Jornal dos Desportos

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McLaren corta salário de Jenson Button

14 de Dezembro, 2014

Jenson Button aceitou redução de salário na McLaren-Honda depois de ponderar aposentação precipitada

Fotografia: AFP

Jenson Button renovou contrato com a McLaren antes do anúncio oficial dos pilotos da equipa inglesa. O acordo foi selado com concessões importantes feitas pelo piloto, que concordou em diminuir o salário para quase metade em relação ao que recebia, enquanto o seu novo companheiro, Fernando Alonso, vai ser um dos mais bem remunerados da Fórmula 1. As informações são do jornal britânico The Telegraph.
Jenson Button recebia 12 milhões de libras (25 milhões de dólares) por ano, vai ganhar menos de oito milhões de libras no novo acordo. Fernando Alonso, deixou a Ferrari, vai ganhar 25 milhões de libras, conforme a publicação.
Para Button trata-se de sobreviver na categoria, já que admitia mudar de ares no final de época 2014. O preferido de Ron Dennis, presidente da McLaren, para a posição era Kevin Magnussen, que vai continuar como piloto de testes. Agora, tem pelo menos mais um ano na equipa com possibilidade de renovação para 2016.
Ainda de acordo com a publicação, Button não participou directamente  nas conversas com a equipa. O seu agente representou-o e informou-o regularmente do processo. Fernando Alonso participou de diversas reuniões de cúpula, tanto na base da McLaren em Woking, na Inglaterra, como na sede da Honda, que faz os motores, no Japão.

ALONSO E RON DENNIS
SUPERAM DIFERENÇAS
 
Fernando Alonso regressa à McLaren em 2015, oito anos depois de ter pilotado o carro de Woking. Na ocasião, o piloto assinou contrato por três épocas, mas saiu após a primeira por divergências com Ron Dennis.
Apresentado à nova equipa, o espanhol assegura que as divergências com o actual director executivo já é passado. Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, Alonso diz que a segunda passagem pela McLaren vai ser uma oportunidade para mostrar resultados melhores que os da primeira.
“O sentimento não era o melhor em 2007. Chegamos com uma boa motivação e lutamos pelo campeonato, mas no fim separamo-nos por diferentes razões. Todos estes anos, tinha apenas um sentimento: estava feliz com tudo que tinha feito, excepto 2007”, disse Alonso.
“Não alcancei e não entreguei o melhor de mim. Agora, sete anos depois, mais maduro, aprende-se e entende-se  coisas que provavelmente não sabia aos 25 anos. Chego para terminar o trabalho que comecei em 2007”, completou.
Na sua entrevista, Fernando Alonso colocou o “trabalho” como “prioridade” para voltar à equipa inglesa. Para tal, passou toda a época de 2014 a conversar com o antes desafecto.
“Ron e eu conversamos muito durante um ano. Estivemos juntos em alguns jantares e alguns quartos de hotel, mas isso soava muito ruim. Entendemos que somos muito competitivos, amamos o automobilismo, tanto que, às vezes, discordamos “, riu.
Alonso não falou em erros, mas admitiu ter aprendido com as coisas que fez no passado. Agora, conforme ele diz é “hora de pensar no futuro, ser feliz e competitivo”.
“É isso que queremos nesta parceria. Não é mais como 2007. Não é McLaren-Mercedes, é McLaren-Honda, o que é completamente diferente na minha opinião. Jenson (Button) não é Lewis (Hamilton, companheiro de equipa de 2007), o que é completamente diferente, e não sou o mesmo de 2007”, comparou.


