Jornal dos Desportos

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Maverick Viales fala daYamaha

13 de Abril, 2019

Viales reconheceu que ser difcil descontar os 36 pontos de atraso que tem para Marc Mrquez na classificao da MotoGP

Fotografia: AFP

Mesmo no seu terceiro ano com a Yamaha, Maverick Viñales admitiu, que ainda não pegou o jeito de largar com a YRZ-M1. O 12, que teve largadas ruins no Catar e na Argentina, falou em melhorar corrida após corrida na MotoGP e revelou o plano de modificar o acerto da embraiagem. Em Termas de Río Hondo, por exemplo, Vinãles ficou com o segundo posto no grid, mas despencou ainda no início da disputa e tinha o sétimo lugar na volta final, quando foi derrubado por Franco Morbidelli. “Com certeza, o objectivo agora é não cometer o mesmo erro que na Argentina dentro da moto”, disse Viñales. 

“No fim, algumas coisas fáceis que podemos resolver podem ser resolvidas para esta corrida. De qualquer forma, a primeira volta não foi tão ruim. É verdade que perdi bastante na largada, mas nós entendemos que precisamos encontrar um bom acerto para a embraiagem, algumas coisas que queremos melhorar”, apontou. “Mas aí na primeira volta eu me senti bem, ultrapassei dois ou três pilotos naquela volta, aí vieram alguns erros, saí realmente da pista e comecei a ficar preso com os pilotos, não podia melhorar”, recordou.

 Questionado sobre qual a dificuldade com a largada, Viñales respondeu: “É difícil entender. Com a Suzuki em 2016, eu estava a largar realmente bem. Eu pulava muitas filas em algumas corridas. Então é muito difícil para mim. Acho que a maneira que a Yamaha larga, eu ainda não entendi. São dois anos, mas eu não entendo como fazer”, reconheceu. “Então precisamos de uma maneira de entender como fazer, e se a equipa pode me ajudar um pouco mais. Vamos tentar melhorar corrida a corrida. Com certeza, nesta corrida eu vou melhorar o acerto da embraiagem, para que a resposta seja muito melhor na largada”, garantiu.

Passadas só duas corridas, Viñales reconheceu que será difícil descontar os 36 pontos de atraso, que tem para Marc Márquez na classificação da MotoGP, mas usou a temporada 2017 como exemplo, para sonhar com uma reacção. \"Vai ser muito difícil. Se olharmos para 2017, eu me senti imbatível nas primeiras corridas. Mas aí comecei a errar, comecei a cair, comecei a me classificar mal no molhado”, lembrou. “Vai ser difícil recuperar os pontos, mas agora não temos nada para perder, então temos de forçar para estar na frente e tentar ter a chance de vencer as corridas”, concluiu.

 

FÓRMULA 1

Enquanto isso, Sebastian Vettel, tetracampeão mundial, vive um início complicado de temporada na Fórmula 1. O alemão da Ferrari completou as corridas da Austrália e do Bahrein fora do pódio, e viu o companheiro de equipa, Charles Leclerc, a ultrapassar-lhe na classificação do Mundial de Pilotos.

No Bahrein, Vettel poderia ter disputado a vitória, mas rodou sozinho, quando foi ultrapassado por Lewis Hamilton, da Mercedes, e posteriormente perdeu a asa dianteira, terminando apenas na quinta posição. O alemão comentou que não está feliz com o desempenho da SF90, mas vê as 19 corridas restantes no campeonato, como uma oportunidade de mostrar o seu potencial para lutar pelo título.

\"Eu não fiquei feliz com a minha performance no Bahrein, não estou feliz com o que sinto no carro, não é o que senti durante a pré-temporada\", disse Vettel em conversa com jornalistas. \"Sei que posso fazer melhor e sei que temos muitas corridas para mostrar e provar isso\", declarou.

A Ferrari foi o grande destaque da pré-temporada da F1, realizada em Barcelona. Porém, os bons resultados ainda não foram entregues na pista, com direito à reclamação de Seb sobre uma \"lentidão\" do carro durante o GP da Austrália, quando terminou na quarta posição. Para ele, a dificuldade de desempenho é normal, e é raro o dia em que o carro não mostra motivos para reclamar.