Jornal dos Desportos

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Mascotes do Rio 2016 são hoje divugadas

24 de Novembro, 2014

Com a divulgação oficial das mascotes começa o processo de “baptismo” por votação popular

Fotografia: AFP

A contagem regressiva de um trabalho iniciado há dois anos termina hoje. As mascotes dos Jogos de 2016 fazem a primeira aparição pública numa escola municipal do Rio, o Ginásio Experimental Olímpico Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa. São recebidas por personagens de outras Olimpíadas, como o ursinho Misha, após uma acção inédita que resgatou as mascotes de edições olímpicas anteriores.

A ansiedade de Beth Lula, directora de marca do Comité Organizador do Rio-2016, é justificável. As mascotes fazem parte do imaginário do torneio e, também, são importante fonte de renda dos Jogos - contribuem com 25 por cento do facturamento de produtos licenciados, previsto para mil milhões de reais. “As mascotes são um símbolo muito forte, personificam o elo emocional com os Jogos, são as porta-vozes do olimpismo”, disse.

A edição brasileira é como a de Londres, uma personagem para a Olimpíada e outra para a Paraolimpíada. Mas, como são elas? Eis um segredo guardado há quase um ano. Se o Brasil não fugir à regra, as mascotes são animaizinhos. Foi o que ocorreu em oito das 11 edições olímpicas, a começar pelo cachorro da raça dachshund Waldi, de Munique/1972.

As personagens da primeira Olimpíada na América do Sul são um produto “made in Brasil”. O edital de concorrência para a concepção das mascotes deixou claro ser disponível apenas para profissionais de design e publicidade do País. “A nossa missão é deixar um legado em todas as áreas possíveis e, por isso, o concurso foi direccionado ao mercado criativo brasileiro”, disse Beth. “As mascotes precisam de mostrar a cultura brasileira, mas também ter um entendimento universal. Isso é um requisito básico.”

A organização dos Jogos contou também com a consultoria dos responsáveis pelo Anima Mundi, que organiza um dos principais festivais de animação do mundo. Mas o público-alvo das mascotes também teve um papel importante. Quando o Rio/2016 chegou às três propostas finalistas, crianças de seis a 12 anos foram consultadas. Deixadas sozinhas com as imagens, deram a sua opinião sincera.

“Essa experiência foi muito interessante”, contou Beth. “As mascotes que nós, da organização, mais gostámos, foram as que elas mais rejeitaram. Claro, somos adultos!” Em compensação, as personagens que são conhecidas hoje, eleitas por unanimidade por um júri de 14 pessoas, foram as que o público infanto-juvenil aprovou com louvor. “Por isso, estamos muito seguros de que a escolha é acertada.”

Assim que as mascotes forem oficialmente divulgadas, começa o processo de “baptismo”, por votação popular, no site www.rio2016.com.br/mascote. Durante três semanas, o público pode votar em três pares de nomes. Os escolhidos são conhecidos em 14 de Dezembro. Também nos próximos dias, uma loja virtual já tem à venda os produtos licenciados das mascotes.