção nacional que estagia em Portugal, a central Rossana Quitongo “Wandy” foi repescada e seguiu com o grupo, em detrimento da jovem pivot Iovania Quinzole, do Progresso do Sambizanga. Formada no 1º de Agosto, Wandy representa a selecção nacional sénior feminina desde 2011, ano em que participou no campeonato mundial disputado no Brasil. Em 2012, continuou a ser aposta de Vivaldo Eduardo e esteve no Africano de Marrocos.

De acordo com uma fonte federativa, Iovania Quinzole foi afastada do grupo por questões pessoais. Armando Gumbe, treinador do Progresso do Sambizanga, confirmou a indisponibilidade da atleta. “A Iovania tem problemas familiares por tratar e do mesmo modo não vai fazer os jogos da nossa equipa desta semana, até resolver os assuntos que tem”, disse.

Iovania foi dispensada da concentração da equipa, que ontem defrontou o ASA, e amanhã joga com a Marinha de Guerra, para o campeonato provincial de Luanda. A pivot do Progresso do Sambizanga era a única atleta dentre as escolhidas, depois do Torneio “Angola 40 anos”, que não actua nem no Petro de Luanda, nem no 1º de Agosto. 
SILVA CACUTI