Jornal dos Desportos

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McLaren faz balanço ruim

27 de Dezembro, 2013

LEG- O mau desempenho no ano que está prestes a acabar serve como alerta para melhores resultados em 2014

Fotografia: AFP


Durante 23 anos a McLaren colocou um dos seus pilotos no pódio pelo menos uma vez por temporada. Em 2013, o jejum de 1980 repetiu-se. Pela primeira vez em quase 25 anos, a equipa britânica encerrou as disputas da Fórmula 1 sem atingir as três primeiras posições de nenhuma das 19 provas da temporada. Para o chefe da equipa, Martin Whitmarsh, o mau desempenho no ano que está prestes a acabar serve como alerta para melhores resultados em 2014.

De acordo com o dirigente, a McLaren já começou a preparar a próxima temporada e teve que tomar algumas decisões difíceis. Entre elas, mudar membros importantes da equipa. O piloto mexicano Sérgio Perez foi substituído por Kevin Magnussen e o aerodinamicista Peter Prodromou foi contratado à Red Bull. Tudo isto para fazer com que a equipa britânica volte a figurar entre as primeiras colocadas no grid no ano que vem.

“O fracasso é uma coisa dolorosa, mas algumas vezes um pontapé no traseiro é exactamente o que as pessoas e a organização precisam”, disse Whitmarsh à revista inglesa “Autosport”. “Eu sou uma pessoa optimista. Então, embora não tenha gostado de 2013, olho para o futuro. Vejo que isso nos fez tomar algumas decisões que eram difíceis no último Inverno, porque achávamos que estávamos tão bem quanto os outros”, declarou.


Apesar de admitir o fracasso e ver isto como o primeiro passo para o ressurgimento da McLaren na próxima temporada, o chefão mostrou-se incomodado com tamanha decepção em 2013. Além disto, afirmou que as mudanças já deviam ter começado a ser planificadas quando a equipa estava no topo, para evitar uma descida tão grande num ano.

“A maioria não consegue chegar aqui e dizer que não precisamos de mudar ou que fizemos um trabalho suficientemente bom, porque não fizemos. Mudar nesse ambiente é muito fácil e é algo essencial em qualquer empresa, estando no topo ou não. É apenas mais difícil aplicar algo quando achamos que estamos na frente”, afirmou.

Para finalizar, o dirigente foi questionado se temia perder o emprego após o fracasso em 2013 e esquivou-se. Disse que a pressão que coloca em si mesmo é muito maior que a que recebe dentro da McLaren. “Eu preocupo-me até certo nível. Mas a pior pressão em mim é a que eu mesmo coloco. A verdade é que, se a roda sai do carro, a culpa é minha. Se o carro não é suficientemente bom, é culpa é minha. Se o piloto comete um erro, a culpa é minha. As pessoas falam sobre pressão, mas a maior pressão é a interna”, disse.

Em 2014, as disputas da Fórmula 1 começam no dia 16 de Março, com o Grande Prémio da Austrália e, diferente dos últimos três anos, não são finalizadas no Brasil. A corrida em Interlagos é a penúltima da temporada, que chega ao fim em 24 de Novembro, em Abu Dhabi. Outra mudança é em relação ao número de provas: ao invés das 22 etapas previstas, são ‘apenas’ 19, como em 2013.