Jornal dos Desportos

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Mercedes e Hamilton estabelecem meta para 2020

Altino V. Dias - 27 de Fevereiro, 2020

O ingls Hamilton tem como aposta para 2020 bater o recorde de vitrias de Schumacher

Fotografia: DR

O ano 2020 poderá ser crucial para a Mercedes. Desde o início do seu reinado em 2014, a Mercedes e Hamilton estabeleceram uma nova “dinastia” na categoria e têm dominado a complexa era turbo-híbrida da Fórmula 1, levando os títulos de pilotos e construtoras. As Flechas de Prata poderão estar num fim de campanha dominante, já que em 2021 haverá mudanças de regulamento.

A equipa de Brackley (Mercedes) está numa campanha superior e espectacular, mais dominante que as anteriores referências ‘dominantes’: McLaren, Williams, Ferrari e Red Bull. Ninguém imaginou que elas seriam capazes de ter um domínio avassalador, em relação ao da Ferrari na era do alemão Michael Schumacher.

A par da Mercedes, o inglês Lewis Hamilton vai em busca de mais glórias. Em 2020, a sua meta é bater o recorde de vitórias de Schumi (o inglês está a sete vitórias e se conseguir manter a média por ano alcançará o alemão em 2020) e, igualmente, igualar o número de sete títulos conquistados pelo alemão, que é o piloto mais titulado e com mais recordes em toda a história da modalidade. 

Mas, muitos recordes seus podem cair em 2020, já que a Fórmula 1 está a assistir a construção do maior “império” da categoria de nome Mercedes-Hamilton, que está a consolidar a maior proeza dos últimos 30 anos. Em 2020, os planos estão bem direccionados e a equipa quer ir mais longe, devido à ameaça que a Ferrari e a Red Bull possam representar, já que em 2019 não foram o carro mais rápido, apesar da sua consistência.

Se, por um lado, a Mercedes e Hamilton entram um “pouco” menos pressionados, por outro, a Ferrari e o seu piloto alemão Sebastian Vettel estarão sob grande pressão, após um desastroso 2019 para ambos, sobretudo para Vettel, que conseguiu apenas uma vitória em condições duvidosas e, como se não bastasse, foi batido pelos “meninos da creche”, o monegasco Charles Leclerc, seu colega na Ferrari, e o holandês Max Verstappen da Red Bull, na luta entre o \"beiral e a creche\" (luta de gerações). 

Seb (Sebastian Vettel) não irá conter-se no campeonato deste ano e já afirmou que vai mudar o seu estilo de “condução”. Muitos analistas acreditam, que ele perdeu a sua coroa de menino dos olhos bonitos da Ferrari em 2019, devido aos inúmeros erros nos campeonatos anteriores (2017 e 2018), que ainda o ensombram e a forma como apareceu a nova estrela em ascensão, Charles Leclerc, que chegou, viu e bateu o alemão na luta roda-a-roda. O alemão tem que ser bem-sucedido em 2020, pois existem muitos pilotos na mira da Ferrari, o que faz dele um alvo fácil para o fim da sua permanência na equipa de Maranello (Ferrari).

Outro piloto que está “debaixo do fogo” é o finlandês Valtteri Bottas. O chefe da equipa, Toto Wolf, já afirmou em tempos que Bottas deve ter o mesmo ritmo que Hamilton. O finlandês  subiu a sua fasquia no ano passado, conseguiu o melhor resultado na classificação de pilotos desde a sua estreia, pois ficou em segundo no campeonato. 

Esse ano, o finlandês diz que já tem plano para bater Hamilton, seu colega na Mercedes, mas, se as coisas derem para o torto, ele poderá ter os dias contados na Mercedes, pois o inglês George Russel está a esforçar-se  para ter um carro competitivo. 

O protegido da Mercedes está na Williams, uma equipa que mais parece de uma categoria inferior à da Fórmula 1. O piloto inglês está altamente cotado dentro da Mercedes e do “paddock” da Fórmula 1, como futuro colega de Hamilton na Mercedes, caso este mantenha o seu vínculo com esta escuderia para mais anos ou a equipa não abandone a Fórmula 1 em 2021, pois uma boa parte das equipas de top desejam sempre ter um veterano experiente e um novato para o futuro.

Há certamente muita coisa em jogo nesta temporada de 2020, com as dominantes “Flechas de Prata” a esforçarem-se para continuarem com a sua autoridade de punho, o que iria “betumar” o seu lugar como uma das maiores se não a maior equipa da Fórmula 1, como referência forte, o “aço” da era turbo-híbrida.