Jornal dos Desportos

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McLaren assina com a CNN

22 de Janeiro, 2015

Alonso e Button vão publicitar nos seus carros a marca do maior canal de televisão de notícias por cabo dos Estados Unidos

Fotografia: AFP

A CNN, maior canal de notícias por TV a cabo nos Estados Unidos, vai patrocinar a McLaren a partir da época 2015. A equipa inglesa continua na grelha sem apresentar um patrocinador principal.

Sem fechar acordo com um patrocinador principal, a McLaren assina acordos menores de patrocínio. Na última terça-feira, a equipa inglesa anunciou um acordo com a CNN, canal de TV norte-americano.

O acordo é multianual - a duração não foi revelada - e prevê até que a CNN transforme em estúdio uma parte da fábrica da McLaren em Woking para transmitir alguns dos seus programas.
“Há uma simetria inerente entre a McLaren e a CNN que nos deixa perfeitamente sintonizados para esta parceria”, disse Ron Dennis, director-executivo do Grupo McLaren.

O responsável destacou que a emissora buscou nas últimas décadas ser pioneira no uso de novas tecnologias na sua área.
O director comercial da CNN, Rani Raad, disse que a exposição da emissora na sua associação com a McLaren “é parte de uma iniciativa para aumentar o engajamento dos consumidores para capitalizar na força da marca e consolidar a posição como a maior marca internacional de notícias”.
O logotipo do canal pode ser visto na asa dianteira dos carros da McLaren. Entre 2010 e 2012, a CNN pôde ser vista na F1 como patrocinadora da Caterham.

Apesar da ausência de um patrocinador principal, a McLaren garante que a sua situação financeira está tranquila com o regresso da Honda que vai actuar como fornecedora de motores. A equipa já disputou o último campeonato sem um patrocinador principal. A Vodafone não renovou o seu contrato no final de 2012 e desde então a equipa está sem um patrocinador principal.

FOM MUDA HORÁRIO
A FOM divulgou os horários de largadas para as provas de 2015 da Fórmula 1, com mudanças em cinco destes eventos para evitar o risco de terminarem sem luz natural, seguindo uma recomendação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) após o acidente de Jules Bianchi (Marussia) no Grande Prémio do Japão do ano passado.

Austrália, Malásia, China, Japão e Rússia tiveram os seus inícios antecipados em uma hora do que aconteceu nos últimos anos.
O evento em Adelaide, que largava às 17h00 locais (7h00 em Angola), passa para as 16h00 (6h00). O Grande Prémio malaio que saía às 17h00 locais (8h00 em Angola), passa a começar às 16h00 (7h00). A China também vai ter a sua largada às 7h00 em Angola.

Na parte final do calendário, o Japão tem a sua largada autorizada às 6h00 em Angola, correspondendo às 14h00 em Suzuka e o Grande Prémio da Rússia vai começar em 2015 às 11h00, de Angola.

NA CIDADE DE MÉXICO
Force India apresenta novo carro


A Force India apresentou ontem o seu novo carro, na Cidade do México, que vai utilizar na época de 2015. Os pilotos Sergio Pérez e Nico Hülkenberg juntaram-se ao magnata mexicano Carlos Slim, que fez alusão de apresentar o conglomerado das suas empresas. Em 2015, a F1 volta ao México para realizar um Grande Prémio pela primeira vez, desde 1992, quando os pneus rolaram no Autódromo Hermanos Rodríguez.
O modelo apresentado vai continuar na fábrica até a segunda semana de testes de pré-época, apesar de ser a primeira a fazer o lançamento do novo monolugar. Na primeira semana, em Jerez de la Frontera, Espanha, a Force India vai usar o modelo do ano passado para comparar dados do túnel de vento, segundo a revista alemã "Auto Motor und Sport"
Como a equipa trocou de túnel de vento e passou a usar as estruturas da Toyota, na Alemanha, foram detectados novos aspectos da aerodinâmica do carro do ano passado. Para confirmar as impressões na pista, a equipa deve levar a Jerez o carro de 2014. Os testes no circuito andaluz vão acontecer entre 1 e 4 de Fevereiro. As outras duas séries de treinos conjuntos vão ser em Barcelona entre 19 e 22 de Fevereiro e 26 de Fevereiro e 1 de Março.

FERRARI DESCARTA
SEDE "BRITÂNICA"


A Ferrari não cogita abrir uma sede na Inglaterra como forma de buscar a sua competitividade perdida e acabar com um jejum de seis épocas sem títulos na F1. Em meados dos anos 80, a equipa de Maranello apostou no projectista John Barnard, famoso por ter sido o autor dos primeiros carros da McLaren na sua associação com a Project Four, de Ron Dennis e que levaram os títulos de pilotos de 1984 (com Niki Lauda), 1985 e 1986 (com Alain Prost), além das taças de construtores de 84 e 85.

Nesta época, o inglês exigia trabalhar em solo britânico e, apesar disso, os resultados não vieram a contento. Agora, a dificuldade da equipa italiana em contar com engenheiros de renome fez ressurgir o boato de construção de uma sede no solo britânico. O rumor já foi desmentido pelo presidente da equipa, Sergio Marchionne.
“Ferrari é Itália e essa exclusividade vai ficar intacta. Uma Ferrari precisa ser construída na Itália. Qualquer coisa diferente seria uma blasfémia”, disse à Speed Week.