Jornal dos Desportos

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Márquez leva Honda ao pódio

16 de Fevereiro, 2017

Honda do tricampeão mundial supera a Yamaha e a Ducati

Fotografia: AFP

O tricampeão mundial da MotoGP começou com pé direito, a segunda série de testes colectivos da pré-época de 2017. Ontem, Marc Márquez cravou 1min29s497 e garantiu a melhor marca do dia, a 0s186 à frente de Valentino Rossi, o segundo classificado. Andrea Iannone completou o top-3.

Devido às baixas temperaturas, houve pouca movimentação na pista de Phillip Island, nas primeiras horas do dia. Mais tarde, os pilotos aproveitaram o sol para romper o silêncio, e deram início aos trabalhos.

Após quebrar a barreira de 1min30s, Maverick Viñales foi um dos primeiros a aparecer no topo da tabela. Marc Márquez respondeu e assaltou a liderança, ao cravar 1min29s873, após uma paralisação assinalada com a bandeira vermelha, por causa do acidente entre Álvaro Bautista e Sam Lowes, na curva 6.

No final, Márquez melhorou mais o tempo, e estabeleceu 1min29s497. A marca afastou a concorrência em 0s5. Os adversários apertaram o passo,  passaram a atacar a tabela. Fora do top-10, Rossi saltou para o quinto lugar, na sequência instalou-se em segundo, ao afastar Iannone para o último lugar do pódio.

Viñales não melhorou e acabou em quarto lugar, 0s492 atrás do líder. A dupla da Yamaha passou o dia a fazer trabalho comparativo de chassis da YZR-M1.

A bordo da GP17, Danilo Petrucci também avançou nos momentos finais,  saltou para o quinto posto com 1min30s262, mas foi superado por Cal Crutchlow, com o titular da LCR a virar 0s197 melhor.

No dia em que a Honda focou no motor da RC213V, Dani Pedrosa cravou 2min30s281 e ficou com o sétimo tempo, à frente de Andrea Dovizioso. Jack Miller assegurou a nona classificação, com Jonas Folger a aparecer como melhor estreante para completar a lista dos dez mais rápidos.

Dando sequência a sua adaptação à Desmosedici, Jorge Lorenzo completou 62 voltas, a melhor delas em 1min30s631 e ficou com o 11º tempo, 1s134 atrás do líder. Destaque em Sepang, Álvaro Bautista aparece atrás.

Melhor entre os pilotos da Aprilia, Aleix Espargaró registou o 14º tempo, 1s305 mais lento que Márquez. O jovem Pol, por sua vez, foi o melhor da dupla da KTM e colocou-se em 17º, 1s703 atrás do ponteiro.

Estreante, Sam Lowes sofreu duas quedas ao longo do dia, uma delas foi forte o bastante para destruir a RS-GP, e ficou com a 21ª marca, 2s810 atrás do líder.

PERFORMANCE
Phillip Island anula deficiência da Honda


Marc Márquez colocou a Honda à frente, no primeiro dia da segunda série de testes colectivos da pré-época 2017 da MotoGP. Ontem, o número 93 cravou 1min29s497 na melhor das suas 68 voltas e fechou o dia com 0s186 de vantagem sobre Valentino Rossi, o segundo classificado.

Apesar da liderança, Marc Márquez ainda não está satisfeito com a sua RC213V. O espanhol afirmou que ainda não se sente confortável no novo protótipo, e classificou como “estranho” o facto de cravar bons tempos, já que a marca da asa dourada ainda não dispõe de um pacote harmonioso.

“Ainda estamos a sentir falta de alguma coisa, em algumas áreas do lado electrónico, especialmente, com o motor; não estão a funcionar juntos. É difícil entender”, disse Márquez.

O espanhol explicou que ainda não se sente "confortável" com a electrónica, a conexão com o acelerador, motor e a roda traseira.“Talvez seja porque estamos a usar um tipo de motor há muitos anos, eu pilotava de uma maneira e agora com este, preciso de mudar um pouco o estilo de pilotagem”, ponderou.

O tricampeão afirmou, que "o estranho é que os tempos de volta estão a aparecer". "Podemos melhorar, talvez não o tempo de volta, mas para ficar mais confortáveis”, afirmou. 

Marc Márquez destacou que está preocupado com o problema de aceleração da RC213V, uma dificuldade que é mascarada pela natureza do traçado de Phillip Island.

“Neste circuito, a aceleração é o nosso ponto fraco; não a temos. Já no ano passado, fomos rápidos aqui e de novo este ano”, lembrou o espanhol que realçou a necessidade de trabalhar mais, porque em algumas áreas não estão "confortáveis".

Por fim, Marc Márquez celebrou o facto dos problemas identificados no protótipo serem frequentes, já que isso facilita o trabalho dos engenheiros.

“É uma coisa positiva, porque se numa curva tiver um problema, e na outra um problema diferente, o piloto pode ficar confuso. O bom é que em todas as curvas, temos os mesmos problemas”, comentou.

“Sei, que temos de ser pacientes, porque muitas coisas são novas, e isso leva tempo. Por isso, estou simplesmente a pilotar, a dar todas as informações. O mais importante é que eu possa correr em 100 por cento no Qatar”, afirmou.