Jornal dos Desportos

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Mentor do projecto rene com autoridades

Augusto Panzo| Cacuaco - 06 de Junho, 2019

Fotografia: Dr

Em busca de apoios institucionais, Miguel Pontes Lutonda promete contactar o novo Administrador do município do Cacuaco para o informar sobre a formação de jovens talentosos inseridos no seu projecto. O encontro pode acontecer nos próximos dias.
A escola de Miguel de Lutonda contou com a anuência das autoridades administrativas locais. Antes de lançamento, o ex-administrador Carlos Cavuquila impulsionou a implementação.
"O ex-administrador já deixou o projecto em execução. Tinha conhecimento da existência. Agora, pretendo situar a nova direcção municipal para que me possam ajudar no que for necessário e possível", disse.
A escolha de Cacuaco responde às exigências de basquetebol. É um mercado fértil com pessoas de boa altura e desenvoltura física.
"Ainda não fizemos uma pesquisa de meninos com boa altura e peso ideal em Cacuaco. Tão logo for possível, vamos lançar uma campanha na comunicação social e outros meios para seleccionarmos os melhores para constar da Escolinha Miguel Lutonda", prometeu.
A exigência de inserção na Escolinha contempla a idade entre os 10 e 16 anos e altura mínima de1,80 metros.
Desde o lançamento do projecto, três crianças foram transferidos para a escola do 1º de Agosto. Um está inserido no escalão de Sub-10 e outros dois nos escalões de Sub-13 e Sub-14.
"Em função da qualidade apresentada, levei-os ao 1º de Agosto. Os dois dos escalões superiores trabalham comigo", assegurou.

De momento, a Escolinha Miguel Lutonda apenas trabalha com a classe masculina. A extensão na classe oposta acontece nos próximos tempos.

Sequele pode ser a alternativa

Com a campanha de "recrutamento" à vista, Miguel Lutonda já dispõe de um plano alternativo para responder à demanda. Além da quadra do bairro dos Pescadores, no Cacuaco, a Escolinha pode estender-se à Centralidade de Sequele, onde possui quadra em bom estado para a prática de basquetebol.
A estratégia de inserir mais crianças ao projecto já começou. O antigo base da selecção nacional cativa as crianças com exibição de filmes e organização de jogos de entretenimento.
"Na primeira experiência, consegui inserir 20 meninos. Em função da publicidade, se a demanda aumentar, terei de mudar a Escolinha para Sequele, onde o antigo administrador municipal me havia cedido um espaço", esclareceu.
Além de Sequele, Miguel Lutonda assegurou que encontrou outros espaços. O primeiro é o antigo estaleiro da empresa Queiroz Galvão, que está em estado de abandono. O receio de levar o basquetebol naquele empreendimento reside nas querelas que pode despoletar.
"O local está abandonado, mas depois do arranque das obras de reabilitação do piso, o dono pode reclamar a propriedade. Diante do direito que lhe assiste, seremos obrigados a abandoná-lo. Os custos podem pesar nos bolsos", disse.
Outras quadras são as da escolas do bairro Ecocampo, que carece de algumas remodelações, e a do Colégio Sacriberto. Essa última vai levar Miguel Lutonda manter um diálogo com a direcção da instituição escolar para avaliar a qualidade do piso.