Jornal dos Desportos

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Márquez fractura metacarpo

02 de Outubro, 2015

Márquez sofre queda de bicicleta em treino na Espanha e passa por nova cirurgia na mão esquerda

Fotografia: AFP

Num ano marcado por tombos, Marc Márquez colecciona fora e dentro das pistas da MotoGP. O bicampeão mundial atravessa uma fase não boa e nada parece dar certo. Depois de cair durante o Grande Prémio de Aragão, o espanhol voltou a cair mas, desta vez, com consequências físicas maiores.  O piloto da Honda escapou ileso do acidente no MotorLand, mas fracturou o dedinho da mão esquerda ao sofrer uma queda durante um treino de mountain bike nos arredores de Cervera, a sua cidade natal, na última terça-feira.

Na queda, Marc Márquez fracturou o quinto metacarpo da mão esquerda, o dedinho, e precisou passar por uma cirurgia nesta última quarta-feira para reparar a lesão.

Em Abril deste ano, o bicampeão da MotoGP já havia operado o mesmo dedo após uma queda durante um treino numa pista de terra.

Assim como aconteceu anteriormente, Marc Márquez foi operado pelo Dr. Xavier Mir, chefe do Departamento de Mãos e Extremidades Superiores do Hospital Universitário Quirón Dexeus, em Barcelona.

A expectativa é que o piloto esteja recuperado para o Grande Prémio do Japão, em Motegi.

“Operamos Marc Márquez para tratar uma fractura de torção no quinto metacarpo da mão direita”, explicou Mir.

O especialista esclareceu que “a cirurgia consistiu na redução e fixação interna do osso, por meio de parafusos para compressão e uma placa de titânio neutralizante com seis buracos”.

O chefe do Departamento de Mãos e Extremidades Superiores do Hospital Universitário Quirón Dexeus detalhou que "depois da inserção, o tecido mole foi fechado" e colocaram "uma bandagem protectora ao redor do dedo, apoiando com o dedo adjacente”.

A reabilitação  funcional da mão de Marc Márquez vai começar hoje, sexta-feira, segundo os programa estabelecido pelos médicos. Durante 24 horas, o bicampeão mundial teve acompanhamento médico no Hospital Universitário Quirón Dexeus.

Espanhpç Marc Márquez estreou-se na MotoGP em 2013 com as cores da equipa Honda.


ÉPOCA'2016
Yonny Hernández
assina com Aspar


Yonny Hernández já assegurou o seu futuro na MotoGP. O piloto colombiano, que perdeu a vaga na Pramac para Scott Redding, foi contratado pela Aspar para a época'2016. Aos 27 anos, Hernández faz a sua quarta época na MotoGP e ocupa actualmente a 14ª posição no Mundial de Pilotos, 216 pontos atrás de Valentino Rossi, o líder da classificação.

O dono da Aspar, Jorge Martínez, celebrou a chegada de Hernández e garantiu que a equipa vai continuar a trabalhar duro para voltar a lutar no topo.
“Yonny é um grande piloto e conversamos com ele em algumas ocasiões no passado. Tem muito potencial e mostrou em várias ocasiões que é muito rápido”, comentou Martínez.

O proprietário assegurou que tem a "certeza" da equipa poder ajudá-lo a continuar a desenvolver-se e alcançar grandes resultados em função da experiência e profissionalismo.

“Do nosso lado, vamos continuar a trabalhar duro e dar os passos necessários adiante para que a Aspar volte ao topo, onde pertence”, assegurou.
“Tenho a certeza de que vamos ter muito para celebrar na próxima época. Yonny é um piloto experiente e, com o nosso método de trabalho, vai melhorar a sua consistência nas corridas, área onde tem margem de melhoria”, completou.

O colombiano celebrou a chegada à Aspar e mostrou-se animado com as mudanças pela qual a MotoGP vai passar em 2016, com a introdução de um novo regulamento e a chegada de um novo fornecedor de pneus.

“Estou muito empolgado em me juntar a Aspar. Temos tentado trabalhar juntos nas últimas épocas, mas nunca chegamos a um acordo. Entretanto, finalmente estamos juntos”, começou Yonny.

