Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

McLaren deseja voltar ao topo

16 de Fevereiro, 2019

A McLaren entra para a poca de 2019 com a esperana de uma nova era com o motor Renault

Fotografia: AFP

A Fórmula 1 continua a ser um desporto muito complexo onde, por vezes, o pré-visto torna-se visto e o improvável torna-se provável. Nos últimos anos, os campeonatos não tem sido fáceis para a antiga potência inglesa, a McLaren, mas, para muitos, este ano existe uma luz verde no fundo do túnel, que poderá ser melhor.

A equipa inglesa está entre as mais tradicionais da Fórmula 1 e ficou mais conhecida ainda pela rivalidade entre o francês Alain Prost e o brasileiro Ayrton Senna (1988, 1989 e 1990). Senna juntou-se a Prost na McLaren Honda em 1988 e a dupla dominou as pistas da Fórmula 1, durante três anos. Mas em 1990 o francês Alain Prost sai da McLaren e vai para a maior rival da equipa de todos os tempos, a Ferrari, e a rivalidade continua. 

O ano de 1993 foi o último da maior e \"mais\" imortalizada rivalidade de todos os tempos da Fórmula 1, com Prost ao volante de um Williams Renault e Senna num McLaren Ford. Para muitos fãs da equipa, a derrocada da McLaren começou no final de 2012, quando o piloto inglês Lewis Hamilton anunciou que deixaria a equipa para se juntar à Mercedes: predominando um entra e sai de substitutos com o mexicano Sérgio Perez e depois o dinamarquês Kevin Magunessen, antes mesmo do regresso de Alonso.

Com a chegada dos motores turbos-híbridos, infinitamente complexos para a equipa, a Mclaren já enfrentou mudanças dos motores Mercedes para Honda e de Honda para Renault. A McLaren julgou, que iria voltar às glórias do passado e levar à equipa de volta ao topo, mas nunca mais \"capturou\" a magia da parceria do final dos anos 80 com a sua dupla de pilotos mais \"predadora\" de todos os tempos: Alain Prost e Ayrton Senna. Sem dar à Honda espaço suficiente para montar um motor, que pudesse levá-la às glórias do pasado, como nos tempos áureos de 1988, 1989, 1990 e 1991. 

No meio do fracasso, a McLaren está a enfrentar a sua própria luta, pois não foi capaz de estar ao nível da Mercedes Ferrari e da  Red Bull e, como se não bastasse, foi superada por outras equipas. Em 2019, a equipa começará com uma nova dupla de pilotos, após a saída do espanhol Fernando Alonso e do belga Stoffel Vandoorne. 

O também espanhol Carlos Sainz Jr e o inglês  Land Noris, têm como principal missão apresentar  resultados iguais  ou superiores aos da dupla passada. Com a montadora francesa, a equipa não deseja levar o tempo que passou com a fabricante japonesa, para mostrar resultados melhores.

Muitos acreditam que com o motor Renault (pelo segundo ano consecutivo) os McLaren poderão estar muito mais próximos de lutar por pódios, já que a última vez que a equipa subiu ao pódio foi no Grande Prémio da Austrália em Albert Park. Pelo facto, esperam conseguir estar bem próximo da Mercedes e da Ferrari, pois o divórcio da Renault e da Red Bull poderá facilitar uma maior \"agressão\" da Renault e da McLaren, frente à Mercedes e à Ferrari. 

Será que a McLaren se vai destacar em 2019 com a chegada da nova dupla de pilotos? A McLaren voa para o campeonato com a esperança de uma nova era com o motor Renault. Esta parceria tem que funcionar para ambos os lados; se falhar, ficam despedaçados. Para os amantes da teoria da conspiração, a McLaren terá que desistir do motor Renault, caso não consiga resultados melhores que o do ano passado ou não seja tão competitiva como a Mercedes, Ferrari e Red Bull. 

A equipa não pode repetir os erros da Williams em ser fiel à Mercedes, mesmo não estando a ter bons resultados ano após ano. Muitos vão mais  longe, afirmando que Carlos Sainz Jr e Land Noris são jovens possuidores de grandes ambições e procuram algo bom e se não encontrarem competitividade na equipa, poderá surgir o mesmo tipo de comportamento que o de Fernando Alonso.