Jornal dos Desportos

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Massa com "fome" das corridas

13 de Março, 2016

Massa confiante num desempenho mais eficaz depois de uma temporada menos conseguida

Fotografia: AFP

Felipe Massa prepara-se para a sua 15ª época na Fórmula 1. Aos 34 anos, o piloto da Williams ainda se sente como um jovem nas pistas e, após conquistar o vice-campeonato mundial em 2008, admitiu sentir ainda mais fome na principal categoria do automobilismo, procurando evoluir a ano após ano.

“Eu tenho fome de fazer melhor, eliminar o que não estava a funcionar muito bem no ano passado. Se você faz as mesmas coisas que o ano anterior isso indica que os seus hábitos acabam por te prejudicar. Então sim, eu ainda estou muito faminto para ser forte e competitivo, para estar entre os melhores”, afirmou.

Essa será uma das temporadas mais acirradas dos últimos anos. A Renault voltará ao grid em 2016 e deverá oferecer dificuldades para os seus adversários, já que possui experiência na categoria, vencendo dois campeonatos com Fernando Alonso. Outra ameaça é a McLaren, que busca um desempenho melhor em comparação ao ano passado, quando os ingleses decepcionaram e sofreram com a falta de potência dos motores.

“Não podemos nos esquecer que as equipas podem evoluir massivamente de uma época para outra. Ferrrari é o melhor exemplo, e Red Bull e McLaren também possuem capacidade financeira. É claro que nós também podemos evoluir, então sim, é o início de uma temporada interessante. O nosso carro é muito promissor e nós conseguimos cumprir nosso cronograma nos testes, coleccionando uma boa quantidade de quilometragem nas pistas”, comentou.

Felipe Massa terá de provar o seu valor à frente da Williams, que também conta com o finlandês Valtteri Bottas, a partir do próximo dia 20 de Março, quando começa a época 2016 de Fórmula 1, no Grande Prémio da Austrália, em Melbourne.


No texas
Grande Prémio
dos Estados Unidos
é confirmado para este ano


O Circuito das Américas em Austin, no Texas, será sede do Grande Prémio dos Estados Unidos de Fórmula 1, em 23 de Outubro, informou Bobby Epstein, director executivo da competição.

"De 21 a 23 de Outubro, o Circuito das Américas em Austin voltará a ser a casa do único Grande Prémio de Fórmula 1 nos Estados Unidos", afirmou Epstein em conferência de imprensa.

A corrida havia sido incluída no calendário provisório da F1 desta temporada com um asterisco, o que significava que poderia ser eliminada do calendário.

O GP dos Estados Unidos foi colocado em dúvida depois do governador do Texas, Greg Abbott, anunciar no ano passado que a contribuição do estado para a realização da corrida seria cortada em 6 milhões de dólares.

A organização da prova contava com o aporte de 25 milhões de dólares anuais por 10 anos que receberia do estado do Texas, com grande parte desta verba a ser paga à F1.

No ano passado, o mau tempo prejudicou a corrida, que não contou com bom público. Neste ano, a organização espera atrair o público com uma atracção musical, a cantora pop Taylor Swift.

Epstein lembrou que a nova escuderia americana na F1, a Haas, poderia despertar a curiosidade dos espectadores, mais interessados em categorias locais, como Nascar e Fórmula Indy.


PERSPECTIVA
Diretor da McLaren reprova
hipótese de saída de Alonso


 Diante das especulações de que Fernando Alonso poderia se retirar da McLaren caso a equipa não apresente grandes resultados nesta temporada da Fórmula 1 e possa permitir que ele se torne campeão mundial novamente em breve, o director de corridas Eric Boullier declarou que o espanhol seria rídiculo se realmente optasse por desligar os seus laços com os ingleses após acertar um contrato de três anos, que começou em 2015.

“Não podemos promover a escala de tempo. Você não pode dizer na corrida que em três anos irá ser campão mundial.

A pessoa diz que isso estará errado. Você pode dar uma previsão que entre três e cinco anos pode alcançar esse objectivo, nisso eu concordo.

Mas não há como dizer que é possível ser campeão mundial em 2017. Alonso seria rídiculo se decidir parar depois desses três anos”, comentou o director de corridas da McLaren.

Apesar de toda a polémica em volta de Alonso, o asturiano declarou que segue comprometido com a equipa nos testes de pré-temporada, que aconteceram recentemente em Barcelona. Em comparação com o desempenho de 2015 a McLaren já mostrou boa evolução, no entanto, ele sabe que ainda falta ajustar mais detalhes caso queira estar na parte da frente do grid de largada.

Eric Bouiller acredita que uma política de transparência entre a equipa ajuda a manter todos concentrados numa melhoria nesta temporada.


ÉPOCA 2016
Lewis Hamilton critica novo
modelo de classificaçã
o

O actual bi-campeão da Fórmula 1, Lewis Hamilton, criticou o novo modelo de classificação para as corridas da temporada de 2016, mas disse "esperar para ver". Para o piloto inglês, o mais importante é como os fãs vão receber esse novo modelo. Hamilton também criticou o novo aparato de segurança nos carros da modalidade.

"O mais importante é como os fãs vão se sentir sobre isso. Eles fazem algumas mudanças boas e outras 'ok' e eu geralmente gostava do modelo antigo, por isso não vejo sentido nas mudanças que foram feitas. Mas não vamos condenar antes de testar, estou entusiasmado para chegar em Melbourne e testar o modelo, talvez até nos surpreendamos", afirmou Hamilton.

"Nós chegaremos lá e imediatamente após as qualificatórias os fãs já vão comentar se gostaram ou não, então vamos ver", completou.
O novo modelo diminuirá as chances de recuperação em caso de algum deslize dos pilotos nos treinos qualificatórios: a cada 90 segundos, o piloto com o pior tempo será eliminado da qualificação.