Jornal dos Desportos

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Max Verstappen admite erro

25 de Outubro, 2016

Brincadeira do piloto holandês nos EUA pode custar caro no salário do próximo mês

Fotografia: AFP

A Red Bull confirmou que o abandono de Max Verstappen, na volta 31 do GP dos EUA, foi provocado por uma falha da caixa de mudanças. O holandês surgiu lento depois de deixar o hairpin, ainda tentou levar o carro de volta as boxes, mas não foi possível. O piloto abandonou a prova e provocou um safety -car virtual.

Com a corrida sob bandeira amarela, as Mercedes foram aos pit -stops e Nico Rosberg foi beneficiado na luta contra o companheiro de Max, Daniel Ricciardo, que terminou a corrida em terceiro, depois de andar em segundo, durante grande parte da corrida. "Quando saí da pista, o carro entrou em neutro, de repente ficou preso. Normalmente, aperta-se um botão na parte superior, mas não funcionou. Por isso, o safety-car virtual foi accionado. Caso contrário, podiam empurrar-me", explicou Verstappen.

Max também falou da luta que travou com Kimi Raikkonen, durante a primeira parte da corrida. "Como piloto, sempre quero chegar à frente, e é por isso que passei Kimi. Masis uma vez que cheguei junto de Nico, não foi tão fácil. Às vezes, ficamos presos atrás,  não pode fazer a própria corrida. Então, recuei um pouco para poupar os pneus e isso funcionou bem", disse o holandês.

Em seguida, Max Verstappen errou no momento de entrar para o segundo pit -stop. "Disseram-me para andar forte naquela volta. Achei que era para parar na seguinte. Entrei no pit -lane no fim e percebi que não era a minha vez. Foi definitivamente a minha culpa. Não fui muito inteligente, mas no fim não fez tanta diferença assim", finalizou.

Apesar de ter admitido a culpa, o jovem não escapou da bronca do consultor da Red Bull, Helmut Marko. "Fez-nos perder a segunda posição na corrida", disse o austríaco aos jornalistas. Christian Horner, chefe da equipa de Milton Keynes, não entendeu o que aconteceu. “É algo totalmente incomum. Max simplesmente chegou ao pit -lane e disse: ‘Estou no pit-lane’”, comentou.

“Não somos muito bons na troca de pneus, se não soubermos quando os pilotos vão entrar. Foi uma pena para ele, ainda que tudo  acabou com o seu abandono”, lamentou Horner. O responsável esclareceu a comunicação feita ao piloto.

“Dissemos-lhe para acelerar para reduzir a distância para Nico Rosberg, porque estávamos a fazer a ultrapassagem no pit-stop. Foi na volta anterior. Ele já tinha passado pelo pit -lane, de modo que não sei o que aconteceu”, acrescentou o britânico.  Horner disse que Max pode ficar muito perto de Nico, entre as voltas 12 e 19, e pediram-no para cuidar os pneus. Felizmente, aliviou um pouco. No entanto, tiveram oportunidades reais de "ganhar a posição”.

RON DENNIS
Chefão da F1
rasga elogios


Em meio aos rumores sobre uma possível saída da presidência do Grupo McLaren, Ron Dennis ganhou o apoio de uma das principais vozes do desporto a motor. Bernie Ecclestone, o todo-poderoso da F1, saiu em defesa do britânico,  deixou claro que gostava de vê-lo à frente de uma das empresas mais icónicas do automobilismo, por um bom tempo.

A McLaren, por meio da sua assessoria de imprensa, negou os rumores da saída de Dennis da presidência do seu grupo empresarial no fim deste ano, quando  encerra o seu contrato.

No último fim de semana, o britânico completou nada menos que 50 anos envolvidos com a F1. Como mecânico da extinta Cooper, Dennis participou do seu primeiro GP no dia 23 de Outubro de 1966. Desde então, a carreira do engenheiro foi marcada por muitos êxitos, sobretudo, quando passou a fazer parte da McLaren, em 1980. Dennis foi um dos artífices dos anos de ouro da equipa britânica, sobretudo, com Ayrton Senna e Alain Prost, como pilotos no fim da década de 1980.

Ecclestone, conhecedor como poucos do trabalho de Dennis, rasgou elogios ao amigo. “Se estivesse a montar uma equipa, gostava de ter Ron comigo. Tem feito um bom trabalho. Qualquer um que lance críticas contra ele é estúpido”, disse o dirigente.

Em entrevista à agência ‘Reuters’, o dirigente de 86 anos de idade assegurou: “É dedicado. Devemos tentar apoiá-lo. Eles (as pessoas da McLaren) não vão ficar livres dele”, acrescentou o chefão da F1, que torce pela sua permanência no desporto. “Era uma pena vê-lo ir embora. É um dos bons veteranos”, complementou.

Dono de 25 por cento das acções do Grupo McLaren, o restante do ‘bolo’ é dividido entre Mansour Ojjeh, com outros 25 por cento e a empresa barenita Mumtalakat, com 50 por cento das acções, Ron Dennis ocupa o posto de presidente da empresa desde Janeiro de 2014. Neste período, a equipa está sem vitórias na F1. A última aconteceu no fim de 2012, com Jenson Button a subir no topo do pódio do GP do Brasil.

Ainda assim, a McLaren nega categoricamente que Dennis  deixe o comando do grupo.  Martin Brundle, ex-piloto e actualmente comentarista da emissora britânica Sky Sports, informou que as mudanças acontecem na McLaren, em breve.

“Parece que há algum desgaste e há uma nova direcção pela qual querem seguir. Não sei o que têm em mente e em quais elementos da McLaren realizam mudanças. Temos de esperar para  ver”, declarou o inglês.