Jornal dos Desportos

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Mercedes eleva vantagem

05 de Setembro, 2015

Fotografia: AFP

O domínio da Mercedes no circuito de Monza, surpreendeu a dupla da Mercedes na pista mais rápida do campeonato, onde as diferenças geralmente são mínimas. Na primeira sessão de treinos livres para o Grande Prémio da Itália, a diferença foi de 1s7 em relação ao terceiro classificado. Na segunda sessão, Lewis Hamilton puxou do acelerador e fez sete décimos.

Na batalha individual com o companheiro de equipa, Nico Rosberg criou uma dívida na parte da manhã, mas encostou à tarde e fechou o dia apenas a 21 milésimos atrás de Lewis Hamilton.

"Lewis tem sido muito rápido até agora, mas me aproximei no final, quando estávamos a fazer as nossas simulações de classificação. Então estamos a ir na direcção certa", disse o alemão.

Nico Rosberg admitiu que estão surpresos pela velocidade, o que os deixa "contente com isso".

Lewis Hamilton esclareceu que a diferença acima do normal no circuito de Monza não tem nada a ver com o novo motor Mercedes, usado apenas pela equipa de fábrica, que estreou ontem.

"A sensação é a mesma; são mudanças mais para melhorar a confiabilidade. O motor é fantástico. Continua igual", garantiu o inglês, que se mostrou tranquilo em relação ao rendimento do carro.

"Foi um bom dia, um dia de testes. Tinha muitas coisas para testar. A sensação com o carro está boa e o ritmo é óptimo. A equipa só precisa continuar assim", disse.

A correr pela primeira vez como piloto da Ferrari em casa, Sebastian Vettel disse não se surpreender com o rendimento da Mercedes.

"Diria que se não ficarem à frente amanhã na classificação, isso sim vai ser uma surpresa. Gostamos de surpresa e vamos fazer o máximo para mudar a situação. Ainda há coisas que podemos melhorar no carro", garantiu o alemão, terceiro em ambos os treinos.

Os carros voltam hoje, às 10h00, à pista para a terceira sessão de treinos livres, que acontece poucas horas antes da classificação. A grelha de largada vai ser decidido a partir das 13h00 e a corrida começa amanhã, também às 13h00.

LEWIS HAMILTON
ESTÁ OXIGENADO

O líder do campeonato da Fórmula 1, Lewis Hamilton, apareceu com o cabelo descolorido no paddock do GP da Itália e foi o centro das atenções. O inglês, conhecido por ousar no visual, parece que não ficou convencido de que foi uma boa ideia.

"Decidi mudar, porque posso. Queria tentar algo diferente, mas devo mudar ao longo do final de semana", admitiu.

Hamilton não é o primeiro oxigenado do paddock da Fórmula 1. Em 1997, Jacques Villeneuve marcou a época com o seu cabelo descolorido, quando lutava pelo título com Michael Schumacher. O canadense chegou a adoptar algumas cores mais exóticas, como o roxo, antes de voltar à cor natural.

Eddie Irvine foi outro que apareceu com os cabelos descoloridos, mas não manteve o visual por muito tempo.

Neste final de semana, Hamilton também "estreia" uma nova tatuagem, na altura do pescoço, de uma águia. No seu instagram, o piloto explicou que escolheu o desenho, porque "representa um visionário".

"Quero encontrar os limites do auto-conhecimento e da liberdade. A águia nasceu líder e pode tornar-se impaciente com aqueles que não conseguem voar tão alto ou tão rápido", disse.

Em grande fase, Lewis Hamilton lidera o campeonato com 28 pontos de vantagem sobre o companheiro Nico Rosberg, da Mercedes. O inglês está em Monza para a disputa da 12ª etapa do campeonato.


À RED BULL
Hamilton alerta para a cedência de motores


Piloto inglês colocou-se contra a Mercedes se candidatar a substituir a Renault como fornecedora de motores da Red Bull, a tetracampeã da categoria entre 2010 e 2013. Em crise com os franceses, a equipa está a procurar uma nova parceria para 2016, caso o contrato actual seja encerrado antes do prazo ou, mais provavelmente, para 2017.

"Se queremos vencer campeonatos, provavelmente, não é uma boa ideia. A Red Bull é uma grande equipa e é como dar o nosso motor à Ferrari", comparou.

"Estamos aqui para vencer. Não precisamos disso; não há nenhum benefício financeiro. Estamos bem, onde estamos no momento", disse.

Questionado sobre a opinião do seu piloto, que fez um acordo milionário neste ano para estender o seu contrato com a Mercedes, o chefe da equipa e também responsável pela operação da empresa alemã na Fórmula 1, Toto Wolff, reconheceu que se trata de uma decisão difícil.

"Pela perspectiva da equipa, você tem de ter uma abordagem de conseguir o máximo possível para si e aproveitar as oportunidades.

Mas também é uma questão do que podemos fazer para o funcionamento da Fórmula 1", justificou.

A Ferrari está a lançar uma ofensiva neste final de semana para convencer a Red Bull a utilizar os seus motores, quando encerrar o contrato com a Renault, segundo a imprensa italiana.

Com a Honda a assegurar que não pretende equipar nenhum outro tipo além da McLaren, os tetracampeões precisam escolher entre os motores de Ferrari ou Mercedes.