Jornal dos Desportos

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McLaren tem carro para superar a Williams

10 de Maio, 2016

Resultado foi mais impressionante depois da revelação de que Alonso perdeu 50s a economizar combustível

Fotografia: AFP

O sexto lugar de Fernando Alonso pode ser a maior surpresa do GP da Rússia. Afinal, num circuito em que os pilotos passam mais de 70 por cento do tempo de voltas a acelerar, era de esperar que a McLaren - Honda sofresse a falta de potência. Porém, mesmo ajudado com o abandono de Sebastian Vettel na primeira volta, a quebra de Max Verstappen e a péssima corrida das duas Red Bull, o espanhol manteve o ritmo suficiente para superar equipas, como Force India e Haas, que têm motores melhores.

O resultado tornou-se ainda mais impressionante depois  do chefe da McLaren, Eric Boullier, revelar que Alonso perdeu cerca de 50s a economizar combustível. O circuito da Rússia é um dos mais complicados da temporada nesse sentido, e os motores menos potentes - Honda e Renault - gastam mais para manter um nível de performance mais próximo dos Mercedes e Ferrari, cujo aproveitamento de energia híbrida é melhor.

Se tiver em consideração que Alonso terminou a cerca de 26s de Felipe Massa, que fez uma paragens nas "boxes"  a mais e foi quinto, e a 47s de Valtteri Bottas em quarto, fica clara a desvantagem que os pilotos da McLaren têm de enfrentar.

"Vemos que somos a equipa que tem de fazer mais economias de combustível, por motivos óbvios", disse Boullier em entrevista após o GP da Rússia. "Fernando terminou a corrida com um dos tempos mais velozes (a melhor marca do espanhol foi um décimo mais rápida que a de Bottas). Sem a economia de combustível teríamos ganhado mais 50s. Sem isso, estamos no mesmo nível da Williams, então é nisso que temos de nos focar agora".

Outro ponto que reclama da Honda é  a melhoria no mapeamento de motor para classificação, que não é tão potente como os demais. "Precisamos de mais potência na classificação para largar mais à frente, o que evita problemas nas primeiras curvas", disse Alonso em Sochi.

"Estamos mais competitivos a cada corrida, então a expectativa é estar nos pontos, em Barcelona, e também em Mónaco", disse o espanhol, referiu-se às duas próximas etapas. "Tomara que possamos começar a chegar no top 5. Temos peças novas, mas os outros também têm. Então, vamos ver se começamos a usar as fichas de desenvolvimento do motor para ter mais potência."

A nova especificação do motor Honda, contudo, só deve chegar na corrida do Canadá, no começo de Junho. Para o GP de Espanha, que será realizado dia 15 de Maio, a expectativa é de que a equipa traga um extenso pacote aerodinâmico.

VERSTAPPEN PREVÊ
BATALHA COM RIVVIARDO


Sem perder tempo, depois de ser anunciado como substituto de Daniil Kvyat na Red Bull, Max Verstappen visitou na quinta-feira a fábrica da equipa para ambientar-se ao novo carro, que vai assumir oficialmente a partir do GP de Espanha, dia 15 de Maio.

O holandês tem 18 anos afirmou no seu site oficial que a oportunidade é "incrível", especialmente se levar em consideração que a sua carreira na Fórmula 1 ainda é "relativamente curta." Em seu segundo ano na categoria, o piloto tem uma grande possibilidade de conquistar pelo menos, os seus primeiros pódios.

"Realmente, quero agradecer à Red Bull e Helmut Marko a confiança que eles depositaram em mim. Eu terei a hipótese de aprender muito com uma equipa de ponta", disse Verstappen. "Também estou animado por trabalhar com um companheiro de equipa experiente e consagrado como Daniel Ricciardo."

O holandês aproveitou para agradecer a Toro Rosso pela "grande contribuição para que eu chegasse tão longe na minha carreira."
A vaga de Verstappen na Toro Rosso ao lado do espanhol Carlos Sainz fica com Kvyat.