Jornal dos Desportos

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Marussia exalta Jules Bianchi

23 de Março, 2015

Piloto francês Jules Bianchi luta entre a vida e a morte num hospital suíço desde o acidente no circuito de Suzuka quando despistou na pista molhada

Fotografia: AFP

Os pontos conquistados por Jules Bianchi, no Grande Prémio de Mónaco no ano passado, é o motivo principal da presença de Manor Marussia no campeonato mundial de Fórmula 1, da época 2015. A equipa não entrou na pista em Melbourne, mas o chefe John Booth reconheceu a importância do feito do piloto francês para a equipa e reforçou a claque para que o piloto, ainda em coma, se recupere o mais rápido possível.

“Penso em Jules, quase todos os dias e em quanto gostaria estar aqui connosco. Não conseguimos colocar os nossos carros na pista em Melbourne, mas vencemos a nossa primeira batalha. Desejo muito que Jules também consiga vencer a própria luta”, afirmou o inglês em entrevista à revista Auto Hedbo.Cinco meses antes do acidente no Japão, na pista em Monte Carlo, Bianchi foi o nono classificado e garantiu os dois primeiros pontos da história da esquadra britânica e ajudou-a a terminar o Mundial de Construtores, na nona posição. O resultado rendeu 30 milhões de euros e ajudou a equipa a permanecer na categoria máxima do automobilismo.

Na etapa de Sukuza, em Outubro do ano passado, Bianchi sofreu um grave acidente. O piloto perdeu o controlo do volante no asfalto molhado e saiu da pista ao encontro de um tractor que retirava da pista a Sauber de Adrian Sutil, acidentado momentos antes.O francês sofreu uma lesão axonal difusa e foi encaminhado para o centro médico do circuito japonês, e em seguida, para um hospital em Yokkaichi, a dez quilómetros da pista. Foi submetido a uma cirurgia cerebral e está em coma desde então, em estado considerado crítico. Aos 25 anos, Jules estava na sua segunda época da F1.

“A luta de Jules é também nossa”, acrescentou Booth.O responsável reforçou que os pontos conquistados pelo francês foram fundamentais para atrair o investimento de novos parceiros na Marussia. Os nossos destinos continuam unidos, lutamos e alegramo-nos juntos. Estamos a emergir a partir do pior momento da Manor e estou convencido de que Jules em breve vai conseguir passar por tudo isso também. Provamos que a fé pode mesmo mover montanhas e há sempre a esperança, quando realmente se acredita. Acredito na Manor, assim como também era quando (Jules) estava connosco”, finalizou o dirigente.

GP  DA  AUSTRÁLIA
Pirelli está satisfeita


O ritmo dos carros, durante o Grande Prémio da Austrália de Fórmula 1, deixou contente a Pirelli, fornecedora oficial de pneus da categoria. O tempo das voltas caiu significativamente em relação ao último ano, o que faz os representantes da empresa italiana imaginarem até recordes ao longo da época. Em Melbourne, a volta mais rápida deste ano, foi estabelecida por Lewis Hamilton, em 1min26s327, com pneus macios, na última fase do treino classificativo.

O tempo é 3s melhor do que a marca de 1min29s375, a melhor de todo o fim de semana de Grande Prémio em 2014, feita por Nico Rosberg, também com compostos macios, no terceiro treino livre.“Isso comprova, que esperávamos ver depois da pré-época, uma significativa redução nos tempos de volta, com carros que vão andar mais rápido ao longo do ano. Podemos até ver recordes em certos circuitos”, disse o director-desportivo da Pirelli, Paul Hembery. A melhoria nos tempos de volta, pode ser atribuída à evolução das unidades de potência dos carros, mas segundo a Pirelli, a nova estrutura dos pneus oferecidos às equipas também tem influência nos resultados.“Sabendo disso, introduzimos evoluções na estrutura de todos os nossos pneus de 2015, para lhes dar maior capacidade de controlo em situações extremas, em que são colocados”, garantiu o britânico.