Jornal dos Desportos

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Medalha de Naide Gomes chega dez anos depois

30 de Setembro, 2019

Naide Gomes reviveu, por um dia, as emoções das grandes competições, quando ontem subiu ao palco dos Mundiais de atletismo, em Doha, para receber, emocionada, uma medalha que conquistou há 10 anos.Em Berlim’2009, uma adversária dopada - como se veio a saber mais tarde - impediu-a de receber a devida medalha de bronze do comprimento, num estádio olímpico lotado. Agora, a 'compensação' muito pouco se aproxima, num estádio Khalifa quase deserto, ao início da tarde.
Mas "soube muito bem", afirna a antiga atleta, à beira de fazer 40 anos e que muitas vezes 'esbarrava' no quarto posto, à beira do pódio por muito poucos centímetros, como foi o caso de Berlim, há uma década.
“Quando chamaram o meu nome para o pódio, o coração começou a bater mais, quase que emocionava, revivi por instante a competição de há 10 anos. Uma competição muito dura, muito emocional, após os Jogos Olímpicos de 2008, onde eu falhei", comentou a antiga atleta, após receber a medalha.
Em Berlim, a medalha "era muito importante, independentemente de ser bronze, prata ou ouro". "Lutei para o ouro, mas não o consegui, infelizmente fiquei em quarto, outra vez. Fiquei muito chateada comigo, com a situação. Fiquei triste, mas tive de superar. Superei e continuei e ganhei mais medalhas, e terminei a minha carreira. 10 anos depois, cá estou eu. Mas estar aqui e ver o estádio vazio, não sentir aquela vibração, a adrenalina, isso foi 'roubado', obviamente... mas passou", reconhece a ainda recordista nacional do salto em comprimento.’