Jornal dos Desportos

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McLaren elogia Kevin Magnussen

16 de Novembro, 2013

Piloto Kevin Magnussen venceu a Fórmula Renault 3.5 séries deste ano e entra para a equipa britânica com boas referências para a próxima época do Campeonato do Mundo

Fotografia: AFP

A McLaren anunciou quinta-feira, que o jovem dinamarquês Kevin Magnussen vai juntar-se ao inglês Jenson Button, como piloto da equipa na temporada de 2014.

Magnussen  é filho do ex-piloto de Fórmula 1 Jan Magnussen, venceu a Fórmula Renault 3.5 séries deste ano. «Estamos muito satisfeitos por Kevin juntar-se a Jenson em 2014. Kevin é claramente muito talentoso, muito determinado e, por isso, temos uma grande esperança no seu desempenho», sublinhou o chefe da equipa britânica, Martin Whitmarsh. O piloto de testes da McLaren vai substituir o mexicano Sérgio Perez, que anunciou quarta-feira o abandono da equipa britânica, após uma temporada em que conseguiu como melhor resultado, o quinto lugar no Grande Prémio da Índia.

Perez critica
decisão tardia

O mexicano Sergio Perez disse quinta-feira, que a indefinição da McLaren dificultou a sua permanência na Fórmula 1 em 2014. «Por ser honesto, eu não tive a hipótese de entender completamente tudo isso. Estou numa posição muito difícil agora, porque a decisão foi tomada muito tarde», lamentou o mexicano.

«Mas estou confiante, que vou encontrar o melhor caminho para a minha carreira», completa. Além das poucas opções, já que a maioria das equipas com carros vagos têm negociações adiantadas com outros pilotos. Perez procura uma equipa, que o deixe em condições de lutar por vitórias.

«Não quero estar na F1 apenas por estar. O objectivo é olhar para algo bom. Se não encontrar a opção correcta para a minha carreira, talvez eu procure outra coisa», diz. O mexicano deixa claro, que a McLaren não deu uma explicação completa sobre a razão que a levou a não renovar o seu contrato. Apesar disso, salienta o tempo que passou na equipa, e diz que não se arrepende de tê-la defendido no Mundial de 2013.

«Claro que não era o que eu esperava, mas a vida é assim. Às vezes, as coisas não saem como nós gostávamos. Eu fiz o meu melhor. Tentei tirar o máximo proveito de tudo, mas provavelmente entrei na equipa na pior fase de sua história na F1. Mas isso acontece…», conclui.


Acordo
Pastor Maldonado
próximo da Sauber


A Sauber-Ferrari está perto de anunciar a contratação de Pastor Maldonado para 2014, de acordo com uma notícia do jornal suíço «Blick». O venezuelano esteve na sede da equipa, em Hinwill (Suíça), com o seu agente Nicolas Todt, filho do presidente da FIA, Jean Todt, é apontado como principal candidato ao lugar, que Nico Hulkenberg deixa vago. O alemão deve assinar pela Lotus Renault, para substituir Kimi Räikkönen.

Maldonado deixou a Williams-Renault, leva  um patrocínio da empresa petrolífera do seu país no valor de 40 milhões,  como solução para os problemas financeiros da Sauber, o último dos quais diz respeito a um processo interposto pelo cantão de Zurique, por dívidas de 44 mil euros, relativas ao fornecimento de electricidade.


Eleições
Todt corre isolado
à presidência da FIA

O britânico David Ward anunciou quinta-feira a desistência das eleições presidenciais para a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), deixa o caminho aberto ao francês Jean Todt, agora concorrente único.

Ward manifestou a desistência através de um comunicado oficial, em que afirma não ter conseguido o número mínimo exigido de apoio de vice-presidentes de federações nacionais, para concorrer na FIA.

O britânico alegou, que o actual formato das eleições privilegia quem já está no poder, que pode usar medidas da entidade para garantir força no pleito.

«Quando lancei a minha candidatura em Setembro, o meu ponto era promover a transparência e a democracia na FIA. Por muitos anos, a FIA negou-se a fazer uma reforma governamental. Geralmente dava um passo para frente e depois dois para trás”, diz a nota de Ward.

O britânico já tinha manifestado o seu descontentamento com o formato das eleições da FIA, antes mesmo do lançamento da sua candidatura, porque 11 das 12 federações da América do Norte garantiram apoio a Todt num documento assinado em Março, meses antes do início do período eleitoral do órgão.