Jornal dos Desportos

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Massa faz exigncias Williams

21 de Janeiro, 2017

Piloto estava em posio de fazer exigncias ou ser ouvido com ateno

Fotografia: AFP

A boa notícia da semana que hoje termina, é a confirmação de Felipe Massa para a Williams. O piloto fez a despedida da F1, no ano passado, em Interlagos, e em Abu Dhabi. Todavia, o surpreendente abandono da F1 do campeão do mundo, Nico Rosberg, impôs nova realidade no mercado de pilotos.

“Recebi uma ligação de Claire Williams a perguntar-me se eu estaria interessado em continuar na Williams. Como expliquei, estava a deixar a F1 apenas por não dispor de uma boa equipa, o convite de Claire representava uma mudança do cenário, não foi difícil entrar de acordo”.

O que nem todos deram conta, foi a condição de Massa ao assinar, agora, com a Williams. Estava numa posição que permitiu fazer algumas exigências, ou pelo menos, ser ouvido com atenção. Claire e director -geral Mike O'Driscoll não dispunham de um piloto experiente para liderar o grupo, ainda mais essencial para a Williams em razão de o outro contratado ser o canadiano Lance Stroll, de 18 anos, completados no dia 29 de Outubro. E, tudo isso, num campeonato de mudança conceitual do regulamento.

Massa pôde, por exemplo, tocar num ponto muito comentado dentre os integrantes da Williams, mas nunca encarado de frente pela direção: a necessidade de reforçar o departamento de projecto. Ed Wood, desenhista-chefe, e Jason Somerville, aerodinamicista, são há anos os responsáveis dos carros da Williams. E, com todos os atenuantes que alegam ter, como o orçamento limitado da equipa, é também verdade que os seus projectos nunca encantaram. Ao contrário, as suas limitações ficam logo expostas.

A defender a contratação de novos engenheiros para o sector, Massa caminhou lado a lado, com o pensamento da parte importante dos integrantes da Williams. Obviamente, não foi apenas a visão experiente de Massa que já trabalhou com o grupo vencedor liderado por Ross Brawn, na Ferrari, mas a de outros profissionais da equipa, que fez com que Claire e O'Driscoll mexessem no sector.

O modelo deste ano está praticamente pronto, FW40-Mercedes (em comemoração aos 40 anos da equipa), coordenado por Wood e Somerville, mas o seu desenvolvimento, em especial o aerodinâmico, não vai ser realizado por Somerville. São boas as possibilidades da Williams contratar Dick de Beer, ex-Lotus e Ferrari, um engenheiro sempre ligado ao competente James Allison, dispensado por Sérgio Marchionne, presidente da Ferrari, em Julho de 2016, para a alegria dos concorrentes.