“Estou realmente feliz em fazer parte da Aspar e o meu objectivo é trabalhar duro e dar tudo para atingir o melhor resultado possível na próxima época”, continuou.

“Sei que a Aspar é muito profissional e tenho a certeza de que poderemos atingir um alto nível na próxima época”, avaliou.


TESTE FINAL DA MICHELIN
Rossi sofre queda no traçado de Aragão


O pneu dianteiro da Michelin continua a fazer vítimas na MotoGP. No último teste da fase preparatória com os pilotos titulares, Valentino Rossi sofreu uma queda na curva 2 de Aragão. O líder do Mundial com 14 pontos de vantagem sobre Jorge Lorenzo, Rossi foi um dos 14 que entrou na pista do MotorLand, mas caiu na segunda curva do traçado aragonês ao perder a frente da YZR-M1. Apesar do susto, Valentino escapou do acidente sem maiores lesões, apenas com o braço direito um pouco dorido.

A queda do multicampeão, que também tinha se acidentado em Mugello quando calçava os compostos Michelin, reforça os problemas do composto dianteiro da marca francesa. A borracha não permite uma entrada de curva tão agressiva, quanto os compostos Bridgestone actuais.

Além de Rossi, Marc Márquez, Dani Pedrosa, Andrea Dovizioso, Aleix Espargaró, Stefan Bradl, Álvaro Bautista, Bradley Smith, Pol Espargaró, Scott Redding, Cal Crutchlow e Danilo Petrucci também participaram da sessão. Jorge Lorenzo chegou a vestir o macacão, mas não foi para a pista.

O teste da Michelin também deu a Tito Rabat a oportunidade de provar a RC213V da Marc VDS. Oficialmente, o exercício foi um prémio da equipa belga ao espanhol pelo título de 2014 da Moto2, mas rumores indicam que foi apenas o primeiro contacto do piloto com o protótipo da Honda, já que é o mais cotado para assumir a vaga de Redding na equipa em 2016.

O teste final da borracha francesa estava programado para Brno, mas a chuva modificou os planos. A Michelin levou para avaliação dos pilotos quatro tipos diferentes de pneus dianteiros e três diferentes traseiros slicks. 

O director-técnico do Departamento de Corridas da Michelin, Nicolas Goubert, ressaltou que a pista de Aragão é nova para a Michelin e reconheceu que ainda é preciso trabalhar no pneu dianteiro.

“É uma pista bem nova para nós. Está no calendário e já tem alguns anos. Não estávamos na categoria, quando foi introduzida no calendário”, lembrou.


BRIDGESTONE
Michelin evita comparações

A Michelin concluiu na última segunda-feira os testes preparatórios para o seu regresso à MotoGP com os pilotos oficiais. A partir de agora, os titulares apenas se vão encontrar com os compostos franceses em Valência, quando realizam o primeiro teste colectivo de 2016.

Apesar de o trabalho já estar avançado, a Michelin evita comparações com os pneus fornecidos actualmente pela Bridgestone. Numa entrevista, Pascal Couasnon, director de competições da marca francesa, avaliou que “é muito cedo” para dizer onde os novos compostos vão ser mais fortes que os actuais.

“É muito cedo; preferimos realmente chegar na primeira corrida de 2016 e aí vamos ter uma ideia melhor”, disse Couasnon. 

Pascal completou: “É muito cedo para comparar e nem mesmo sei se faz sentido comparar hoje”.

Questionado se é mais difícil lidar com uma guerra de pneus ou produzir um calçado que funcione bem para todas as equipas, Pascal avaliou: “Não sei se podemos dizer o que é mais difícil”. 

“Diria que é divertido ter uma competição directa”, comentou.

Pascal Couasnon comentou: “Se você fornece para todo mundo, precisa ter certeza de que tem uma solução justa para os diferentes estilos e é nisso em que trabalhamos”. 

“Não acho que podemos dizer qual é o mais difícil. É um exercício diferente, mas, nos dois casos, o que queremos fazer é desenvolver tecnologia. As duas dão boas ideias e funcionam bem”, concluiu.