CONTRA ALTOS CUSTOS
Bernie Ecclestone quer motores V6 e V8

O director executivo da Fórmula One Management (FOM), Bernie Ecclestone, quer lançar mão de mais uma iniciativa para tentar combater os altos custos da Fórmula 1. Desta vez, a ideia era propor o regresso dos motores V8 de 2,4 litros, que deixaram a categoria no fim de 2013 e foram substituídos por V6 turbo de 1,6 litros.
O projecto era ter os motores V8 aspirados a dividir a grelha com os V6 turbo híbridos, segundo o chefão da F-1. Desta forma, as equipas podiam optar por propulsores que se encaixassem melhor nos orçamentos, sem prejudicar o espectáculo.
“Tenho proposto e vou propor que voltemos aos motores aspirados, com alguns híbridos entre eles”, disse Ecclestone a jornalistas, segundo o site Pitpass.
O limite de gastos ajudava a tornar a F1 mais equilibrada, além de trazer de volta os admiradores que criticaram o som dos actuais motores, segundo Ecclestone.
“As fabricantes teriam de chamar (os carros) de McLaren híbrida, Ferrari híbrida, Williams híbrida, para passagem da mensagem. Eles são híbridos agora, mas ninguém fala. É um segredo bem guardado, na verdade”, completou.
Perguntado se a possibilidade da volta de motores V8 podia  aumentar os custos da Fórmula 1, Ecclestone negou.
“Podem fazer o que quiserem. Se disser 'este é o motor, esta é a capacidade cúbica e queremos desenvolver uma coisa híbrida, como o KERS', cabe-lhes decidir”, afirmou o dirigente.
O plano de Bernie Ecclestone é integrar os dois motores em 2016.
A entrada dos novos motores V8 podia complicar a situação da Mercedes, que dominou a categoria em 2014, com a adopção dos motores V6. Questionado se a equipa podia deixar a categoria diante da volta dos V8, Ecclestone não se mostrou preocupado.
“Vão fazer isso, quando acharem correcto, porque percebemos no passado que os fabricantes fazem isso. Mas ficaria surpreso se fizessem”, disse o dirigente.
Ecclestone acrescentou “talvez seria um esforço convencer a Mercedes e, honestamente, não deveríamos perguntá-los. Precisar ser voluntário”, completou.
A questão deve ser discutida no próximo encontro do Grupo Estratégico da Fórmula 1, que vai acontecer no dia 18 de Dezembro. Segundo jornalistas presentes ao encontro com Ecclestone, a maioria das equipas é favorável à abertura da regra.


GRANDE PRÉMIO
Países vizinhos
vetam Qatar

O Qatar, que planeava receber um Grande Prémio de Fórmula 1, deve abrir mão da ideia a curto prazo. A prova no Circuito de Losail foi vetada pelos organizadores das provas de Bahrein e Abu Dhabi, sedes vizinhas, segundo a agência de notícias DPA.
“Quando chegou a oferta por esta corrida, reuni gente da região e disse: 'vocês podem resolver isto entre vocês?'. E não conseguiram”, disse Bernie Ecclestone, director executivo da Fórmula One Management (FOM).
O Bahrein, primeiro organizador de uma corrida de Fórmula 1 no Oriente Médio, possuía o direito de veto a novas corridas em países vizinhos, de acordo com Ecclestone. Por isso, a prova no Qatar não foi aceite a curto prazo.
Os bahrenitas chegaram a um acordo com Abu Dhabi para que a prova nos Emirados Árabes Unidos hospedassem um Grande Prémio. O Qatar tentou um acordo semelhante, mas sem o mesmo sucesso.
Os organizadores da prova sugeriram até a construção de um traçado urbano em Doha, de forma a não utilizarem o Circuito de Losail.


MARUSSIA F1
Empresa FRP
leiloa os carros

Os activos da equipa de Fórmula 1 Marussia vão ser leiloados na próxima terça e quarta-feira, na fábrica da equipa na Inglaterra. A empresa FRP Advisory está encarregada da liquidação judicial da equipa.
 A equipa anglo-russa (antiga Virgin) está em liquidação desde início de Novembro e falhou os três últimos Grandes Prémios da época'2014 (Austin, São Paulo e Abu Dhabi), devido a graves problemas de tesouraria.
Entre os activos a serem leiloados dentro de 15 dias incluem-se  os monolugares usados em 2014, mas sem os motores Ferrari, e uma maquete do carro de 2015 que devia ser submetido aos testes em túnel de vento. Também vão ser levados a leilão peças de automóveis, ferramentas, material informático e mesmo material de escritório.
A Marussia F1 foi criada em 2010, com o nome Virgin, por iniciativa do empresário britânico Sir Richard Branson. A equipa conseguiu este ano, no Grande Prémio do Mónaco, em Maio, os seus dois únicos pontos em cinco épocas na F1, por intermédio do piloto francês Jules Bianchi.
Mais tarde, Biachi foi vítima de um grave acidente no Grande Prémio do Japão e continua em “estado crítico, mas estável”.
A liquidação da Marussia, nona classificada no Mundial de construtores em 2014, deve significar receitas adicionais à Caterham e à Sauber por parte da Fórmula One Management (FOM), que gere os direitos comerciais na F1.
A Caterham, em insolvência, procura um comprador que garanta a continuidade da equipa.